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Nos jantares a quatro mãos do Sauvage, cada momento é um “agora escolha”

Ricardo Gonçalves vai receber chefs convidados todos os meses no restaurante do CCB. O primeiro vem de Sesimbra já esta quinta-feira, 23 de Abril: Paulo Carvalho.

Hugo Torres
Escrito por
Hugo Torres
Director-adjunto, Time Out Portugal
Ricardo Gonçalves, Sauvage CCB
DR | Ricardo Gonçalves
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Dois Olhares, Uma Mesa. É este o nome do ciclo de jantares a quatro mãos que se inicia esta quinta-feira, dia 23, no Sauvage. Todos os meses haverá um, com o chef Ricardo Gonçalves a partilhar a cozinha do restaurante do CCB com um convidado. Mas a ideia é fazer algo diferente do que é habitual nestes eventos gastronómicos: em vez de se servirem pratos alternados, todos os momentos do menu terão duas versões – “duas interpretações”, uma de cada chef – e é à mesa que cada um vai decidir de qual é que gosta mais.

Dito assim, parece um jogo. Ou uma reminiscência do programa Agora Escolha (se Vera Roquette nos pusesse perante dois blocos de entradas, pratos e sobremesas). Mas o que o Sauvage propõe é antes um exercício de partilha e liberdade. “A experiência é desenhada para ser livre e personalizável, permitindo que cada cliente construa o seu próprio percurso gastronómico, escolhendo os pratos que mais lhe despertam interesse em cada etapa, de acordo com a sua preferência e vontade”, diz Ricardo Gonçalves, citado em comunicado.

“Mais do que um jantar pontual, este ciclo nasce da vontade de criar tempo e espaço para cozinhar em conjunto, explorar ideias e cruzar visões”, lê-se na mesma nota. “Dois Olhares, Uma Mesa posiciona-se como um espaço de diálogo e partilha. O foco está no processo criativo, no respeito pelo produto e na valorização da cozinha portuguesa, interpretada através de diferentes linguagens e sensibilidades.” Cada convidado fica só uma noite – e a proximidade aos chefs faz parte da experiência, cujo preço médio se estima em 35€, 40€.

Para já, só se conhece o primeiro convidado: Paulo Carvalho. Natural de Sesimbra, Lisboa conheceu o chef através dos restaurantes de Kiko Martins, antes do seu regresso à vila natal, onde se tornou também empresário e abriu vários espaços. São dele o Zagaia, O Batel e o Ítalo Pizza Bar. Em paralelo, está a desenvolver a carta do Wine Corner da José Maria da Fonseca. No Sauvage, verá a Serra da Arrábida do lado de cá, tal como os clientes que aproveitarem o copo no rooftop, incluído na experiência, antes ou após o jantar.

Paulo Carvalho
DRPaulo Carvalho

Mais uma escolha. Embora talvez mais simples do que as do menu. Ultrapassado o couvert, com pão 100% trigo, broa de milho, manteiga dos chefs e azeite extra virgem (7€), e os snacks, onde se encontram o pastel de massa tenra de polvo, farinheira e maionese de alho assado (6€) e o croquete de berbigão, gamba do Algarve e papada de porco preto (4,5€), será preciso optar entre a lula à Bulhão Pato, escabeche e melancia (14€) e o tataki de atum com cenoura do Algarve e citrinos em escabeche (12€); entre a paella de cabidela (26€), a “cabidela” de choco e carabineiro (29€), e o ravioli de abóbora (21€); e entre o pastel de nata (7€) e o bolo de bolacha (6€).

Fundação Centro Cultural de Belém, Praça do Império (Belém). 19.00 e 22.00. A partir de 35€

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