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Pátios das Antigas, Lisboa Antiga, Palladium Café, Avenida da Liberdade
©DRPalladium Café

O Pátio das Antigas: O Palladium da Avenida

Coisas e loisas da Lisboa de outras eras

Por
Eurico de Barros
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Ocupava o número 1 da Avenida da Liberdade e foi um dos cafés e salões de chá de referência da Baixa. Abriu em 1932 e fechou em finais dos anos 70.

O Café e Salão de Chá Palladium abriu em 1932, mesmo no final da Avenida da Liberdade, à beirinha dos Restauradores e ao lado do Ascensor da Glória, no piso térreo de um prédio projectado pelo arquitecto Norte Júnior, no número 1 daquela artéria. No seu lugar, anteriormente, tinham estado a Philips Portuguesa e a representação dos automóveis Dodge. O Palladium apresentava-se nos anúncios da imprensa como “o mais elegante e confortável de Lisboa”, destacando o seu chef de pastelaria Ebli Efraim, contratado em Paris.

Dada a excelente localização, numa altura em que a Baixa era ainda o centro comercial, social, cultural e de lazer de Lisboa, o Palladium era muito frequentado por escritores e intelectuais, vários deles opositores ao regime do Estado Novo, por actores e jornalistas, e ainda por grupos de senhoras atraídas pela excelência do seu serviço especial de chá, servido entre as 17.00 e as 19.00, e depois do final dos espectáculos e das últimas sessões de cinema. O café chegou a ter uma esplanada no passeio em frente, projectada por Cassiano Branco, e inaugurada em 1943. O Palladium fechou as portas já depois do 25 de Abril, no final da década de 70, tendo-se lá instalado um pequeno centro comercial com o mesmo nome que incluía um cinema, o Xenon, muito frequentado pelos fãs de filmes de terror. Este fechou em 1996 e o centro já no nosso século.

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