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O Pátio das Antigas: Os tempos heróicos das travessias a nado

Entre 1907 e 1927, tiveram lugar uma série de travessias do Tejo e de Lisboa a nado, rodeadas de várias peripécias e que mobilizaram muitos “denodados e valorosos nadadores”, como lhes chamou então o jornal desportivo ‘Sport’.

Editado por
Eurico de Barros
Travessias do Tejo a nado
DR
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A primeira travessia do Tejo a nado teve lugar a 20 de Outubro de 1907, organizada pelo Real Gymnásio Club Português, entre a Trafaria e Lisboa. Concorreram quatro nadadores e mais outro extra-competição, por não se ter inscrito a tempo. Só dois chegaram ao fim. Por causa do mau tempo, o vencedor, João Barata, do Real Club Naval, foi parar a uma praia perto de Caxias, enquanto que o segundo classificado, José Heliodoro, do Real Gymnásio Club Português, acabou em Paço de Arcos. Uma segunda prova, em Setembro de 1908, teve apenas um concorrente, Francisco Marçal, do Atheneu, que desistiu a mais de meio, indisposto por causa do frio. Por isso, não aceitou o Escudo de vencedor que o Gymnásio Club lhe quis entregar.

Após se terem realizado várias outras travessias do Tejo, o Sport Algés e Dafundo começou a organizar, a partir de 1921 e até quase ao final dessa década, a Travessia de Lisboa a Nado, numa distância de 12 quilómetros, com partida de Xabregas e chegada a Algés. Quatro delas seriam ganhas pelo histórico Bessone Bastos, do clube organizador. Acompanhados por vários tipos de barcos, os concorrentes demoravam entre duas horas e meia e três horas a cumprir o percurso (a foto desta página é da prova de 1927, último ano em que houve travessia). Eram os “denodados e valorosos nadadores” desses tempos heróicos, como lhes chamou o jornal desportivo Sport.

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