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Palacete dos Lusíadas, em Alcântara, une Assembleia Municipal

Renata Lima Lobo
Escrito por
Renata Lima Lobo
Jornalista
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Na sequência de uma petição assinada por mais de 400 cidadãos, foi aprovada esta terça-feira uma recomendação à Câmara Municipal de Lisboa que defende a não demolição de um palacete histórico em Alcântara.

"Recomendação aprovada por unanimidade". A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Helena Roseta, mostrava-se orgulhosa com o atento conjunto de cidadãos que subscreveu a petição "Em prol de Salvar o Palacete na Rua dos Lusíadas 15-17, em Alcântara, de demolição para dar lugar a alojamento turístico", liderada pela sueca, agora lisboeta, Helena Espvall. O destino do palacete parece agora mais risonho.

Quando lhe foi dada novamente a palavra, depois de já ter falado para esta assembleia o ano passado, Helena Espvall voltou a sublinhar a necessidade de salvar o património industrial de Alcântara, onde vive, e teceu duras críticas à actuação da Câmara Municipal de Lisboa (CML) que "durante uma década ignorou várias denúncias de moradores que o palacete estava a sofrer danificação intencional", acrescentando há um "padrão de destruição deliberada que continua" e um "crime que compensa". Na sua intervenção sublinhou um outro exemplo que também tem estado na ordem do dia: o infame mono do Rato, como foi baptizado pela população, para Helena Espvall um "monumento de arrogância e ganância".

Durante esta última sessão da AML, foram ainda divulgadas imagens do projecto entretanto chumbado, que pretendia converter o edifício em 40 unidades de alojamento para fins turísticos e que prevê a demolição deste prédio. 

palacete rua dos lusiadas
O palacete da Rua dos Lusíadas

Na sequência da petição, o que foi aprovado na tarde de ontem foi uma recomendação à Câmara Municipal de Lisboa vinda 3ª Comissão Permanente (Comissão de Ordenamento do Território, Urbanismo, Reabilitação Urbana e Obras Municipais) que propõe à CML a procura de uma resposta arquitectónica que se enquadre na zona envolvente. Mais: que esta informe a AML da entrada de novos projectos e, não havendo solução, que a CML avalie a possibilidade de adquirir o imóvel, como de resto também sugere a Junta de Freguesia de Alcântara.

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