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Palacete dos Lusíadas, em Alcântara, une Assembleia Municipal

palacete rua dos lusíadas
Imagem disponível em www.anteprojectos.com.pt

Na sequência de uma petição assinada por mais de 400 cidadãos, foi aprovada esta terça-feira uma recomendação à Câmara Municipal de Lisboa que defende a não demolição de um palacete histórico em Alcântara.

"Recomendação aprovada por unanimidade". A presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Helena Roseta, mostrava-se orgulhosa com o atento conjunto de cidadãos que subscreveu a petição "Em prol de Salvar o Palacete na Rua dos Lusíadas 15-17, em Alcântara, de demolição para dar lugar a alojamento turístico", liderada pela sueca, agora lisboeta, Helena Espvall. O destino do palacete parece agora mais risonho.

Quando lhe foi dada novamente a palavra, depois de já ter falado para esta assembleia o ano passado, Helena Espvall voltou a sublinhar a necessidade de salvar o património industrial de Alcântara, onde vive, e teceu duras críticas à actuação da Câmara Municipal de Lisboa (CML) que "durante uma década ignorou várias denúncias de moradores que o palacete estava a sofrer danificação intencional", acrescentando há um "padrão de destruição deliberada que continua" e um "crime que compensa". Na sua intervenção sublinhou um outro exemplo que também tem estado na ordem do dia: o infame mono do Rato, como foi baptizado pela população, para Helena Espvall um "monumento de arrogância e ganância".

Durante esta última sessão da AML, foram ainda divulgadas imagens do projecto entretanto chumbado, que pretendia converter o edifício em 40 unidades de alojamento para fins turísticos e que prevê a demolição deste prédio. 

palacete rua dos lusiadas

 

O palacete da Rua dos Lusíadas

 

Na sequência da petição, o que foi aprovado na tarde de ontem foi uma recomendação à Câmara Municipal de Lisboa vinda 3ª Comissão Permanente (Comissão de Ordenamento do Território, Urbanismo, Reabilitação Urbana e Obras Municipais) que propõe à CML a procura de uma resposta arquitectónica que se enquadre na zona envolvente. Mais: que esta informe a AML da entrada de novos projectos e, não havendo solução, que a CML avalie a possibilidade de adquirir o imóvel, como de resto também sugere a Junta de Freguesia de Alcântara.

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