Dez cervejas artesanais portuguesas que tem de provar

Há cada vez mais e melhor cerveja artesanal portuguesa. E não se vai arrepender de provar estas dez
Beer
Photograph: Shutterstock
Por Luís Filipe Rodrigues |
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Abra horizontes, abandone o conforto refrigerante das marcas com que cresceu e aventure-se no (cada vez mais percorrido) mundo da cerveja artesanal. Há cada vez mais e melhores cervejas em Portugal, bem como sítios onde bebê-las em Lisboa.

Escolhemos dez garrafas portuguesas, ordenadas por teor alcoólico, que não se vai arrepender de provar. Desde referências alfacinhas como a Urraca Vendaval da Oitava Colina ou a Finisterra da Dois Corvos, a cervejas com pronúncia do norte como a Rebendita da Letra ou a Imperial Stout da Lupum, passando pelo centro do país e a Brett Aged da Luzia. 

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10 cervejas artesanais portuguesas que tem de provar

1

Mi Chela (Musa)

Cascabel Lager. 4,5%

Mal levamos a Mi Chela à boca sentimos a malagueta cascabel que lhe serve de apelido. Sem ser exactamente picante, aquece a boca ao mesmo tempo que refresca, como boa lager que é. De cor dourada e com espuma branca, ligeiramente frutada e maltada, com notas de pão e da referida malagueta, casa bem com comida mexicana. Ou não tivesse sido feita em parceria com a taqueria Pistola y Corazón.

2

Marquês de Pale Ale (Passarola)

American Pale Ale. 5,2%

A Marquês de Pale da Passarola é uma das melhores pale ales americanas que se produzem em Portugal. O corpo está entre o dourado e o alaranjado e a espuma é branca e cremosa, enquanto o aroma é dominado pelas notas cítricas do lúpulo, que se repetem na boca e se sobrepõem ao malte. É mesmo assim que deve ser.

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3

India Pale Lager (Bauer Lopes)

India Pale Lager. 5,9%

Contam-se pelos dedos de uma mão (de duas, no máximo) as cervejeiras portuguesas que não têm uma IPA. Como no resto do mundo. As India pale lagers, por outro lado, ainda são uma raridade. E esta da Bauer Lopes é a melhor que, actualmente, se faz em Portugal. De corpo âmbar, relativamente leve, com notas cítricas e o amargo dos lúpulos bem presente.

4

Rebendita (Letra)

Milkshake IPA. 6%

Feita em colaboração com a Vilhoa, a Rebendita apresenta-se como uma milkshake passion fruit IPA e não está aqui para enganar ninguém. A lactose faz-se sentir e o maracujá (da Madeira, neste caso) também. O resultado é uma cerveja doce e frutada, de corpo acobreado e espuma branca, com aroma a frutos tropicais e um amargor equilibrado.

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5

Urraca Vendaval (8ª Colina)

India Pale Ale. 6%

É mais ou menos consensual que a Urraca Vendaval, da 8ª Colina, é a melhor IPA portuguesa. De cor alaranjada e espuma marfim, com notas de pinho, frutos cítricos e tropicais no aroma, que se repetem na boca, juntamente com algum caramelo. O amargor é considerável (mas não excessivo), como se espera de uma cerveja com estas características.

6

Brett In Black (Mean Sardine)

Black IPA. 7%

A Brett In Black começou por ser uma Voragem, a Black IPA da Mean Sardine. Mas depois de seis meses a estagiar em barris de vinho da Madeira, previamente contaminados com brett, mudou. Ganhou complexidade, com o pinho e o café habituais na Voragem a serem acompanhadas pela madeira do barril, notas vínicas e avinagradas. É deliciosa, mas não é para todos.

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7

Finisterra (Dois Corvos)

Imperial Porter. 8,5%

O cabo Finisterra na Galiza é um dos pontos mais ocidentais da Europa. A Finisterrra da Dois Corvos também é superlativa: é uma das cervejas mais gostosas de Portugal. Uma imperial porter negra e encorpada, como manda a lei, cremosa e com uma espuma viva e acastanhada. No aroma destacam-se os maltes tostados. No sabor há café e caramelo – mais até do que o chocolate que se esperaria de uma porter – antes do final torrado e confortantemente alcoólico. 

8

Brett Aged (Luzia)

Sour. 9%

A Mealhada não é só leitão e espumante. Também tem boa cerveja. É o caso desta Brett Aged, uma das boas sours da Luzia. O corpo é âmbar, a espuma branca, cheira a cavalariça (é o brett, senhores, é o brett) e madeira. Notas que se repetem no sabor, juntamente com citrinos e algum caramelo.

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9

Condestável (D'Ourique)

Belgian Strong Dark Ale. 9%

Em Campo de Ourique faz-se cerveja belga. De inspiração belga, vá. Todas as cervejas da D'Ourique remetem para aquele país e são geralmente bem executadas. É o caso desta Condestável, uma belgian strong dark ale com 9%, de corpo acastanhado e espuma clara e frondosa, com notas de caramelo, pêra e frutos secos no aroma e no sabor.

10

Imperial Stout (Lupum)

Russian Imperial Stout. 13,4%

É uma senhora imperial stout. 13,4% de cerveja, de corpo negro e opaco espuma castanha. No aroma destacam-se o café e o cacau, tal como no sabor, onde há também notas de chocolate negro. Decadente e deliciosa, como uma boa trufa de chocolate. Neste caso, uma trufa altamente alcoólica.

Barriga de cerveja

Oitava Colina
Arlindo Camacho
Bares, Cervejaria artesanal

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