Martim Moniz, a mercearia de aldeia global

Acabou-se o sal negro lá em casa? A receita leva um rebento de bambu? Não deve conseguir pedir ao vizinho de cima, mas basta-lhe descer ao Martim Moniz para encontrar os ingredientes mais estranhos e deliciosos
Fotografia: Arlindo Camacho
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Fomos às compras ao Martim Moniz e mostramos-lhe ingredientes que não encontra em mais lado nenhum.

Martim Moniz, a mercearia da aldeia global

Melão amargo
Fotografia: Arlindo Camacho

Melão amargo

Se a luffa é prima do pepino, o melão amargo é o irmão. Os chineses comem-no com carne picada e feijão, os malaios cortam-no em lâminas finas e fritam-no, juntando lima no fim. Os indianos usam-no em caris com sumo de tamarindo.

Maçaroca de milho
Fotografia: Arlindo Camacho

Maçaroca de milho

O milho é um dos legumes mais maltratados pela indústria. De repente, com essas maçarocas enlatadas, esquecemo-nos como é bom assar milho e comê-lo assim sem mais, ou passá-lo na frigideira com manteiga e tomilho.

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Rebentos de Bambu
Fotografia: Arlindo Camacho

Rebentos de bambu

Não há muitos sítios onde encontrar rebentos frescos e essa é uma das razões pelas quais há tão poucos pandas no mundo. Não vai avistar pandas no Martim Moniz, mas nos supermercados chineses do bairro estes rebentos têm muita procura.

Luffa
Fotografia:Arlindo Camacho

Luffa

É um dos vegetais mais estranhos que há no Martim Moniz. Trata-se de um primo do pepino, de sabor adocicado e textura crocante, muito consumido na China e Vietname. Escolha as mais pequenas e entale-as na frigideira; ou use em pratos com muito molho. A luffa é uma autêntica esponja, havendo inclusive quem a use no banho.

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Beringela roxa
Fotografia: Arlindo Camacho

Beringela roxa

É uma grande descoberta, não só pela cor que dá aos pratos, como pelo sabor da própria pele, adocicada e suave. Mesmo junto ao Martim Moniz, no restaurante Mi Dai, servem-na com carne picada, depois de ir ao wok num molho de soja, vinagre e ceboleto.

Pimento Picante
Fotografia: Arlindo Camacho

Pimento picante

Há vários tipos de malaguetas à venda no Martim Moniz. Nas lojas indianas do CC da Mouraria compram-se umas de 5 cm, a que muita gente chama “sacanas”. Estas aqui chegam a ter 15 cm, não são tão perigosas, mas acrescentam o sabor fumado. Experimente fazer frango frito com elas.

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Daikon ou rábano japonês
Fotografia: Arlindo Camacho

Daikon ou rábano japonês

Esta cenoura albina é mais conhecida por cá por ornamentar pratos de sushi. Mas o seu uso alargou-se a toda a Ásia e tanto é servida como pickle como incluída em pratos de wok. O sabor é parecido ao de um nabo picante e adocicado, a lembrar também agrião. É uma grande fonte de vitamina C.

Pimenta Sichuan
Fotografia: Arlindo Camacho

Pimenta Sichuan

Ingrediente chinês essencial na culinária da província que lhe dá nome: Sichuan. O sabor é intenso (mais aromático, menos picante) e deixa a língua ligeiramente dormente.

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Pau de Canela
Fotografia:Arlindo Camacho

Pau de canela

Em muitos dos supermercados da Mouraria e Martim Moniz vende-se avulso, em pedaços de vários tamanhos. Não, não tem nada a ver com aqueles tubinhos minúsuculos que nos dão para mexer o café.

Cravinho em grão
Fotografia: Arlindo Camacho

Cravinho em grão

Especiaria com um aroma forte e ligeiramente picante, é muito utilizada na culinária do Oriente. Há quem acredite nas suas propriedades antissépticas e afrodisíacas.

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