Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right O que vai acontecer aos food halls?
Mercado, Food Hall, Time Out Market, Lisboa
©DR Time Out Market Lisboa

O que vai acontecer aos food halls?

Entrevista a João Cepeda, presidente e director criativo do Time Out Market, sobre o futuro deste tipo de restauração.

Por Teresa Castro Viana
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João Cepeda, presidente e director criativo do Time Out Market, fala sobre o caso de Lisboa, o futuro do Mercado no Porto e as mais-valias de um food hall em comparação com outros espaços de restauração.

O Time Out Market Lisboa fechou as portas no dia 13 de Março, de forma voluntária. Há alguma previsão de quando voltará a abrir?
Ainda não, mas de certeza que há-de ser depois de quando for legal e possível. Fechámos antes e abrimos depois. Não há necessidade nenhuma de incorrer em riscos desnecessários.

O que mudará a partir dessa data?
Reduziremos, com certeza. Tem que haver uma limitação da capacidade – anteriormente, o Time Out Market Lisboa recebia uma média de 11.000 pessoas por dia. No caso das mesas, vai implicar tirar mobília. Em Lisboa e em todos os nossos mercados. Mas o food hall é, dentro da oferta que há de restauração, o [espaço] que oferece mais segurança. É amplo [cerca de 3000 m2], arejado, com as cozinhas todas expostas.

Economicamente, em que é que isto vos vai afectar? Principalmente sem turismo.
Muito sinceramente, não sei. É duríssimo, não há dúvida. Todas as empresas que investiram na restauração e no turismo têm que passar por um desafio gigantesco. Se estamos pessimistas? Não estamos contentes, obviamente. Mas temos de dar a volta a isto, ser criativos nas soluções e pensar no público local, que nunca nos deixou [no mínimo, havia 30% de visitantes diários portugueses].

Depois disto, todos os restaurantes se vão manter no mercado? Como é que vão gerir isso?
A maior parte deles está muito interessada em continuar. Reconhecem a atitude que tivemos de não cobrar rendas durante este período e entendem que o ambiente do food hall, com a limitação à entrada, torna-se, provavelmente, o mais seguro em termos de restauração.

E os projectos para os próximos mercados?
Mantêm-se, incluindo o do Porto. A teimosia vai manter-se. Tanto que o trabalho não acabou durante este período. O projecto do Porto foi uma das coisas em que continuamos activamente a trabalhar, mas seria ingénuo dizer que não se vai atrasar, porque já percebemos que tudo vai atrasar.

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Lisboa a desconfinar

coronavírus
Fotografia: Manuel Manso

Tudo o que está aberto e o que vai reabrir em Lisboa

Coisas para fazer

Com a transição do estado de emergência para o estado de calamidade, verifica-se a abertura gradual de diferentes sectores de actividade. Para manter os cidadãos informados, o Governo partilhou o plano de desconfinamento, já aprovado pelo Conselho de Ministros, e a Secretaria de Estado para a Transição Digital uniu esforços com a VOST Portugal para lançar a plataforma Open4Business, que reúne os estabelecimentos comerciais abertos em Portugal. Em Lisboa, a Câmara Municipal também partilha essa informação (e outros dados oficiais, úteis e em tempo real) numa aplicação, a Lisboa 24. Mas não precisa de sair desta página da Time Out para saber o que está aberto e o que vai reabrir em Lisboa. 

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