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vinhos natal 2023
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Toma e embrulha… mas com cuidado que parte! Quatro vinhos para dar (e beber) no Natal

Já escrevemos a carta ao Pai Natal: este ano não queremos nada no sapatinho – ou na mesa da consoada – para além de vinhos incríveis.

Escrito por
Mariana Lopes
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Chega a época natalícia e a carteira tende a ficar mais predisposta para vinho. Podemos pensar que é pela partilha com a família e os amigos, mas quem nunca tentou posicionar “aquela” garrafa mais perto de si, numa mesa cheia de gente? Tudo isto se reflecte nos padrões de consumo, e é por isso que a maior parte dos vinhos topo de gama são apresentados pelos produtores nesta altura do ano, o que significa que temos novidades de grande calibre.

Para a mesa da consoada ou para o sapatinho, no Natal queremos um vinhão!

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Quatro vinhos para dar (e beber) no Natal

1. Bacalhôa 1931 Bical branco 2021

Bairrada Clássico

Aliança Vinhos de Portugal

64,50

O mais recente vinho branco da Aliança, empresa da Bairrada pertencente ao grupo Bacalhôa, é um dos melhores brancos lançados em 2023. A origem é uma vinha muito velha, plantada em 1931 em Sangalhos, no concelho de Anadia, apenas com castas brancas, sobretudo Bical, Maria Gomes, Sercialinho, Cercial, Arinto, Rabo de Ovelha, Alicante e Chardonnay. Bical foi a variedade escolhida para produzir este vinho, e não foi fácil, porque uma vinha tão velha tem sempre baixa produtividade, e mais difícil se torna quando o objectivo é retirar uvas de apenas uma das castas presentes. Na adega, fizeram-se com ele vários tipos de vinificação. Valeu muito a pena, pelas 2891 garrafas de um belíssimo branco, complexo e extremamente elegante.

2. Servas de Bacchus tinto 2016

Regional Alentejano

Serrano Mira

267

Luís Mira, fundador da Herdade das Servas, em Estremoz, procurava, desde o início do projecto, um tinto com perfil para se tornar ícone da casa. Finalmente, em 2016, encontrou-o, e o vinho estreia-se agora sob a marca Servas de Bacchus. Nasceu na Vinha do Clérigo, situada em Orada, uma parcela de 10 hectares plantada em 1940 com Trincadeira Preta, Castelão e Alicante Bouschet. Foi pisado a pé em lagar de mármore e fermentou em barricas novas de 500 litros. O estágio foi de dois anos em barricas novas mais pequenas, e de quatro anos em garrafa. É um tinto profundo, fino, mas imponente em simultâneo, com muita classe.

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3. Vinhas da Ira tinto 2018

Regional Alentejano

H. Uva

45€ 

Da Herdade da Mingorra, em Beja, surge o Vinhas da Ira 2018, a mais recente edição de um tinto produzido apenas em anos em que a qualidade das uvas é considerada, pela equipa da Mingorra, como excepcional. Mas excepcional é também a vinha, apelidada de Talhão 25, plantada em 1978 (mais um vinho de vinhas velhas, e nem foi propositado). Segundo os próprios, é a vinha mais antiga da zona de Beja, e tem várias castas tintas misturadas: Alicante Bouschet (maioria), Aragonez, Alfrocheiro e outras variedades antigas da região, como Moreto, Tinta Grossa, Castelão, Trincadeira, etc. É “da Ira”, porque a vinha já esteve quase para ser arrancada, e o tema causou discussão. Hoje, só fica irado quem não provar este tinto sedoso, envolvente, subtilmente exótico.

4. Murganheira Assemblage Espumante Grande Reserva branco 2006

Távora-Varosa

Soc. Agr. Com. do Varosa

21,60€

Mais uma tendência tendencialmente tendenciosa: espumante no Natal. Espumante é para todos os dias, todos os pratos, todas as situações (até as normais!), mas, já que aqui estamos, falemos de um Murganheira com um preço absolutamente chocante e comedido para a enorme qualidade e complexidade que apresenta. De destacar é também o ano da colheita só agora lançada, 2006. E porque é que isto é bom? Trata-se um espumante que estagia, em garrafa, sobre leveduras livres (em oposição às imobilizadas), que, ano após ano, continuam sempre a afectar o líquido e a conferir-lhe complexidade e aromas mais nobres. O Murganheira Assemblage é feito de Malvasia Fina, Tinta Roriz e Touriga Nacional, blend que, após nove meses em madeira de carvalho, estagiou dez anos nas caves da empresa, transformando-se neste portento com bolhinhas. 

Mais presentes de Natal de-li-ci-o-sos

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Foodie que é foodie está a par de todas as novidades gastronómicas da cidade – e além fronteiras, para escapadinhas à volta da mesa. Mas não só: também quer a cozinha lá de casa equipada a rigor. Se é verdade que nada bate uma boa experiência num restaurante, também é verdade que há várias formas de surpreender estes gastrónomos. Por aqui há sugestões que não deixam ninguém ficar mal, mesmo aqueles que querem jogar pelo seguro. Há para o amigo que gosta de se armar em chef, para o que é especialista em café e até para aquele que começou a fazer pão na pandemia.

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Nem sempre é fácil escolher ou saber o que oferecer a alguém, mesmo que conheçamos todos os gostos da pessoa. Ou porque queremos oferecer alguma coisa diferente ou porque parece já termos esgotado todas as ideias. Um cabaz é uma óptima forma de surpreender, sem rifas ou sorteio. E é como se fossem várias prendas numa só. Doces e enchidos, vinho e azeite, chocolates e bolos. Escolhemos estes cabazes para oferecer no Natal e quase que apostamos que os vai querer também para si. São várias as opções, para todos os gostos e carteira. 

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