Maktub
Maktub

Cinco sítios para comer na ilha da Madeira

Dos tradicionais aos mais modernos, sugerimos uma mão-cheia de restaurantes que deve experimentar quando for à Madeira

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A Madeira, além de ser um jardim à beira-mar plantado, é uma das regiões portuguesas mais ricas no que toca à variedade de coisas que se podem pôr no prato. A lista é longa: milho frito, peixe-espada (ou só espada como chamam os madeirenses), espetadas (em espeto de metal ou pau de louro), lapas, bolo do caco barrado em manteiga e alho, e um sem-fim de frutas a juntar aos ícones da ilha, a banana e o maracujá (não estranhe se encontrar pêra-meloa, banana-pêra ou maracujá-tomate à venda no Mercado dos Lavradores, no centro do Funchal). Siga as nossas sugestões e saiba onde reservar mesa para logo. 

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Cinco sítios para comer na ilha da Madeira

Deve o nome à designer madeirense e não ao célebre amor dos 15 anos de Paulo de Carvalho. No topo do Nini Design Centre (Estrada da Pontinha. 291 648 780), no forte de Nossa Senhora da Conceição, encontra um restaurante sofisticado com uma decoração não menos sofisticada. A vista, impagável, abrange todo o Funchal. Pode optar por pedir à carta ou deixar-se ir num menu de degustação com três ou sete pratos (que custam 55€ e 120€ por pessoa), como pargo com crosta de mostarda, salada de lavagante ou lombo de borrego.

Chalet Vicente
Chalet Vicente

Deve o nome à família de fotógrafos que costumava passar as férias de Verão nesta casa de charme: os Vicente. No exterior, há um jardim tipicamente madeirense, com flores coloridas e muita clorofila, enquanto o interior se divide, qual Picasso, numa fase azul e outra rosa. Enquanto a azul é mais moderna (tem até um mapa do arquipélago da Madeira esculpido na parede à la Vhils), a rosa é mais tradicional, com fotografias antigas a emoldurar o espaço. Já a zona do balcão e churrasqueira lembra uma taberna antiga, com madeiras, tijolo burro e tijoleira a ditar a tendência do tradicional-português-chique. Quanto à ementa, pode apontar de olhos fechados em qualquer direcção porque tudo o que chega à mesa do Chalet Vicente (Estrada Monumental, 238. 291 765 818) é recomendável. Atire-se a uma espetada madeirense (que pode ser com ou sem osso e dá para dividir), peixe-espada com maracujá e banana e lombinhos de atum com molho vilão.

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Maktub
Maktub

Quem viu a telenovela brasileira O Clone pode lembrar-se de algumas expressões árabes repetidas até à exaustão. Maktub era uma delas e significa “estava  escrito”, “estava traçado”. Também pode dar-se o caso de ser um leitor de Paulo Coelho e estar familiarizado com o livro que o autor publicou em 1994. Este Maktub é outro: comestível, boa onda, sem menu. Cada dia há uma ementa-surpresa preparada pela equipa do restaurante do Paul do Mar, dependente daquilo que o mar e o mercado lhe dá. Formada por dois ou três pratos – com opção de carne, peixe ou vegetariano – trata com cuidado os ingredientes da região. Um deles foi este pargo com legumes aqui do lado. Com vista de mar, o Maktub (Avenida dos Pescadores Paulenses. 915 860 898) é o último sítio com praia desse lado da costa.

Santa Maria
Santa Maria

Entra-se por uma sala em tons de amarelo com fotografias de pescadores, até se chegar a um pátio interior, com um bar ao dispor. Na carta do Santa Maria (Rua de Santa Maria, 143A. 291 649 125) não faltam os clássicos, como o bolo do caco com manteiga d’alho, lapas na chapa com limão, filete de espada com banana e molho de maracujá, bife de atum na pedra e espetada em pau de louro; assim como algumas modernices, como risottos ou sushi. Destaque ainda para um prato vegan na ementa: manga grelhada com cogumelos e vegetais da horta. O Santa Maria fica na principal rua boémia do Funchal, com acesso privilegiado à animada poncha madeirense.

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5. Sandes de gaiado seco

Primeiro estranha-se, depois entranha-se pela conjugação de peixe seco (uma espécie de atum), cebola e pimento enfiada num papo seco. Acompanhe com uma Brisa de maracujá para ajudar a empurrar a espécie de pastel de peixe que se vai formar na boca. Pode provar esta sanduíche madeirense, assim como a de peixe-espada frito, numa tasca que fica na esquina da Travessa das Torres com a Rua de Santa Maria, a Cristalina, ou no Cantinho dos Amigos (na Travessa da Infância). Neste último, também vendem o gaiado em escabeche sem o pão. Se lá for, aventure-se numa sidra caseira.

O que beber na Madeira

Pé de Cabra

Originária de Câmara de Lobos, é outra bebida que testa a resistência estomacal ao levar vinho seco (ou vinho Madeira seco), cerveja preta, açúcar, chocolate em pó e casca de limão – tudo bem misturado pelo mexelote, o pau com que se prepara a poncha (na ilha ouvirá outro nome, daqueles que levam bolinha vermelha). Beba no bar com o mesmo nome – Pé de Cabra (Caminho da Ribeira dos Socorridos, 5. Funchal).

Chame pela Nikita

O nome vem de um clássico de 1985 de  Elton John, mas a composição vem da cabeça de um funcionário do Farol Verde (Rua Nossa Sra. da Conceição ,11. 291 643 987) sem medo das dores de estômago: gelado de ananás, cerveja, vinho branco, açúcar e mel. Tudo numa caneca de cerveja pequena com uma palhinha que nos chega espetada, direita como se puxada por um fio de prumo invisível. Pode bebê-la noutros bares da ilha, como no Number 2 (Rua de D. Carlos I), no centro do Funchal, onde também se serve uma poncha feita à maneira tradicional, com aguardente.

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A clássica Poncha

É, a par de Cristiano Ronaldo e da banana, um emblema da Madeira e leva aguardente de cana, açúcar e sumo de limão ou laranja. Pode ser à regional ou à pescador, com esta mistura anterior com mais ou menos álcool, ou aligeirada com vodka e outras frutas (actualmente pode beber-se poncha de qualquer sabor). Experimente na Venda Velha (Rua de Santa Maria. Funchal), n’ As Vides (Rua da Achada, 17. Câmara de Lobos), na Barreirinha (Largo do Socorro. Funchal) ou na Taberna da Poncha (Sítio da Lage. Ribeira Brava).

Rum 970

É a única sugestão que não combina ingredientes que testam a ressaca. Destilado em alambiques do Engenho do Norte, deixado a estagiar durante seis anos em cascos de carvalho, o Rum Agrícola da Madeira 970 é uma referência na ilha desde a década em que começou a ser produzido, a de 1970. Tem um tom âmbar escuro e um grau alcoólico que digere rapidamente qualquer refeição farta, 40%. Bebe-se em todos os bons restaurantes da região.

Seis escapadinhas para o interior de Portugal

  • Hotéis

Fica a poucos quilómetros do Parque Natural da Serra de São Mamede e em pouco mais de meia hora chega a Espanha, onde pode comprar, entre outras coisas com mais salero, um gelado Pie da Frigo – aquele pé em morango que deixou de se ver no cardápio anual de gelados. Também pode não ir a lado nenhum, já que os apartamentos têm cozinha equipada e há uma piscina exterior pronta para receber mergulhos.

Rua do Bairro 1 de Maio, Herdade do Carvalhal, Urra. 24 538 2203

Local: Portalegre
Uma sugestão: dar um passeio a cavalo na quinta
Preço: A partir de 110€

  • Hotéis

Parece o shire de Bilbo Baggins: as casas têm telhados de colmo, há lagos onde apetece chapinhar, árvores centenárias e a sensação de que tudo é maior do que nós. A começar pela serra da Estrela, a 15 km de distância, que vale muito a pena descobrir no Verão. O Chão do Rio, que em Junho se tornou no primeiro turismo rural português a receber o certificado de Biosphere Responsible Tourism, é o destino ideal para quem gosta de estar no meio da natureza.

Rua da Calçada Romana, Travancinha. 91 952 3269

Local: Travancinha
Uma sugestão: dê um mergulho na praia fluvial de Valhelhas
Preço: A partir de 120€

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  • Hotéis

A longa janela abre-se para a Barragem do Caia, a maior albufeira do distrito de Portalegre, enquanto as restantes paredes se viram para um olival que protege a Casa da Ermida de Santa Eulália do mundo exterior. De toda a casa se vê água e na natureza que a rodeia vivem perdizes, lebres, cegonhas e várias aves de rapina. Com seis quartos e uma suíte, tem também uma espectacular sala com grande alpendre sobre o lago, ideal para aproveitar os finais de dia em grande descanso. 

Herdade da Rocha, Santa Eulália. 91 721 4380

Local: Elvas
Uma sugestão: Visitar a Adega Mayor, desenhada por Siza Vieira
Preço: A partir de 90€

  • Hotéis

Pode lá ir pelos pastéis, ninguém o censura. Mas acrescente uns trilhos pedestres, uma piscina exterior aquecida e um passeio a cavalo. A Quinta do Fontelo, no vale do rio Vouga, em Vouzela, está a 30 quilómetros de Viseu e a 8 das termas de São Pedro do Sul, que valem sempre uma visita.

Quinta do Fontelo, Vouzela. 23 277 8097.

Local: Vouzela
Uma sugestão: Atreva-se a praticar parapente, canyoning ou prepare-se para atravessar as serranias do Vale do Vouga num LandRover.
Preço: A partir de 150€

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  • Hotéis
Pousada de Viseu
Pousada de Viseu

Do antigo Hospital de São Teotónio, em Viseu, surgiu uma pousada de charme. Com projecto arquitectónico de Gonçalo Byrne, a Pousada de Viseu tem 84 quartos, spa, ginásio, uma piscina interior e outra exterior. Tem ainda três sítios onde pode comer: o bar Grão Vasco, para refeições leves, o restaurante Dão Lafões, onde se serve o pequeno-almoço e alguns jantares, e o resistente Viriato, com o melhor da gastronomia local.

Rua do Hospital, Viseu. 21 040 7610.

Local: Viseu
Uma sugestão Pedale ou ande na ecopista do Dão
Preço: A partir de 85€

  • Hotéis

Nem sempre férias rimam com praia, e nem sempre montanha chama por climas mais amenos. Conheça a Serra da Estrela, uma das poucas em altura à qual se pode chegar ao topo, no Verão — longe das estradas interditadas do, e pelo, Inverno. O Abrigo da Montanha fica mesmo no sopé, como poderá ver pela janela do quarto, e tem um spa com uma piscina interior com a mesma vista.  

Rua do Comércio, 46, Sabugueiro. 23 831 5329

Local: Sabugueiro
Uma sugestão: Um passeio até ao lago da Barragem do Vale Rossim
Preço: A partir de 94,05€

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