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Os bares mais bonitos em Lisboa
Se o que conta é a beleza interior, entre e sente-se à mesa num dos bares mais bonitos em Lisboa
Os bares do famoso coleccionador Luís Pinto Coelho, uma antiga pensão de prostitutas, um wine bar coberto de garrafas de vinho ou uma incursão no contemporâneo e instagramável. Lisboa é linda e tem bares lindos, bem o sabemos, e o que vai abrindo pela cidade continua a preencher a quota necessária à manutenção deste título. Nesta lista não olhámos a fachadas e aparências exteriores; focámo-nos no que interessa, o que está dentro, a vista que temos pela frente quando nos sentamos e mandamos copos abaixo. Porque nem só os cocktails nos encantam e há muitas pérolas a conhecer, estes são os bares mais bonitos em Lisboa.
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Os bares mais bonitos em Lisboa
Alfaiataria
Depois de três anos na Rua de São João da Mata, entre Santos e a Lapa, a Alfaiataria teve de encontrar outro espaço porque o prédio onde estava “foi vendido”, explica a dona, Vanessa Vargas. De bar intimista para 40 pessoas – sempre a rebentar pelas costuras – e praticamente museu com máquinas antigas e outras preciosidades ligadas ao corte e costura, a Alfaiataria quadruplicou de tamanho e mudou-se em Outubro para o Cais do Sodré. O novo espaço, uma antiga loja de peças de tractores e afins na Rua de São Paulo, tem arcos pombalinos, um balcão com nove metros, uma zona para dançar e uma sala de jogos com mesa de snooker.
A Paródia
Na década de 70, o fundador tinha ali uma loja de antiguidades onde aconteciam tertúlias a favor da revolução. O nome é uma homenagem à revista de sátira de Rafael Bordalo Pinheiro e muitos dos seus desenhos estão nas paredes. Entre os clientes famosos está, por exemplo, José Cardoso Pires que costumava monopolizar o enorme cinzeiro do balcão do bar e enchê-lo de beatas. O espaço tem um ambiente intimista e convida a largas horas de boa conversa.
A Primorosa de Alvalade
Leva já o primeiro prémio para discoteca com melhor nome em Lisboa. E basta uma vista de olhos pela sala para atribuir também um galardão para a mais bem decorada. Ou a mais kitsch – parece a sala de estar de um vilão de James Bond. A Primorosa é um clássico da noite de Lisboa (1966) que regressou à sua forma original depois de ter sido a Sarabanda, uma discoteca de música africana. A discoteca define-se como “o clube mais chique do bairro” e tem noites de música ao vivo.
Bacchanal
A avaliar pelos expositores do bar de Victor Cordeiro (que também é o proprietário do Loucos de Lisboa, no Príncipe Real), é bem possível que acabe a envolver-se com vinhos de inúmeras castas e de todas as regiões vinícolas portuguesas. Este projecto foi instalar-se numa antiga drogaria de 1918, que já há bastante tempo estava fechada e defunta, e deu-lhe nova vida. Sim, é um bar com decoração de drogaria e vinho do bom. Feito.
Bar da Odete
Cá fora há uma pequena esplanada e um parapeito para estar de pé e de copo na mão; lá dentro, está-se sobretudo ao balcão, sozinho ou acompanhado, a conversar com os senhores de suspensórios, todos eles preparados para aconselhar qual o vinho que melhor vai servir o cliente. E porque a fome pode apertar, há petiscos para encher a barriga. Sim, porque nisto da boa vinhaça é preciso saber compensar a balança.
Bora-Bora
Dos dois bares Bora-Bora que os proprietários abriram nos anos 80 – na Alameda e na Rua da Madalena –, só o primeiro ainda está a funcionar (o da Baixa fechou em 2011). O bar de inspiração exótica era uma coisa moderna na altura, com cocktails a deitar fumo (milagres do gelo seco). Agora, vale mais pelo ambiente kitsch. Espere uma noite divertida, com bebidas colectivas e copos com caras ou ananases.
Botequim
A memória continua a pesar no 79 do Largo da Graça. O espaço esteve 15 anos fechado, mas a presença da poetisa Natália Correia, que primeiro o inaugurou, em 1968, não está só nas fotografias. Modernizado, o Botequim mantém o antigo balcão de madeira escura e também algum do espírito da sua génese de boémia intelectual. Na lista não faltam petiscos, folhados e tostas para acompanhar com um copo de vinho.
By the Wine
É um dos melhores sítios do Chiado para beber um copo de vinho ao fim do dia e, sem dúvida, o que tem mais pinta. A “flagship store” da José Maria da Fonseca junta dois conceitos: o de winebar e o de loja de vinhos, com todos os produtos e marcas da empresa. A decoração é o mais impressionante, com garrafas a cobrir o tecto (diz quem teve muito tempo para contá-las que são 3267 garrafas).
Fox Trot
Já se sabe que é difícil estacionar no Príncipe Real, mas este ainda é um dos poucos sítios da cidade onde pode deixar as chaves do carro ao porteiro. O bar, ao estilo art deco, que abriu em 1978 pela mão do coleccionador de arte Luís Pinto Coelho, tem mesa de snooker, um pequeno jardim interior para apanhar ar fresco e uma selecção de garrafas que faz inveja a muito sítio da cidade.
Machimbombo
O nome não é fácil, mas uma pesquisa no dicionário Priberam diz-nos que a palavra, de origem onomatopaica, pode vir do inglês “machine pump”. Cheila Tavares e Semi M’Zoughi, atrás do balcão, já faziam parte da equipa criativa da Toca da Raposa, o bar de mixologia de Constança Cordeiro, mas decidiram aventurar-se neste lugar de aspecto espacial para todos aqueles que querem o intermédio entre Bairro Alto e Bica. Na carta há 12 cocktails e quatro mocktails, além de vinho (4€ o copo) e cerveja (3€ a mais pequena).
Monkey Mash
Ambiente descontraído e cocktails tropicais são a receita da casa. Ao contrário do Red Frog, o irmão mais velho, neste Monkey Mash os copos são simples e as bebidas centram-se em “cana, agave e exotic spirits”, conta Paulo Gomes, o cérebro dos cocktails dos dois bares. Conte com bebidas a saber a Verão como o Monkey Daiquiri (8,5€), com rum, amendoim e banana, o Batucada no Leblon (9€), um high ball com cachaça, pisco e menta e morango, o Chance The Rapper (9,5€), com mezcal e sour fumado, ou um Horchata Sour (9,5€).
Old Vic
Deve ser o único sítio em Lisboa onde se pode comer uma sandes de foie gras com pickles às duas da manhã. Tem sofás de veludo vermelho e, em cada lugar, um botão para chamar o empregado e outro para regular a luz do candeeiro. Aberto até às 03.00.
Pavilhão Chinês
Foi o último dos bares a ser inaugurado por Luís Pinto Coelho (além do Procópio, A Paródia e Fox Trot, nesta lista) e um ponto obrigatório para quem visita a cidade. Aqui está alojada toda a parafernália que Pinto Coelho foi coleccionando ao longo dos anos, de soldadinhos de chumbo a capacetes da Segunda Guerra Mundial, de aviões miniatura a peças únicas de Bordalo Pinheiro. Há cinco salas e mesas de snooker.
Pensão Amor
A abertura da Pensão Amor, no final de 2011, foi um dos primeiros sintomas da mudança radical que ia acontecer no Cais do Sodré nos anos que se seguiram. É daqules sítios para se demorar lá dentro, no espaço onde dantes funcionavam quatro pensões que alugavam quartos à hora a prostitutas e a marinheiros que atracavam por ali. Há um bar de cocktails, concertos de jazz, espectáculos de burlesco, peças de teatro, DJ sets e lançamentos de livros.
Procópio
Foi este o primeiro bar do coleccionador e gestor hoteleiro Luís Pinto Coelho, a funcionar desde 1972. Mário Soares, Sá Carneiro e Raul Solnado eram habitués do espaço que conserva muitas memórias do pré-revolução lá dentro, e já na altura era um bar de estilo retro, quanto mais agora. O atendimento continua a ser muito familiar, personalizado para os clientes habituais que continuam a aparecer, ainda que haja muita gente nova a procurar a noite mais vintage na cidade.
Quimera Brewpub
O túnel que no século XVIII servia de passagem da Cavalaria Real para o Palácio das Necessidades é desde a Primavera de 2016 o Quimera Brewpub, um bar/restaurante com cervejas artesanais e sandes inspiradas nos delis de Nova Iorque. Em tempos foi o wine bar Retiro de Baco. Agora, o néctar dos deuses passou a ser a cerveja, com pints de cerveja artesanal escolhidas a dedo e uma vasta selecção de cervejas locais, da Passarola à Musa.
Red Frog
O Red Frog recria o ambiente dos speakeasies, os bares surgidos em inícios do século XX, durante a Lei Seca, nos EUA. Abriu em Maio de 2015 com o objectivo de pôr os lisboetas a beber cocktails e conseguiu cumprir, com uma das melhores garrafeiras da cidade e um conjunto de barmen/alquimistas capazes de transformar qualquer bebida em ouro. O bar foi considerado o 92º melhor bar do mundo pelos júris da competição The World’s 50 Best Bars.
Ritz Bar / O Japonês
Este é o bar em que todos os seus caprichos são cumpridos. O serviço é irrepreensível e a decoração requintada. A carta de cocktails é completa, como seria de esperar. E se quiser complementar o serão com um miminho para o estômago, pode sempre deixar-se levar pelo prego do lombo em bolo do caco. No fim de tudo, refastele-se na sua cadeira e aproveite. Afinal, está no Ritz.
Seen by Oliver
Esqueça tudo o que sabe sobre o histórico Terraço, o restaurante do 9º piso do hotel Tivoli Avenida. O restaurante mudou das mãos do chef Rui Paula, que esteve um ano a chefiar a cozinha, para as de Olivier Costa, que abriu o Seen, um conceito já testado em São Paulo, no Brasil. É bar e restaurante, com uma certa tropicalidade logo à entrada, onde está um imponente tronco de árvore natural dentro do bar, com folhas artificiais a cobrir boa parte do tecto, e tem uma vista incrível.
Toca da Raposa
Constança Cordeiro veio de Londres, onde esteve a aprender tudo o que sabe sobre mixologia, para abrir o seu próprio bar, onde todos os cocktails têm ingredientes frescos portugueses. Há mesas e serviço de sala para umas 30 pessoas, mas a peça central é uma ilha em mármore onde se sentam 12 pessoas, como numa mesa de jantar com espaço suficiente para se conseguir falar com a pessoa do lado que se acabou de conhecer, ou ignorá-la olimpicamente.
O melhor da noite lisboeta
Bares românticos em Lisboa para impressionar num encontro
A ginga, o vai-não-vai, aquele mando ou não mando mensagem, sabemos como é. Às vezes, só precisa de um empurrão. Ou do sítio certo. A pensar nisso, damos-lhe um conjunto de sítios onde pode levar a cara metade, com cantos, recantos, com pouca gente, música no volume certo, mood convidativo. Não podemos fazer tudo por si, é um facto, mas se seguir as sugestões desta lista de bares românticos em Lisboa fica pelo menos a saber quais são os sítios que lhe sobem os créditos.
Os bares com melhor vista em Lisboa
Este artigo não é recomendável a pessoas com vertigens. E também não é recomendável a quem não gosta de ver o pôr-do-sol com um cocktail na mão. Descanse os olhos do computador, do telemóvel e dos seus colegas de trabalho e lave as vistas num dos bares com melhor vista em Lisboa.
Os melhores bares históricos em Lisboa
Luzes a meio gás, madeiras e veludos a forrar o espaço, sala de jogos, cocktails trabalhados e cartas com selecções vastas, que vão dos chás aos pratos. Os bares históricos de Lisboa carregam um misticismo que serve de cápsula do tempo, e há neles uma vertente quase-secreta que continua a entusiasmar quem os escolhe. É por isso que deve uma visita aos melhores bares históricos em Lisboa.