Red Frog
© Mariana Valle Lima

Os melhores bares em Lisboa

Há um bar de cocktails na lista dos melhores do mundo, novidades e clássicos para todos os gostos, horas e feitios. Nestes 25 bares em Lisboa nunca vai passar sede.

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Dizem que Lisboa é a nova Berlim – e são capazes de ter razão. A movida da cidade já ganhou fama internacional e há discotecas para todos os gostos, do rock ao techno, passando pelo funaná ou o reggaetón. Há um bar de cocktails na lista dos melhores do mundo, outros clássicos onde precisa de tocar à campainha para entrar e sítios onde dá jeito conhecer o porteiro para passar à frente na fila. Dizemos-lhe os bares que acabam de abrir e recomendamos outros onde nunca vai passar sede. São os 25 melhores bares em Lisboa e não pode ficar sem os conhecer.

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Os melhores bares de Lisboa

  • Chiado

O espaço aberto em Janeiro de 2023 no troço fechado ao trânsito na Rua Nova da Trindade, no Chiado, é uma “espécie de listening bar, mas mais ruidoso”, como diz o dono, Duarte Ornelas. A música é uma parte importante, mas também a comida, os vinhos, os cocktails e, sobretudo, as boas vibrações. É uma presença descontraída, cheia de animação, e que compõe a vizinhança naquela que já é chamada de Rua Azul. Para beber, há uma boa selecção de vinhos a copo (a partir de 4,5€) ou garrafa, de pequenos produtores, de pouca intervenção e com foco na região de Lisboa. E os pratos confeccionados por Sílvia Rocha são suficientes para justificar a visita.

  • Noite
  • Intendente

Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente, funciona como associação cultural, sala de concertos, bar e restaurante. Teve um papel fundamental na requalificação do Intendente, uma zona até então completamente excluída dos roteiros da noite alfacinha. Fica num antigo palacete, que também foi Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos e tem programação regular.

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  • Cervejaria artesanal
  • Areeiro/Alameda

A Cerveteca foi o primeiro e o mais importante bar de cerveja artesanal de Lisboa. Depois de sete anos na Praça das Flores, os donos Rui Matias e Carolina Cardoso abriram um novo espaço na Avenida de Paris. Na nova morada, encontram-se as mesmas latas e garrafas de produtores nacionais e estrangeiros, cervejas à pressão e petiscos. Brindemos.

  • Chiado/Cais do Sodré

Antes dos cocktails estarem na moda, Dave Palethorpe já apostava no Cinco Lounge, o bar pioneiro nestas andanças. Não é por isso de admirar que seja uma espécie de guru dos cocktails da cidade, sempre ocupado com consultadoria de outros bares, além dos seus próprios projectos paralelos. Mas o Cinco Lounge continua no centro das suas preocupações, com discípulos à altura. O bar é um dos melhores da cidade, com cocktails servidos de uma maneira criativa e divertida, alguns dentro de latas por abrir.

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  • Bares
  • Cais do Sodré

Quatro em um: bar, hamburgueria, loja de discos e rádio. O antigo Duplex, no Cais do Sodré, é desde o Verão de 2019 o Collect, um espaço multifacetado com uma loja de discos (house, techno, electro, em segunda mão). É o quartel-general da rádio online Collect no piso de cima e um bar e hamburgueria no andar de baixo. Os responsáveis têm uma editora, a Assemble Music.

  • Noite
  • Bares abertos de madrugada
  • São Vicente 

Conheceram-se no Chapitô “por alinhamento dos astros e muita sorte”, e em 2015 abriam juntas as Damas no espaço da antiga panificadora da Caixa Económica Operária. “Já nem nos lembramos do que fazíamos antes”, brincam Alexandra Vidal e Clara Metais. Com uma programação alternativa e concertos e DJ sets abertos a toda a gente – “menos aos maus”, sublinham –, o bar foi uma lufada de ar fresco e pôs a Graça no mapa da noite alfacinha.” O bar consegue agradar a gregos e troianos. “Temos pessoas de 70 anos a ver projectos de noise de miúdos de 20, malta do bairro a assistir a lives de electrónica mais densa e malta das Avenidas Novas a ouvir rap crioulo”, contam. A diversidade é o segredo da casa.

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  • Chiado/Cais do Sodré

É um dos famosos bares de cocktails fundados por Luís Pinto Coelho no fim dos anos 70. Com mobília antiga, ao estilo art déco, o bar atrai uma clientela mais jovem e tem várias vantagens em relação aos outros bares do mesmo fundador: é maior, no Verão há um pequeno jardim interior para apanhar ar fresco, e no Inverno tem uma sala com lareira a funcionar. Toque à campainha para entrar, antes de passar em revista a carta extensa de cocktails, dos mais modernos aos clássicos bloody mary ou smoked negroni.

  • Chiado/Cais do Sodré

Diz-se que a imprensa tem os dias contados, mas talvez o futuro esteja aqui mesmo, num bar do Príncipe Real com uma antiga máquina de escrever Olivetti. Um dos primeiros oyster bars da cidade tem ostras frescas, vindas todos os dias de um fornecedor de Setúbal, que acompanham na perfeição os cocktails da carta. Cada um tem um nome de um tipo de letra e procura adaptar-se ao seu estilo. Há o Times New Roman, o Arial Black, o Impact, e por aí adiante.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Aberta há menos de um ano, é a sala de concertos dos mesmos donos que o Vago, o bar mais concorrido e na moda de Lisboa. Passam por lá DJs, músicos e bandas de jazz, música contemporânea, rock, folk, electrónica e “tudo o que estiver a acontecer” na cidade. Para acompanhar a banda sonora, há cocktails e outras bebidas.

  • Noite
  • Cais do Sodré
Lounge
Lounge

O Lounge é um dos melhores sítios de Lisboa para sair à noite. E não há uma sílaba de exagero na frase anterior. A programação é uma das grandes apostas da casa. Numa noite normal – que até pode ser a um domingo –, é possível começar por ouvir um concerto de rock’n’roll cru e suado e acabar a dançar ao som de pérolas italo-disco obscuras às quatro da manhã. E o melhor disto tudo é que a entrada é livre. Às sextas e aos sábados, o bar é tão concorrido que é difícil arranjar um espacinho para dançar – e já nem falamos na fila para a casa de banho.

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  • Coisas para fazer
  • Grande Lisboa

O Mīrārī abriu no Verão de 2023 e vive, em parte, do charme de uma fábrica quase em ruínas. A céu aberto, rodeada por paredes decrépitas e vegetação desregrada, num daqueles cenários em que a natureza claramente reclama o seu lugar, encontramos um pátio dividido em diferentes zonas – uma esplanada mais convencional, sofás para proporcionar maior conforto e até cadeiras de praia, estrategicamente colocadas para proporcionar uma sensação de relaxamento e evasão. O bar serve o que os apetites ordenarem, incluindo vinhos naturais. Do lado da comida, também há diversas opções.

  • Avenida da Liberdade

O colorido Monkey Mash abriu há cinco anos, em 2019, no espaço do saudoso clube de strip Fontória. É o irmão mais novo e exótico do Red Frog, com o qual partilha a morada há alguns anos, e foca-se numa clientela igualmente jovem e descontraída. Os cocktails são mais simples, mas nem por isso menos gostosos. Ah, e a filosofia da casa é o desperdício zero.

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  • Cervejaria artesanal
  • Marvila

A Musa abriu o seu primeiro pousio ao público em Agosto de 2017. Ficava na Rua do Açúcar, em Marvila, e juntava bar e fábrica, consumo e produção e ainda um programação musical regular e cuidada para acompanhar com os copos e os pitéus que saíam da cozinha. Entretanto, a fábrica original fechou, mas a Musa continuou em Marvila, num espaço diferente e cheio de pinta, que mantém o conceito, a cerveja, a comida cura-ressacas e a música de sempre. Agora com um beer garden para arejar as ideias e uma mesa de ping-pong para queimar as calorias.

Além da casa-mãe, também há um taproom, na Calçada Salvador Correia de Sá 2A, na Bica, onde é possível beber as cervejas da marca. E uma Musa na Praia, para os lados de Colares.

  • Cervejaria artesanal
  • Santa Maria Maior

Nascido das cinzas do Lisbeer, o Outro Lado é um espaço luminoso e acolhedor, com uma esplanada improvisada numa rua de Alfama. Têm uma dezena de cervejas à pressão e mais de 400 rótulos diferentes nos frigoríficos. Muitos são estrangeiros e não se encontram em mais lado nenhum em Portugal; outros são nacionais. Mas há outras bebidas nas prateleiras, escolhidas com critério, para que ninguém tenha sede.

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  • Noite
  • Cafés/bares
  • Estrela/Lapa/Santos

Nos anos 70, o fundador Luís Pinto Coelho tinha ali uma loja de antiguidades onde aconteciam tertúlias a favor da revolução. O nome é uma homenagem à revista de sátira de Rafael Bordalo Pinheiro e muitos dos seus desenhos estão nas paredes. Entre os clientes famosos está, por exemplo, José Cardoso Pires, que costumava monopolizar o enorme cinzeiro do balcão do bar e enchê-lo de beatas. Tem um ambiente intimista e convida a largas horas de boa conversa.

  • Lisboa

Uma advogada francesa, uma viagem reveladora e uma paixão inesperada. Assim se resume a história de O Pif, o bar de vinho a copo dos Anjos que também faz distribuição na cidade. Entre rosé, tinto, branco e espumante, encontramos pouco mais de duas dezenas de referências. Todas portuguesas e escolhidos a dedo, de pequenos produtores e de pouca intervenção.

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A funcionar desde 1972 no Jardim das Amoreiras, foi o primeiro bar do coleccionador Luís Pinto Coelho, fundador dos maiores clássicos da cidade. Mário Soares, Sá Carneiro e Raul Solnado eram habitués do bar que conserva muitas memórias pré-revolução lá dentro, além de toda a parafernália decorativa. O irish coffee tem fama de ser um dos melhores da cidade, mas a lista de bebidas é extensa. O interior é obviamente o melhor sítio para ficar, mas durante a pandemia o bar cresceu e tem agora uma simpática esplanada, ideal para as noites mais quentes.

  • Noite
  • Bares abertos de madrugada
  • Avenida da Liberdade

Ainda não há quem chegue aos calcanhares do Red Frog em Portugal. E não somos só nós que o gabamos: o bar escondido dentro de outro bar, o Monkey Mash, continua a ser o único no país a integrar a lista dos melhores do mundo. Neste speakeasy, Emanuel Minez e Paulo Gomes apresentam um espectáculo entre a criatividade e a ciência, e é por isso que estão sempre cheios. A reserva é obrigatória e a lista de espera, por vezes, extensa – mas vale o esforço.

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  • Chiado/Cais do Sodré

Antes de mais, gabemos-lhes o arrojo. É preciso coragem para chamar ressaca a um bar, para ninguém se iludir sobre o que lhe vai acontecer de manhã. E é preciso boa onda e bom serviço para mesmo assim as pessoas irem lá e voltarem uma e outra vez, como acontece, como quem diz “a ressaca que se dane”. Mas não é só isso que o Ressaca Tropical tem. Há, também, dezenas de vinhos naturais, nacionais e internacionais, para carteiras mais e menos recheadas; empregados dispostos a ajudar quem não sabe o que escolher; cervejas artesanais e cocktails para os esquisitinhos que não gostam de vinhos; e dois ambientes distintos – festa e confusão boa, no piso térreo, e uma cave mais recatada, para quem quer só quer conversar e beber um copo em paz.

  • Lisboa

Fica nos Anjos, e tem cerca de 40 referências de vinho nacionais de pouca intervenção – rudes, vá. Tudo para acompanhar com os petiscos do chef Eugeniu Musteata, do grupo 100 Maneiras. O vermelho nas paredes e as pinturas de figuras despidas e de copo na mão são só uma amostra do arrojo do espaço. A grande esplanada, a escolha certa para os dias de sol.

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  • Gastropubs
  • Cais do Sodré

A Tabacaria prova que não devemos julgar nada pelo tamanho. Apesar de pequeno, neste bar cabem cocktails para todos os gostos, sejam eles clássicos ou feitos à medida dos clientes pelos bartenders. Fica na Rua de São Paulo, a uma distância de segurança do epicentro do Cais do Sodré, e é ideal para começar a noite ou beber um copo depois do trabalho. 

  • Chiado

“Quem volta, amigo fica.” É este o lema da Toca da Raposa, o bar que Constança Raposo Cordeiro abriu em Junho de 2018 perto do Largo do Carmo com cocktails que, à primeira vista, podem ser “assustadores” para alguns, palavras da própria. A sazonalidade dos ingredientes é uma das preocupações da casa e isso pode levar-nos a beber cocktails com licor de bolo-rei e espuma de cerveja no Natal, por exemplo, ou com ervas apanhadas nos arredores de Lisboa.

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  • Noite
  • Cafés/bares
  • Lisboa

Vinhos, tapas, plantas e vinil. São estes os pilares d’A Viagem das Horas, em Arroios, com uma esplanada na Rua José Ricardo. E as referências vínicas são todas naturais, de pequenos produtores e com pouca intervenção. O fundador é Ricardo Maneira, mais conhecido na noite por DJ Rykardo, que aqui junta várias paixões num ambiente familiar. Os produtos são escolhidos a dedo e muitos são comprados mesmo ali ao lado, no Mercado de Arroios.

  • São Vicente 
  • preço 2 de 4

O sucesso em Veneza trouxe este wine bar até São Vicente em Maio de 2019. Aqui servem vinhos artesanais, de baixa intervenção, de Portugal, Itália, Espanha, Grécia ou Áustria, a maior parte a copo. Além de poder apetrechar também a garrafeira lá de casa, há um menu para acompanhar a bebida com produtos locais e de época, agora com a mão do chef João Baião. 

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  • Chiado/Cais do Sodré

De portas abertas – e sempre bem composto e frequentado – desde o final de 2022, o Vago impôs-se como uma das referências da noite lisboeta desta década. Tem cocktails de autor e uma carta gastronómica curta, mas pensada ao pormenor e frequentemente alterada pela chef Leonor Godinho. Sempre com DJs escolhidos a dedo na cabine. “O conceito passa por ter boa música, bons cocktails, boa comida”, nas palavras de Joaquim Quadros, antiga voz da Vodafone FM e um dos sócios. “Mas sem ser um fine dining. Nem um bar boring onde vais só pela mixologia. Um sítio onde consegues combinar democraticamente tudo. E ser acessível.”

Sair à noite em Lisboa

  • Noite

Lá de cima, vê-se a cidade como de nenhum outro lugar. Mas nem só de miradouros vive a Graça. Há muita coisa nova a dar nas vistas, mesmo depois do sol se pôr. Descubra os melhores bares na Graça, um bairro cheio de turistas mas que não abdica de ter vida própria. 

  • Noite

Não é o destino óbvio quando se fala em noite, mas em Alvalade também há vida depois das seis e aos fins-de-semana. Para tomar um aperitivo ou um digestivo, para dar volta ao bilhar grande, abanar as ancas ou a cabeça. Traçamos-lhe um mini-roteiro noctívago. Estes são os melhores bares de Alvalade.

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“E se o não-sei-quantos quer ser cá da malta, tem de beber este copo até ao fim…” A música repete-se nos bares das redondezas, a menos que queira fugir dos shots a 50 cêntimos e da ressaca monstruosa do dia seguinte. Nestes bares estará a salvo. A verdade é que Santos tem bem mais do que isso. Tem um bar que era um antigo alfaiate, outro que é uma casa e até um bar de teatro. Ou seja, tem tudo e estes são os melhores bares em Santos.  

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