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Os melhores bares de Lisboa

Traçamos-lhe o roteiro da noite lisboeta, das seis da tarde às seis da manhã, do pôr ao nascer do Sol

Fotografia: Ana Luzia
Incógnito

Este é o nosso guia para explorar as melhores esplanadas, os bares novos e aquela discoteca de que toda a gente anda a falar. 

Para começar

Casa do Alentejo

O sítio escondido

Para fugir das multidões, das filas, do serviço lento da esplanada da moda e dos colegas de trabalho, a Taberna da Casa do Alentejo é o lugar perfeito. Situada no pátio interior do edifício do antigo Palácio Alverca – que só por si merece uma visita – esta esplanada pode não ter as vistas deslumbrantes das suas congéneres, mas os petiscos (açordas, enchidos, salgadinhos, queijos, etc.), a paz e o sossego compensam. 

Rua Portas de Santo Antão, 58.

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Santa Maria Maior

Casa Independente

Inaugurada em 2012 no Largo do Intendente esta casa/ associação cultural/ sala de concertos/ bar/ restaurante teve um papel fundamental na requalificação de uma zona até então completamente excluída dos roteiros da noite. Fica num antigo palacete, que também foi Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos, e tem uma programação regular de concertos e festas. Aberto até às 02.00 (ao fim-de-semana).

Lg do Intendente, 45.

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Intendente

DAMAS

Não confundir com o Damas do Marquês do Pombal, um restaurante de “sabores lusitanos”. Este Damas é um dos bares mais concorridos de Lisboa e sem dúvida o sítio mais cool da Graça. Também serve refeições e organizam-se festas e concertos – mais um sítio a provar a polivalência dos bares lisboetas.

Rua da Voz do Operário, 60 (Graça).

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São Vicente 

Esplanada O Adamastor

O mais popular

Uma institui
ção do final do dia lisboeta, o Adamastor (nome oficial: Miradouro de Santa Catarina) vai estar na moda enquanto o astro-rei estiver nos céus e desaparecer naquele horizonte. A esplanada é pequena mas o chão, os muros e a relva prolongam-na por aí fora. É muito frequentado por artistas circenses de méritos questionáveis.

R de Santa Catarina.

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Chiado/Cais do Sodré

Flamingo

O Flamingo é um dos primeiros bares novos a abrir na  Mouraria. Situado no Largo do Terreirinho, onde já está o célebre Anos 60, o Flamingo tem a bebida essencial para os anos 00, o gin. Aberto até às 04.00. 

Largo do Terreirinho, 16.

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Santa Maria Maior

Foxtrot

É um bar antigo ao estilo inglês com valet parking, o que ajuda naquela zona, e uma sala com lareira, o que ajuda no Inverno. Fica para os lados da Praça das Flores e de São Bento, não longe daquele edifício que nós cá sabemos. Serve lambretas, cervejas de 15 cl, mas não tem chaimites. Aberto até às 03.00. 

Tv de Santa Teresa, 28.

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Chiado/Cais do Sodré

Le Chat

Para ficar a ver navios

Fica ao lado do Museu de Arte Antiga e oferece uma vista privilegiada para o Tejo, a ponte e o Cristo Rei de braços abertos como se estivesse a explicar o tamanho de um peixe que acabou de apanhar. “Era um sargo deste tamanho”. O restaurante serve refeições e petiscos, mas nenhum deles inclui sargo.

Jardim 9 de Abril (Janelas Verdes, Santos).

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Estrela/Lapa/Santos

Lounge

Antes de o Cais do Sodré ser fixe o Lounge já lá estava e continua a dar umas lições de como fazer um bar cool e com movimento o ano inteiro. Os DJs e os concertos gratuitos ajudam a torná-lo num ponto de passagem ou ponto de encontro obrigatório. Só não é um bar da moda porque nunca passou de moda.

R da Moeda, 1 (Cais Sodré).

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Cais do Sodré

Miradouro de São Pedro de Alcântara

Para ver quiosques a dobrar

A quiosquização de Lisboa deu uma nova vida à cidade e favoreceu em muito o Jardim de São Pedro de Alcântara (nome verdadeiro: Jardim António Nobre). A dose dupla de quiosques, um no andar de cima, outro no de baixo, garante animação o dia inteiro, mas o quiosque do piso inferior é o mais animado ao final de tarde. A vista para o Castelo seria suficiente para atrair pessoas, mas há ainda uma happy hour das 18.00 às 02.00, com imperial a 1,50€.

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Chiado/Cais do Sodré

Old Vic

Deve ser o único sítio em Lisboa onde se pode comer uma sandes de foie gras com pickles às duas da manhã. Tem sofás de veludo vermelho e, em cada lugar, um botão para chamar o empregado e outro para regular a luz do candeeiro. Aberto até às 03.00. 

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Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
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Para fugir à rotina

Bora-Bora

Quando foi inaugurado, em 1982, o Bora-Bora tinha filas à porta. Entretanto os anos passaram e o entusiasmo à volta dos cocktails fumegantes em esculturas de loiça pode ter diminuído, mas o Bora Bora permanece a única companhia low-cost a transportar-nos metaforicamente até às ilhas do Pacífico.

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Areeiro/Alameda

Tasca Mastai

Um casal de italianos apaixonado por banda desenhada abriu um bar no Tasca Bairro Alto dedicado às histórias aos quadradinhos. Para além dos livros, há um Mastai “esmerado serviço de bar”, como se costuma dizer, com cocktails e especialidades italianas, como o negroni: gin, vermute tinto, camparie e um pedaço de laranja. 

Rua da Rosa, 14 

Trobadores

O bar medieval da Rua de São Julião é perfeito para ouvir spoilers da última temporada de Game of Thrones enquanto se bebe cerveja a partir de um corno ou um copo de hidromel. Ao fim-de-semana é difícil arranjar mesa, ou não estivéssemos nós no país do mundo com mais feiras medievais per capita. 

Rua de São Julião, 27 

Para dançar

Europa Sunrise

Está aberto aos sábados a partir das 05.00 e permanece assim até às 10.00. É o after-hours do momento na cidade e passa música electrónica para uma pequena multidão de zombies energéticos e outro tipo de sonâmbulos. Até às 10.

Pátio do Pinzaleiro, 26 (Santos). Sáb 05.00-10.00. 

Incógnito

É provavelmente a instituição mais respeitada ali para os lados de São Bento, um baluarte de integridade e coerência, onde há anos se discute o estado da canção. Visitado por uma imensa minoria, é mais dado à música alternativa e tem-se governado bem. Até às 04.00.

R dos Poiais de São Bento, 37.

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Chiado/Cais do Sodré

Lux Frágil

Escolha dos críticos

Ver o nascer do sol da varanda do Lux, com vista para a Poderosa e a Vigorosa, as gruas mais famosas do Tejo, é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante. No final de 2015, o The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, uma coisa que estamos fartos de saber. Até às 06.00 ou mais.

Av Infante D. Henrique, Armazém A (Santa Apolónia).

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São Vicente 

MusicBox

Escolha dos críticos

A caixinha de música da Rua Cor-de-Rosa tem uma das mais generosas programações de concertos e estica-se noite dentro com disc jockeys de renome. Não vamos utilizar aqui a expressão “ecléctico” para definir a oferta do Musicbox porque estamos a guardar essa expressão para quando alguém que conhecemos mal quiser falar de música – “gosto de tudo, sou muito ecléctico”. Até às 06.00.

R Nova do Carvalho, 24 (Cais do Sodré).

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Cais do Sodré

Radio-Hotel

Está aberto apenas às sextas e sábados até às 04.00 e descreve-se como “um clube premium, intemporal e sedutor, mágico e requintado”. À parte a quíntupla adjectivação há DJs e música electrónica, hits da rádio e a omnipresente música dos anos 80 e 90. Está na moda, por isso prepare-se porque pode ser manteigado (isto é, barrado à porta). Até às 04.00. 

Travessa Conde da Ponte, 12 (Alcântara). 

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