Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores bares históricos em Lisboa

Os melhores bares históricos em Lisboa

Servem bons cocktails e os empregados têm muitas histórias para contar. Conheça os melhores bares históricos em Lisboa.

Pavilhão Chinês
©Inês Félix
Por Editores da Time Out Lisboa |
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Luzes a meio gás, madeiras e veludos a forrar o espaço, sala de jogos, cocktails trabalhados e cartas com selecções vastas, que vão dos chás aos pratos. Os bares históricos de Lisboa carregam um misticismo que serve de cápsula do tempo, mesmo que a data de fundação possa não corresponder à decoração, e há neles uma vertente quase-secreta que continua a entusiasmar quem os escolhe. Salas de conspiração, retiros jornalísticos ou speakeasy, embalados por bandas sonoras que nos remetem ao cinema noir, transformaram-se em pontos de encontro de muitas gerações. E é por isso que deve uma visita aos melhores bares históricos em Lisboa.

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Os melhores bares históricos em Lisboa

1
bar americano
©Duarte Drago
Bares

Bar Americano

Cais do Sodré

Fernando Pessoa, Alexandre O’Neil ou José Cardoso Pires (este com mesa cativa) foram clientes habituais do histórico bar do Cais do Sodré. Sofreu obras em 2016, mas foram só de manutenção, porque o Bar Americano continua o mesmo de sempre, não fosse o dono bisneto do fundador. O passar do tempo está espelhado em incontáveis garrafas (ou antes, dificilmente contáveis: o desafio está lançado), centenárias, distribuídas por extensas prateleiras e que ainda reservam algum pó que lhes dá personalidade (mas não tente fazer isto em casa). Muitas, talvez nem sejam bebíveis. “Uma vez caiu uma e ficou a cheirar mal uma semana”, conta-nos Aleksandr, que aqui trabalha há dois anos. É ele que recebe os muitos portugueses que aqui afluem, e turistas claro, às vezes ao som de música ao vivo, outras do futebol projectado num grande ecrã, ou da máquina de setas instalada a um canto. Aqui corre o risco de se sentar num banco usado por Fernando Pessoa, já que alguns são mesmo de origem.

2
Birtish bar
Fotografia: Inês Calado Rosa
Bares, Pubs

British Bar

Cais do Sodré

Inspirado nos concorridos pubs britânicos, foi fundado em 1919, tornando-se mais tarde ponto de encontro de artistas, entre eles José Cardoso Pires que o lembra em 1997 no seu livro Lisboa. Livro de Bordo. O bar que também serviu de cenário para o premiado filme A Cidade Branca (1983) de Alan Tanner, sobre um marinheiro que desembarca em Lisboa, distingue-se pelo relógio do século XIX cujos ponteiros giram ao contrário e pela cerveja de gengibre de produção própria.

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3
Procópio
Fotografia: Arlindo Camacho
Bares

Procópio

Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Foi este o primeiro bar do coleccionador e gestor hoteleiro Luís Pinto Coelho, a funcionar desde 1972. Mário Soares, Sá Carneiro e Raul Solnado eram habitués do bar que agora tem esplanada e que conserva muitas memórias pré-revolução lá dentro. Algumas estão num livro lançado em 2007, a propósito dos 35 anos do Procópio: “Jornalistas infiltrados faziam fila à espera de chegarem ao telefone para informarem o director de tudo o que ali se cochichava", lê-se. Há bons cocktails, mas também há tostas para acompanhar, como a clássica de paté com pickles, em pão de centeio.

4
snob
©DR
Coisas para fazer

Snob

Chiado/Cais do Sodré

Com morada da Rua de O Século, foi fundado por um antigo desenhador do jornal homónimo, Paulo Guilherme d’Eça Leal. É um dos mais antigos bares do género e uma espécie de escritório para jornalistas que desde os anos 60 ali se juntam depois do fecho. O ex-libris da casa é o bife à Snob, com um molho especial que não é de café. E apesar do nome, não há selecção à entrada baseada no modelito ou, vá, na cunha do cliente.

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5
Bora Bora
©DR
Bares

Bora-Bora

Areeiro/Alameda

Dos dois bares Bora-Bora que os proprietários abriram nos anos 80 do século passado — na Alameda e na Rua da Madalena —, só o primeiro ainda está a funcionar (o da Baixa fechou em 2011). O bar de inspiração exótica era uma coisa moderna na altura, com cocktails a deitar fumo (milagres do gelo seco). Agora, vale mais pelo ambiente kitsch. Espere uma noite divertida, com flores ao pescoço e palhinhas gigantes para bebidas colectivas.

6
Pavilhão Chinês
©Inês Félix
Noite

Pavilhão Chinês

Chiado/Cais do Sodré

O último dos bares de Luís Pinto Coelho, foi o único que nunca vendeu — antes de morrer cedeu parte do negócio a três funcionários antigos. A parafernália acumulada ao longo dos anos é impressionante, de uma colecção de Action Men a capacetes da Primeira Guerra Mundial, passando por Betty Boops ou soldadinhos de chumbo. Ao todo são cinco salas, uma mesa de snooker e empregados vestidos a rigor, como já não se vê.

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7
old vic
Fotografia: ML
Bares

Old Vic

Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Uma espécie de sala de estar para quem mora para os lados da Avenida de Roma, o Old Vic é outro dos clássicos bares lisboetas com pipocas, cocktails e sofás de veludo. A mobília veio quase toda de Inglaterra. O bar foi criado por Frederico Azinhais, herdado pelo filho, Artur Azinhais, e desde 1994 que está nas mãos de Paulo Magalhães (e outro sócio), antigo empregado do Fox Trot e do Pavilhão Chinês.

8
Cafe de Sao Bento
Restaurantes

Café de São Bento

Chiado/Cais do Sodré

O café dos interiores victorianos e dos tons avermelhados está aberto desde 1982, e tem, quer para esta revista quer para grande parte dos lisboetas, o melhor bife da cidade. A inspiração vem de António Marrare, que no final do século XVIII trouxe para Lisboa este género de café que tanto sucesso tinha em Itália. A casa está aberta todos os dias até às duas da manhã, por isso pode degustar o bife sem grandes pressas.

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9
Fox Trot
©DR
Noite, Cafés/bares

Fox Trot

Chiado/Cais do Sodré

Também fundado por Luís Pinto Coelho e com mobília antiga, ao estilo art déco, o bar abriu em 1978. Tem um bife à Fox Trot na carta que o põe na lista dos melhores sítios para petiscar em Lisboa. O bar atrai uma clientela mais jovem e tem várias vantagens em relação aos outros bares do mesmo fundador: é maior, no Verão há um pequeno jardim interior para apanhar ar fresco, e no Inverno tem uma sala com lareira a funcionar. Também tem uma mesa de snooker.

10
A Paródia
©Manuel Manso
Noite, Cafés/bares

A Paródia

Estrela/Lapa/Santos

Na década de 70, o fundador, Luís Pinto Coelho, tinha ali uma loja de antiguidades onde aconteciam tertúlias a favor da revolução. Abriu apenas uns dias após o 24 de Abril de 1974 e o nome é uma homenagem à revista de sátira de Rafael Bordalo Pinheiro e muitos dos seus desenhos estão nas paredes. Entre os clientes famosos está, por exemplo, José Cardoso Pires que costumava monopolizar o enorme cinzeiro do balcão do bar e enchê-lo de beatas.

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11
Botequim da Graça
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Botequim

São Vicente 

O espaço esteve 15 anos fechado, mas a presença da poetisa Natália Correia, que primeiro inaugurou o espaço, em 1968, não está só nas fotografias. Modernizado, o Botequim mantém o antigo balcão de madeira escura e também algum do espírito da sua génese de boémia intelectual. Na lista, a par com os chás e outras opções saudáveis, o café continua a surgir “com cheirinho”, e não faltam petiscos para acompanhar com um copo de vinho.

Noite em Lisboa, bairro a bairro

Damas
©Inês Calado Rosa
Noite

Os melhores bares na Graça

Lá de cima, vê-se a cidade como de nenhum outro lugar. Mas nem só de miradouros vive a Graça. Há restaurantes que vale a pena visitar e muita coisa a dar nas vistas, mesmo depois do sol se pôr. A lista que se segue apresenta alguns clássicos do bairro e coisas mais recentes. Uma coisa é certa: só não bebe um copo na Graça se não quiser.

Viking - Espaço
©Anne Louise
Noite

Os melhores bares no Cais do Sodré

O difícil no Cais do Sodré é decidir em que modo lhe queremos fazer uma visita. Ainda por cima com novidades sempre a aparecer. Vá com tudo, vá mais tarde, mas vá procurar o copo para colar à sua mão. E perante essa situação, e a lista que encontra em baixo, basta escolher. Uns podem ser considerados cafés, outros discotecas. 

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Delirium Café
©Arlindo Camacho
Noite

Os melhores bares no Chiado

Não estamos aqui para enganar ninguém: se tem dificuldades em lidar com turistas e os seus paus-de-selfie, o Chiado pode ser um desafio. Mas não se deixe assustar e muito menos deixe de visitar esta zona da cidade. Afinal, o Chiado é muito mais do que isso e há tanto para ser descoberto e aproveitado. A lista que se segue junta os melhores bares no Chiado. Toca a beber.

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