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Pavilhão Chinês
Fotografia: Inês FélixPavilhão Chinês

Os melhores bares históricos em Lisboa

Servem bons cocktails e os empregados têm muitas histórias para contar. Conheça os melhores bares históricos em Lisboa.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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Luzes a meio gás, madeiras e veludos a forrar o espaço, sala de jogos, cocktails trabalhados e cartas com selecções vastas, que vão dos chás aos pratos. Os bares históricos de Lisboa carregam um misticismo que serve de cápsula do tempo, mesmo que a data de fundação possa não corresponder à decoração, e há neles uma vertente quase-secreta que continua a entusiasmar quem os escolhe. Salas de conspiração, retiros jornalísticos ou speakeasy, embalados por bandas sonoras que nos remetem ao cinema noir, transformaram-se em pontos de encontro de muitas gerações. E é por isso que deve uma visita aos melhores bares históricos em Lisboa.

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Os melhores bares históricos em Lisboa

  • Bares
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Foi este o primeiro bar do coleccionador e gestor hoteleiro Luís Pinto Coelho, a funcionar desde 1972. Mário Soares, Sá Carneiro e Raul Solnado eram habitués do bar que agora tem esplanada e que conserva muitas memórias pré-revolução lá dentro. Algumas estão num livro lançado em 2007, a propósito dos 35 anos do Procópio: “Jornalistas infiltrados faziam fila à espera de chegarem ao telefone para informarem o director de tudo o que ali se cochichava", lê-se. Há bons cocktails, mas também há tostas para acompanhar, como a clássica de paté com pickles, em pão de centeio.

  • Coisas para fazer
  • Chiado/Cais do Sodré

Com morada da Rua de O Século, foi fundado por um antigo desenhador do jornal homónimo, Paulo Guilherme d’Eça Leal. É um dos mais antigos bares do género e uma espécie de escritório para jornalistas que desde os anos 60 ali se juntam depois do fecho. O ex-libris da casa é o bife à Snob, com um molho especial que não é de café. E apesar do nome, não há selecção à entrada baseada no modelito ou, vá, na cunha do cliente.

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  • Bares
  • Areeiro/Alameda

Dos dois bares Bora-Bora que os proprietários abriram nos anos 80 do século passado — na Alameda e na Rua da Madalena —, só o primeiro ainda está a funcionar (o da Baixa fechou em 2011). O bar de inspiração exótica era uma coisa moderna na altura, com cocktails a deitar fumo (milagres do gelo seco). Agora, vale mais pelo ambiente kitsch. Espere uma noite divertida, com flores ao pescoço e palhinhas gigantes para bebidas colectivas.

  • Noite
  • Chiado/Cais do Sodré

O último dos bares de Luís Pinto Coelho, foi o único que nunca vendeu — antes de morrer cedeu parte do negócio a três funcionários antigos. A parafernália acumulada ao longo dos anos é impressionante, de uma colecção de Action Men a capacetes da Primeira Guerra Mundial, passando por Betty Boops ou soldadinhos de chumbo. Ao todo são cinco salas, uma mesa de snooker e empregados vestidos a rigor, como já não se vê.

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  • Bares
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

Uma espécie de sala de estar para quem mora para os lados da Avenida de Roma, o Old Vic é outro dos clássicos bares lisboetas com pipocas, cocktails e sofás de veludo. A mobília veio quase toda de Inglaterra. O bar foi criado por Frederico Azinhais, herdado pelo filho, Artur Azinhais, e desde 1994 que está nas mãos de Paulo Magalhães (e outro sócio), antigo empregado do Fox Trot e do Pavilhão Chinês.

  • Restaurantes
  • Chiado/Cais do Sodré

O café dos interiores vitorianos e dos tons avermelhados está aberto desde 1982, e tem, quer para esta revista quer para grande parte dos lisboetas, o melhor bife da cidade. A inspiração vem de António Marrare, que no final do século XVIII trouxe para Lisboa este género de café que tanto sucesso tinha em Itália. A casa está aberta todos os dias até às duas da manhã, por isso pode degustar o bife sem grandes pressas.

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  • Noite
  • Cafés/bares
  • Chiado/Cais do Sodré

Também fundado por Luís Pinto Coelho e com mobília antiga, ao estilo art déco, o bar abriu em 1978. Tem um bife à Fox Trot na carta que o põe na lista dos melhores sítios para petiscar em Lisboa. O bar atrai uma clientela mais jovem e tem várias vantagens em relação aos outros bares do mesmo fundador: é maior, no Verão há um pequeno jardim interior para apanhar ar fresco, e no Inverno tem uma sala com lareira a funcionar. Também tem uma mesa de snooker.

  • Restaurantes
  • São Vicente 

O espaço esteve 15 anos fechado, mas a presença da poetisa Natália Correia, que primeiro inaugurou o espaço, em 1968, não está só nas fotografias. Modernizado, o Botequim mantém o antigo balcão de madeira escura e também algum do espírito da sua génese de boémia intelectual. Na lista, a par com os chás e outras opções saudáveis, o café continua a surgir “com cheirinho”, e não faltam petiscos para acompanhar com um copo de vinho.

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  • Bares
  • Pubs
  • Cais do Sodré
  • preço 1 de 4

Inspirado nos concorridos pubs britânicos, foi fundado em 1919, tornando-se mais tarde ponto de encontro de artistas, entre eles José Cardoso Pires que o lembra em 1997 no seu livro Lisboa. Livro de Bordo. O bar que também serviu de cenário para o premiado filme A Cidade Branca (1983) de Alan Tanner, sobre um marinheiro que desembarca em Lisboa, distingue-se pelo relógio do século XIX cujos ponteiros giram ao contrário e pela cerveja de gengibre de produção própria.

  • Bares
  • Estrela/Lapa/Santos

Abriu em 1986 e a música ao vivo continua a ser o prato do dia no bar de Luís Represas. É, na verdade, o bar com música ao vivo mais antigo de Lisboa, com porta aberta no mesmo edifício onde mora, desde o século XVIII, o belíssimo Chafariz da Esperança, onde o bar foi beber inspiração para o nome. O Xafarix faz também parte da lista do programa municipal Lojas com História desde 2019.

Noite em Lisboa, bairro a bairro

  • Noite

Alguns anos depois de uma requalificação profunda, o Intendente já se afirmou como ponto de paragem obrigatório para lisboetas e turistas de igual forma. O número crescente de negócios a preencher o Largo contribuiu e muito para isso mas, na verdade, o Intendente cabe em muito mais do que uma praça de cara lavada. Restaurantes, bares, loja de discos, cafés e lojas de decoração trouxeram uma vida de agitação constante e não faltam sítios para exercitar o cotovelo. Por isso, resta-lhe rumar à paragem da linha verde, que nós dizemos-lhe todas as que lhe servem os melhores copos. Estes são os bares no Intendente.

  • Noite

Longe vão os tempos em que este bairro era um deserto, uma zona deixada ao abandono, armazéns por ocupar e com tectos a cair. Nos últimos anos Marvila ganhou vida própria, uma existência que compete taco-a-taco com Cais do Sodré ou Bairro Alto se tirarmos a confusão e gentrificação dos dois últimos. Isto porque não lhe faltam opções para beber e mais, não falta arte para ver, restaurantes para encher a barriga, coworks, ginásios, galerias e até sítios para explorar. A vida nova trouxe-lhe também outros títulos como o de Lisbon Beer District, ou seja, se a cerveja artesanal for um assunto que lhe é próximo do coração, esta tem de ser uma paragem. Durante a semana, ou após o começo do fim-de-semana, rume a este oriente para conhecer os melhores bares em Marvila.

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  • Noite
  • Estabelecimentos de diversão noturna

O rock está vivo e recomenda-se. Apesar do fecho de inúmeros espaços nos últimos tempos – e da ameaça de fecho que paira sobre outros – continua a haver sítios onde os roqueiros de gema ainda podem ouvir uma boa guitarrada na cidade. E há opções para todos os gostos, do rock mais pesado ao mais indie e melódico, para abanar o capacete na pista ou para apreciar um solo de guitarra enquanto brinda à mesa com os amigos. Siga a nossa lista dos melhores bares de rock em Lisboa.

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