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A Outra Face da Lua
Duarte Drago

As lojas vintage em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Do vestiário ao mobiliário, este é o guia para as lojas vintage em Lisboa que vão fazer o tempo voltar para trás.

Escrito por
Francisca Dias Real
,
Cláudia Lima Carvalho
e
Tiago Neto
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Encontrar aquela peça que a mãe deitou fora nos anos 80 ou 90 pode ser difícil e só quem o conseguiu sabe exactamente a sensação. O cheiro, o toque, a torrente nostálgica que nos invade quando, no meio de prateleiras, cabides, arcas e baús voltamos o tempo atrás. O truque é saber exactamente onde e o que procurar – e as opções na capital são vastas. Roupa, brinquedos, mobiliário, raridades, a lista do revivalismo adensa-se. Fique a conhecer o guia das lojas vintage em Lisboa que carregam esse passado e faça uso do clássico sem remorsos – ou seja, como lhe aprouver.

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As lojas vintage em Lisboa que tem mesmo de conhecer

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  • Baixa Pombalina

Na Flamingos Vintage Kilo, quem dita os preços é a balança. A marca espanhola de roupa em segunda mão ao kilo abriu a primeira loja em Lisboa. Como funciona este sistema? É simples: os preços variam entre os 13€, os 24€ e os 39€ ao quilo, conforme o tipo de peça. A balança trata do resto, tal como numa mercearia a granel ou num supermercado. A loja é uma autêntica viagem no tempo, totalmente recheada de relíquias de outras décadas – aqui será difícil encontrar um espaço vazio. Roupa desportiva, camisolas e vestidos coloridos, casacos com cortes clássicos e uma grande selecção de gangas: a ideia é que consiga criar um guarda-roupa só com peças da loja. A juntar, há também uma grande colecção de calçado e vestidos de pedraria e de noiva que abrangem várias décadas do século passado.  

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  • Música e entretenimento
  • Chiado
  • preço 2 de 4

Escondida no Chiado, é uma das lojas responsáveis por manter vivo o comércio da Baixa. Lugar de culto, sobretudo para os verdadeiros apreciadores de música, ostenta milhares de títulos de CD, vinil ou DVD, desde as últimas novidades aos clássicos. Na cave, funciona um espaço de compra e venda de instrumentos musicais, tanto novos, como em segunda mão.

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  • Lojas de segunda mão
  • Chiado

Esta loja de roupa em segunda mão não é uma loja de roupa vintage. É preciso pôr logo os pontos nos is antes do início desta história. “O vintage data as peças e nós estamos a vender roupa actual. Podem já ter sido usadas, serem de décadas diferentes, mas a selecção é feita de forma a parecer que são de agora. São iguais às que estão a aparecer nas passerelles”, diz António Branco, dono da Pop Closet, no Chiado. São duas salas e há muito para absorver.

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  • Decoração
  • Intendente
  • preço 2 de 4

Já toda a gente sabe desta história: Catarina Portas fez o milagre de ressuscitar marcas nacionais mortas há uma data de tempo. As lojas são o sonho de qualquer turista que não se contenta com um íman de frigorífico como recordação, mas também um lugar obrigatório para alfacinhas com saudades dos sabonetes Confiança e das conservas Minerva. Pelo caminho há faianças, mantas, moda e iguarias diversas, tudo 100 por cento português e com ares de outras épocas.

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  • Estrela/Lapa/Santos
  • preço 3 de 4

Aqui impera a organização, nem parece uma daquelas habituais lojas vintage. O forte da MID MOD são os candeeiros, de mesa, de pé, mas sobretudo dos que se penduram mesmo por cima das nossas cabeças. E se uns são pura extravagância italiana, outros seguem as normas sóbrias do design nórdico. Claro que, para intercalar, há aparadores antigos e cadeiras, e alguns objectos decorativos.

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Esta oficina é tão velhinha, tão velhinha que o nome sobreviveu a quase todos os acordos ortográficos. Anterior à chegada da electricidade a Lisboa, vai na sexta geração de família Sá Pereira. O alvará para a sua abertura exigia que a loja tivesse duas tochas acesas à noite para iluminar a rua, numa altura em que a cidade era bem mais escura quando o sol se punha.

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  • Moda
  • Baixa Pombalina
  • preço 2 de 4

A Outra Face da Lua mostrou à cidade que do fundo do baú podem sair relíquias com muito estilo: dos brincos gigantes e douradinhos da época às calças de ganga com os mais diversos cortes, vestidos de corte direito, lenços com franjinhas, uma secção só de kimonos e ainda muita roupa desportiva que não podia estar mais na moda. A loja vintage de Carla Belchior na Baixa é uma orgia de cores e padrões de outras décadas e, de tempos a tempos, organiza eventos ligados ao reaproveitamento e à sustentabilidade, como é o caso das iniciativas de upcycling. Eventos que pretendem ajudar a combater o desperdício nesta indústria, onde 80% da roupa produzida acaba a ser queimada em aterros. A loja desafia a clientela a criar novas peças de roupa a partir de outras que já não estão na sua melhor performance. É estar atento às redes sociais d’A Outra Face da Lua.

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  • Baixa Pombalina

Começou como uma associação sem fins lucrativos que trabalha a favor da proteção do meio ambiente através da reutilização têxtil até começar também a abrir lojas. A Humana tem os seus próprios contentores, onde se faz posteriormente a selecção da roupa, ou então pode sempre entregar as suas roupas usadas numa das lojas da rede (normalmente até lhe dão um vale de desconto). Já tem várias lojas em Lisboa, onde pode encontrar verdadeiros achados em segunda mão, mas esta na Rua dos Fanqueiros é diferente. Assume-se como a primeira loja vintage da Humana, oferecendo “peças exclusivamente de décadas passadas”, num ambiente marcado por uma decoração clássica e retro.

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  • Coisas para fazer
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real
  • preço 2 de 4

Já sabemos que isto de voltar às técnicas antigas é que está a dar e na fotografia as coisas não são diferentes. Em 2012, Filipe da Veiga Ventura e Rute de Carvalho Magalhães criaram o Silverbox Studio para poderem viajar 160 anos no tempo quando bem lhes apetecesse. Para fotografar usam uma câmara bem antiga e o método de revelação é à base de colódio húmido.

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  • Lojas de segunda mão
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  • preço 2 de 4
É a única loja de segunda mão vintage, em Lisboa, exclusivamente para homem. Além disso, é uma verdadeira caixa de surpresas. Dos donos da famosa Ás de Espadas, a NewJester Vintage exige tempo e paciência para vasculhar cada expositor. Os maiores achados estão onde menos se espera, dos casacos desportivos de outros tempos aos intemporais blusões de cabedal.
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  • Lojas vintage
  • Marvila

Nem toda a gente gosta de ter uma casa igual ao catálogo do Ikea e não há arquitectura moderna onde não encaixe que nem uma luva uma ou outra peça vintage. No Cantinho do Vintage, local de romaria de muitos lisboetas aos sábados, as peças de mobiliário e os acessórios de decoração de outros tempos amontoam-se sobre mesas, estantes, carrinhos e armários. Vale a pena ir com tempo para descobrir as melhores pérolas.

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  • Intendente

Numa ruela anexa ao Largo do Intendente está esta pequena maravilha do mundo vintage, especializada em artigos mid-century (de 1950 a 1970). Frederico Lima mantém o negócio vivo e diz que mais que vintage, o que vende na sua loja “tem design”. É lá que pode encontrar cadeiras incríveis estilo Bauhaus ou aqueles cadeirões egg style, típicos dos anos 60. E os aparadores de design nórdico? Perfeitos para uma decoração minimalista.

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  • Antiguidades
  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

É a maior e mais antiga loja do mundo especializada em azulejos originais. Verónica Leitão é a terceira geração a abraçar o negócio que inclui um número infindável de azulejos portugueses dos séculos XV a XIX, painéis originais, como o Painel dos Saltimbancos que nasceu no século XVIII na Quinta dos Anjos de Carnide, muita porcelana das Caldas, colunas em talha, um cantinho Bordalo – tudo, enfim, o que Manuel Leitão, filho do fundador, acredita ser a alma de um povo.

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  • Chiado
Pertence aos donos da Ás de Espadas e da NewJester Vintage (todas na Calçada do Carmo), mas dedica-se apenas aos acessórios vintage, dos brincos gigantes aos lenços, pins estilo rock ‘n’ roll ou óculos de sol (sabe, daqueles com as lentes em forma de coração?). Faça as compras dos trapinhos nas lojas vintage da rua e seja extravagante na hora de escolher os acessórios. 
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  • Chiado

A roupa divide-se em várias salas, e nelas, várias épocas. Os mesmos responsáveis pela Ás de Espadas, pela Joker Store e pela Jupiter Shop, Tiago Andrade e Bruno Lopes, decidiram assinalar mais uma morada no mapa lisboeta, desta vez mais direccionado para o streetwear. “Na Heartcore temos um conceito mais jovem, mais edgy e excêntrico”, explica Tiago, que continua a viajar para trazer para as suas lojas peças únicas, sobretudo dos anos 70.

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  • Lojas vintage
  • Lisboa

Manuel Domingos e Delfina Domingos começaram o negócio há nove anos como coleccionadores e acabaram como vendedores porque o espaço não era muito. A The World of Vintage é um lugar conhecido pelos neones e candeeiros que deixam qualquer um de boca aberta, mas há outras peças fazem valer a pena a visita. Se passar pelo 291 entre e espreite, é garantido que encontra aquela luz que sempre precisou.

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  • Castelo de São Jorge
Fica na Mouraria e é uma perdição para quem, além de roupa vintage, é apaixonado por vinis com uns bons pares de anos. A Tropical Bairro tem exposta nos charriots muita roupa de marcas, quase sempre italianas, e os preços são sempre de amigo, mesmo que a fasquia da peça seja elevada. Camisas, saias, vestidos ou blusões, encontra de tudo. Isto para não falar na secção de discos, essa é extensa.     
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  • Lojas vintage
  • Chiado

Tiago Andrade e Bruno Lopes começaram o seu império de lojas vintage há quase uma década e o pontapé de saída foi dado com a Ás de Espadas, a loja que dedica o seu recheio ao universo feminino, dos anos 20 aos 80. Viaje no tempo entre saias plissadas, blusas de seda ou maiôs coloridos.

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  • Lojas vintage
  • Intendente

Se um roupeiro com umas quantas peças kitsch for o ideal para quebrar o monopólio da fast-fashion, a Retro City Lisboa é, muito provavelmente, o sítio perfeito para o conseguir. Por lá, no 43 da Rua Maria Andrade, Esther Martinez apresenta uma selecção que vai dos casacos aos cintos, das calças às camisas, t-shirts e calçado, num buffet interminável de cores, materiais e décadas sem necessidade de perder o amor à carteira.

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  • Lojas de segunda mão
  • Grande Lisboa

A pandemia trocou-lhe as voltas, mas a loja resistiu e reabriu portas após o segundo confinamento. No coração do Bairro Alto, a Charade não é só mais uma loja de roupa em segunda mão. A seleção de peças obedece a uma inspiração vintage bem marcada. Quase como se fosse uma máquina do tempo, estes charriots transportam-nos para os anos 40 e 50, as décadas das saias rodadas, dos lenços de seda, dos óculos cateye e do rock'n'roll.

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  • Lojas de segunda mão
  • Campo de Ourique

Chanel, Valentino, Prada, Gucci, Louis Vuitton – quem sonha ter no armário peças de assinatura, mas não tem orçamento para a Avenida da Liberdade, encontra na Du Chic à Vendre, em Campo de Ourique, uma bela oportunidade. Os artigos em segunda mão da loja da libanesa Monique Gealland podem chegar aos milhares de euros – são raridades vintage valiosas que nasceram antes dos anos 80 e sobreviveram até agora para ir morar para outros armários.

As melhores lojas em Lisboa

  • Coisas para fazer

São espaços centenários, com histórias para contar e muitos tesouros para descobrir. Conhecer a cidade é também conhecer as lojas históricas em Lisboa. Cada uma é como uma gaveta de memórias da cidade que somos. Mas são históricas também porque resistem. Corremos a cidade e atravessámos séculos de porta em porta para lhe trazer um roteiro de grandes lojas que continuam a servir bem e à antiga, hoje, numa rua perto de si. 

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