Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Portefólio: a procura de João Morgado pela harmonia
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Joao MorgadoParque de estacionamento da Caldeiroa (Guimarães), de Pitagoras Group
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Joao MorgadoUrbo Business Center (Matosinhos), de Nuno Capa
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Joao MorgadoChalés em Khiran (Khiran, Kuwait), AAP
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Joao MorgadoCapela do Monte (Lagos), de Álvaro Siza Vieira
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Joao MorgadoCalçada de Santana 150 (Lisboa), de Francisco Aires Mateus
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Joao MorgadoHotel Lone (Croácia), 3LHD
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Joao MorgadoCapela de Nossa Senhora de Fátima (Idanha-a-Nova), Plano Humano Arquitectos
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Joao MorgadoSavoy Residence (Funchal), de RH+ Arquitectos
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Joao MorgadoMar Mediterraneo 34 (México), de Inca Gabriel Hernández
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© João MorgadoPiscinas das Marés (Leça da Palmeira), de Álvaro Siza Vieira

Portefólio: a procura de João Morgado pela harmonia

João Morgado percorre o mundo a fotografar as obras de alguns dos maiores nomes da arquitectura. A procura constante da luz e das formas transporta-nos para um mundo em harmonia.

Por Sebastião Almeida
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Foi num estágio, em 2008, no atelier do prestigiado arquitecto Wiels Arets, nos Países Baixos, que João Morgado se iniciou na fotografia de arquitectura. Arquitecto de formação, acabou por abandonar o exercício da profissão e hoje dedica-se exclusivamente a fotografar as obras de alguns dos nomes maiores da arquitectura mundial.

“Estagiei na Holanda e a partir daí decidi que seria uma boa aposta fotografar o trabalho de Wiels Arets”, conta à Time Out. Em plena crise, em 2011, regressou a Portugal e começou a fotografar projectos no país e no estrangeiro. Com o tempo, chegou também o reconhecimento. Em 2015, foi considerado um dos melhores dez fotógrafos de arquitectura do mundo, pela revista Top Teny, e recentemente viu duas fotografias distinguidas nos Muse Creative Awards, um prémio que distingue os melhores criativos em várias categorias.

À primeira vista, a fotografia de arquitectura poderá parecer um tanto banal. Mas João vê nesta forma de expressão um mundo, talvez “por ser arquitecto”. “Não se trata só de fotografar um edifício”, explica. É preciso “perceber como a casa se relaciona com a envolvência, entender a luz, os materiais”. E só depois os enquadramentos e as forças geométricas.

Trabalhar com Álvaro Siza continua a ser das experiências mais enriquecedoras que teve ao longo de quase dez anos de projectos e de viagens por todo o mundo, aponta o fotógrafo. João recorda quando lhe foi pedido que fotografasse uma capela em Lagos, no Algarve, da sua autoria. “[A capela] está no meio do nada e foi uma experiência incrível. Passei três dias com ele, explicou-me o que pretendia”. Depois, o fotógrafo limitou-se a mergulhar nas raízes da arquitectura, seguindo a forma como a luz desenha o espaço.

As fotografias do edifício Urbo em Matosinhos, da autoria de Nuno Capa, e das Areia Houses, da Associated Architects Partnership, no Kuwait, valeram-lhe a mais recente distinção nos prémios Muse, mas esses são apenas dois dos cerca de três mil projectos que já fotografou nos quatro continentes.“Exploro a minha sensibilidade e, a partir daí, construo a minha linguagem fotográfica”, reflecte sobre o seu processo de criação. Fazer da fotografia de arquitectura “um veículo de comunicação” será sempre o seu propósito maior, mas a verdade é que, através das suas fotografias, se vê o mundo de uma forma cuidada, em que as linhas e as luzes quase sempre em harmonia.

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