Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Uma viagem pela arte do Metro de Lisboa

Uma viagem pela arte do Metro de Lisboa

Da próxima vez que perder a carruagem aproveite para ver uma exposição. Há arte no Metro de Lisboa.

estacao do aeroporto
©Andreia Almeida/ Metropolitano de Lisboa
Por Renata Lima Lobo |
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São 56 as estações de toda a rede do Metropolitano de Lisboa. E todas, mas mesmo todas, são verdadeiras galerias de arte urbana, não a céu aberto, mas debaixo de terra. Artistas consagrados da nossa praça deixaram o seu cunho na história dos transportes públicos alfacinhas e, embora difícil, escolhemos sete estações que merecem um olhar especial, entre as obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva e Arpad Szénés, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Maria Keil, Júlio Resende ou mesmo do célebre cartoonista António Antunes. Uma viagem para apreciar e partilhar.

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Há arte no Metropolitano de Lisboa

estacao da bela vista
©Pedro Lopes/ Metropolitano de Lisboa

Bela Vista (Linha Vermelha)

O pintor e ceramista Querubim Lapa emprestou o seu talento a esta estação e o trabalho de execução foi todo feito pelo próprio. O destaque vai para dois painéis cerâmicos com relevo, constituído por azulejos com 20x20cm, um tamanho maior do que o tradicional 14x14cm.

Arquitetura: Paulo Brito da Silva (1998)
Arte: Querubim Lapa (1998)

estacao da bela vista
©Laura Arana/Metropolitano de Lisboa

Saldanha (Linha Vermelha)

A obra literária e plástica do multifacetado Almada Negreiros está espalhada pela estação, uma intervenção que ficou a cargo do seu filho, o arquitecto José Almada Negreiros. Ao longo do percurso, os passageiros encontram desenhos e pinturas de grande dimensão e excertos de obras nos rodapés, nos tectos e nas paredes. E consegue ler e apreciar tudo sem ter de parar.

Arquitetura: Paulo Brito da Silva (2009)
Arte: Almada Negreiros (transposição pelo arquitecto José Almada Negreiros, 2009)

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estacao alto dos moinhos
Fotografia: Manuel Manso

Alto dos Moinhos (Linha Azul)

Um Camões guerreiro, um sarcástico Bocage, um Pessoa desdobrado em heterónimos e um cosmopolita Almada. Estes grandes nomes da literatura portuguesa são homenageados pelo modernista Júlio Pomar (desaparecido em 2018) que aqui os “grafita” sobre azulejo.

Arquitectura: Ezequiel Nicolau (1988)
Arte: Júlio Pomar (1988)

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arte na estacao do terreiro do paco

Terreiro do Paço (Linha Azul)

Lá no alto do átrio principal, pode ver a intervenção plástica "Transparência II", da autoria de João Vieira, um dos fundadores do grupo KWY (grupo artístico português que não seguia uma linha estética comum). Uma espécie de vitral, mas em azulejo produzido pela Fábrica Viúva Lamego.

Arquitectura: Artur Rosa (2007)
Arte: João Vieira (2007)

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estacao do aeroporto
©Pedro Lopes/ Metropolitano de Lisboa

Aeroporto (Linha Vermelha)

Lembra-se da célebre caricatura do papa João Paulo II com um preservativo no nariz? A obra "Preservativo Papal" é da autoria de António Antunes, um dos maiores cartoonistas portugueses que mereceu uma estação quase só para si. No Aeroporto é feita justiça ao seu trabalho (e à arte do cartoon no geral) através de um conjunto de 49 painéis dispersos pela estação, feitos em pedra branca Thassos da Grécia e negra da Bélgica recortada com jacto de água.

Arquitectura: Leopoldo Rosa (2012)
Arte: António Antunes (2012)

metro de lisboa
Fotografia: Manuel Manso

Jardim Zoológico (Linha Azul)

Aos tons de amarelo, verde claro e azul claro de Maria Keil, num trabalho elaborado em 1959, foi acrescentado em 1995 o traço de Júlio Resende, na sequência de obras de ampliação e remodelação. A natureza, a fauna e a flora tropicais serviram-lhe de inspiração e a Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego ficou encarregue de fornecer as "telas". O mestre esteve dois anos na fábrica a pintar toda a superfície pelas próprias mãos.

Arquitectura: Falcão e Cunha (1959), Benoliel de Carvalho (1995)
Arte: Maria Keil (1959) e Júlio Resende (1995)

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©Pedro Lopes/ Metropolitano de Lisboa

Rato (Linha Amarela)

É a estação mais próxima da Fundação Arpad Szénés-Vieira da Silva e por isso mesmo o Metropolitano de Lisboa decidiu homenagear aqui este casal de artistas. Foi nos topos da nave da Estação do Rato que o ceramista Manuel Cargaleiro transpôs para azulejo duas obras: "Ville en Extension" (Vieira da Silva,1970) e "Banquet" (Arpad Szènés, 1948).

Arquitectura: Sanchez Jorge (1997)
Arte: Vieira da Silva e Arpad Szénés (transposição para azulejo por Manuel Cargaleiro, 1997)

Arte urbana acima do solo

Mural de Entrecampos 7
Duarte Drago
Coisas para fazer

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mandela
©​ CML | DMC | DPC | Bruno Cunha 2018
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