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Fevereiro: os restaurantes por onde andámos este mês

Por Mariana Correia de Barros
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No dia em que se fina o mês de Fevereiro do ano da graça de 2017, recapitulamos as principais notícias que demos sobre a gastronomia lisboeta nos últimos 28 dias. Por outras palavras, estes são os sítios que mais entusiasmaram os jornalistas de Comer & Beber este mês.

Fevereiro foi curto em termos de dias, mas teve forte ondulação no que aos restaurantes diz respeito. Houve algumas aberturas de sítios com nomes mais sonantes – daqueles que respondem bem à eterna questão “diz-me aí um sítio novo e giro para ir jantar” –, avistamentos de projectos grandes que devem estar prestes a conhecer a luz do dia – falo do Beco Cabaret Gourmet, dentro do Bairro do Avillez, que o próprio chef divulgou no Instagram, e do Leopold, do chef Tiago Feio, no Palácio Belmonte –, e o anúncio de novidades importantes, caso do futuro restaurante de cozinha tradicional com toques da autor da chef Justa Nobre, a inaugurar em Abril na Ajuda.

Tapisco

Se os seus olhos brilharam ao ler “sítio novo e giro”, temos duas palavras para si: Tapisco e Infame. O primeiro é o esperado restaurante de Henrique Sá Pessoa, parte do grupo Multifood, que mistura tapas e petiscos de inspiração ibérica. Há gambas al ajillo, lombos de atum com emulsão de pinhões e paellas negras (na fotografia), há um bar de vermutes e um enorme balcão com bancos altos para quem gosta de assistir à agitação dentro de uma cozinha (Rua Dom Pedro V, 81). O segundo chama-se Infame, fica no novíssimo 1908 Lisboa Hotel, em pleno Largo do Intendente, e tem à frente o chef Nuno Bandeira de Lima, ex-The Insólito. A carta segue uma das tendências actuais na cozinha, a gastronomia portuguesa com influências asiáticas, e sustenta-se na multiculturalidade da zona e respectivos mercados, de onde vêm muitos dos produtos usados. Prove as barrigas de atum com sweet chilli, as pastas de arroz com beringela roxa ou o caldo de rabo de boi com noodles de arroz e pak choi (1908 Lisboa Hotel, Largo do Intendente, 6).

Duplex

Outra novidade para também ficar de olho é o RIB Beef & Wine (Pousada de Lisboa, Praça do Comércio 31-34). Tem assinatura do chef Rui Martins, eleito Cozinheiro do Ano em 2016, que veio do Porto para se instalar no lugar do Lisboeta, dentro da Pousada de Lisboa. A ementa é construída à volta da carne, com 10 cortes diferentes e vários acompanhamentos.  Ainda nas novidades de grandes restaurantes, o Duplex (Rua Nova do Carvalho, 58-60) reabriu com nova chefia aos comandos. A cozinha passou para as mãos de Alberto Oliveira, antigo braço direito de Nuno Bergonse, que seguiu a linha de gastronomia mais contemporânea da casa e deu ao andar de baixo uma carta de petiscos. Ou seja, onde antes apenas se bebia, agora também se trincam ostras da ria, polentas com parmesão e ervas ou dim sums. 

Para um estilo de cozinha diferente abriu em Campo de Ourique o La Reserve 8 (Rua 4 de Infantaria, 8), de uma brasileira com ascendência libanesa e seguidora da cozinha francesa. O menu está assentem dois trios: 1) tapiocas, omeletas e tartines; 2) coelho confitado, salmão fumado e presunto ibérico. Tudo misturado com outros ingredientes dá origem a um óptimo sítio para almoços. 

Alcôa

Para encher a despensa, abriu a Mercearia Poço dos Negros (Rua Poço dos Negros, 97-99), que presta homenagem ao país inteiro. Tem manteigas frescas de vaca e de cabra, enchidos de porco preto do Alentejo, doces artesanais, frutos secos desidratados e por aí fora. É passar e levar um espaço na mochila.  E porque as sobremesas devem ficar para o fim, fica também para remate final a esperada notícia da Alcôa (Rua Garrett, 37-39), peso-pesado da doçaria de Alcobaça, que veio instalar-se em grande na antiga Casa da Sorte do Chiado. Trouxe mimos de freira, pudins de São Bernardo, queijinhos do céu, castanhas e ovos e as incontornáveis cornucópias, recheadas um belíssimo doce de ovos. Não esquecer que há também um excelente pastel de nata, vencedor do famoso concurso em 2014. 

 

O melhor: antevêem-se semanas de grandes aberturas. É estar atento

O pior: ainda a espera por outras grandes aberturas. 

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