As ruas com nomes mais estranhos em Lisboa

Há nomes que não lembram nem ao diabo. Descubra a história por detrás das ruas com nomes mais estranhos em Lisboa.
Pichas Murchas
Por Luís Leal Miranda |
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Todas as cidades têm uma Rua Direita, uma Almirante Reis ou uma 5 de Outubro. Mas uma Triste Feia, por exemplo, só nós. Já oara não falar no Jardim das Pichas Murchas que tantas fotografias arranca de quem por ali passa. Mas afinal quem é que se lembrou de nomes assim? O que significam eles? Confesse que já pensou nisso várias vezes. Não dê mais voltas à cabeça, estamos cá para o ajudar. Gostava de descobrir a história por detrás das ruas com os nomes mais estranhos em Lisboa? Então tome nota.

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As ruas com nomes mais estranhos em Lisboa

Escadinhas da Porta do Carro

Escadinhas da Porta do Carro

Este intrigante lanço de escadas liga a Rua de São Lázaro à Travessa do Hospital e desemboca na entrada do Hospital de São José que dá actualmente acesso directo às Urgências. Esta entrada tem o nome de Porta do Carro.

Placa Jardim das pichas murchas
Fotografia: Ana Luzia

Jardim das Pichas Murchas

Não é um jardim e não tem nada de murcho ou que possa murchar. Mas em tempos este pequeno largo na Rua de São Tomé, perto do Castelo, juntava a terceira idade do bairro em plena contemplação. Ora um calceteiro, de seu nome Carlos Vinagre, começou a chamar aquele sítio o jardim das pichas murchas, dada a quantidade de sistemas reprodutores ociosos que se sentavam naqueles bancos. O nome pegou, e nem mesmo uma tentativa da junta de mudar o nome demoveu os populares da zona que defenderam sempre este topónimo.

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Triste Feia

A Triste-Feia

Curiosidade: não é uma rua, nem uma travessa, nem uma avenida. É só a Triste Feia. O topónimo mais miserável de Lisboa fica em Alcântara, entre a Rua Costa e a Rua Maria Pia, por detrás da estação Alcântara-Terra. A origem do nome não é muito clara, mas deve-se a uma mulher triste, e por isso feia; ou feia, e por isso triste.

Outras ruas

Rua dos Bacalhoeiros Campo das Cebolas
ManuelManso
Coisas para fazer

12 paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

Há um novo espaço verde na cidade e a rua, em plena Baixa, agora pedonal começa a ganhar uma vida perdida há muitos anos. Os novos inquilinos quase moram lado a lado: os éclaires da L’Éclair, e os pratos de João Sá, e pelo meio ainda vai chegar o Basílio, o primo da Amélia e do Nicolau (espera-se mais um café instagramável). Isto sem falar do peso pesado que é a cantina de José Avillez. A Rua dos Bacalhoeiros é cada vez mais um local para comprar, para comer e para passear. Estas são as 12 paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros. 

Mercado de Campo de Ourique - Sala 2
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua Coelho da Rocha

Que bem que se está no Campo, principalmente se tiver paciência para procurar lugar para estacionar. Será recompensado. Na Rua Coelho da Rocha estão alguns dos melhores restaurantes de Campo de Ourique, que por si só já é um dos bairros onde se come melhor em Lisboa. Claro que tudo isto é discutível, mas não vamos discutir de estômago vazio. Da cozinha japonesa ao café saudável da moda, há para todos os gostos – e todos os heterónimos – ou não fosse esta a rua de Fernando Pessoa. 

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quiosque jardim fernando pessa
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer, Caminhadas e passeios

O Melhor de Roma (a avenida)

Há um ditado que diz que “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, o que só vem provar que a nossa Roma, a avenida, é muito melhor do que a de Itália. Faz-se lindamente num dia, de uma ponta à outra, e ainda sobra tempo para parar em cada uma destas 10 capelinhas, sem pressas. Convenhamos: é uma via sacra bem mais agradável do que aquelas do Vaticano. Pode parar de procurar voos baratos na Easyjet para a capital italiana e vir connosco à descoberta do melhor de Roma (a avenida). 

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