Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Escapadinhas: sete sugestões de enoturismo no Alentejo

Escapadinhas: sete sugestões de enoturismo no Alentejo

Há quintas de enoturismo que valem uma viagem à região alentejana. Serra ou planície? Ajudamo-lo a escolher

Herdade do Esporão
©DR Herdade do Esporão
Por Ágata Xavier |
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É sobretudo na planície dourada (mais seca e quente), mas também nos declives das serras (mais húmidos) que crescem as vinhas alentejanas — e cada terroir garante um sabor distinto aos vinhos. Em Portalegre, por exemplo, as vinhas estão plantadas nas encostas graníticas da Serra de São Mamede, criando uma espécie de microclima que torna as temperaturas mais baixas que o habitual.

Dividida em oito principais sub-regiões vinícolas — Borba, Évora, Moura, Redondo, Granja/Amareleja, Portalegre, Reguengos e Vidigueira — a vinicultura no Alentejo esteve até tarde em segundo plano, por causa da produção de cereais, tendo apenas começado a desenvolver-se nos anos 50 do século passado. Com a região a ser demarcada em 1988, o Alentejo tornou-se numa das zonas mais ricas e interessantes em enoturismo. Conheça as nossas sugestões de enoturismo no Alentejo.

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Vá dar uma volta ao Alentejo

1
Torre de Palma Wine Hotel
©DR
Hotéis

Torre de Palma

Sendo o Torre de Palma um wine hotel não podiam faltar experiências ligadas ao vinho. A começar pela adega inaugurada em 2016, com lagares de pedra e zona de vinificação a cargo do enólogo Duarte de Deus, preparada para receber visitas e provas diárias de vinhos tintos, brancos ou de monocastas em barricas. Estes vinhos privilegiam as castas Aragonez, Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Tinta Miúda ou Antão Vaz, Arinto e Alvarinho.

2
Herdade do Mouchão
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Atracções, Quintas

Herdade do Mouchão

Diz que é a única adega da região a manter o sistema antigo de fermentação, em lagares
 com pisa a pé, para os seus vinhos tintos. Os descendentes de Thomas Reynolds, que comprou a quinta no século XIX, além de vinho, também fazem mel e azeite e costumam andar atarefados na altura das vindimas a receber os curiosos.

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3
Herdade do Esporão
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Atracções, Quintas

Herdade do Esporão

O programa “Viver o Alentejo” começa cedo, pelas 10.00, com um café no alpendre que fica junto à vinha. Segue-se um passeio e depois passa-se da observação à acção com a vindima a decorrer até às 12.30. Visita-se a adega, onde se provam dois vinhos biológicos do Esporão, e segue-se para um menu de cinco momentos emparelhados com quatro vinhos. Pode repetir até 30 de Setembro, excepto aos domingos e segundas, por 110€.

4
Adega Mayor
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Atracções, Quintas

Adega Mayor

icon-location-pin Grande Lisboa

Sempre que uma criança disser “mais grande” pode corrigi-la com a palavra maior. Se for um millennial desinformado com mais de 18 anos, sugira Mayor,
 a casa vinícola que Rui Nabeiro ergueu junto a Espanha e que organiza dias de vindima abertos até 30 de Setembro. Além do passeio, da visita à adega com projecto de Siza Vieira, da apanha e de uma prova, inclui um almoço com harmonização de vinhos (60€).

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5
Adega da Cartuxa
©DR
Atracções, Quintas

Adega da Cartuxa

icon-location-pin Grande Lisboa

Passou pelas mãos de padres jesuítas, depois pelo Estado (após a extinção das ordens religiosas pelo Marquês de Pombal), até ser comprada pela família Eugénio de Almeida. A adega da Cartuxa funciona como um imenso lagar e é lá que se provam vinhos e azeites todos os dias entre as 10.00 e as 19.00.

6
Adega José de Sousa
©DR
Atracções, Quintas

Adega José de Sousa

Está equipada com 114 talhas de barro, um método de fermentação que vem da época romana, e 44 tanques de inox, típicos da era moderna. As provas podem ser de três, quatro ou cinco vinhos (7€, 7,50€ e 11,50€) e acompanhadas por iguarias regionais.

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Mais sugestões de enoturismo

Quinta da Alorna
©DR
Coisas para fazer

Enoturismo: 13 coisas para fazer em Lisboa

Com uma área demarcada que se estende de Colares à Lourinhã, a região de Lisboa produz os mais variados vinhos, fruto dos diferentes tipos de clima, solos e castas. Fortemente influenciada pelo Atlântico, esta zona que se estende por 40 quilómetros foi delineada em 1993 como Extremadura, ganhando, mais tarde, o nome de Vinho Regional de Lisboa e é actualmente formada por nove denominações de origem. São elas: Colares, Carcavelos, Bucelas, Arruda, Torres Vedras, Alenquer, Lourinhã, Óbidos e Encostas d'Aire. Sugerimos uma viagem pelos enoturismos da região, sem esquecer três experiências ligadas ao vinho: onde beber vinhos naturais em Lisboa, dormir num hotel da zona Oeste e folhear o recém-lançado Guia de Enoturismo
 de Torres Vedras
 e Alenquer (as duas cidades “Cidade do Vinho 2018”).  

Casa Museu José Maria da Fonseca
Fotografia: Arlindo Camacho
Viagens

Nove sugestões de enoturismo na Península de Setúbal

O que era visto como trabalho é agora motivo de romaria pelo país: as vindimas. Com data incerta (tanto podem começar em meados de Agosto como prolongar-se até Outubro), a técnica de podar as uvas, acartá-las em cestos (ou em recipientes mais modernos), deixá-las no lagar para serem pisadas numa amena cavaqueira que pinta as pernas de roxo — até se separar o vinho do mosto —, armazenar o líquido em barricas ou bacias de inox, esperando que o tempo trabalhe depressa e bem, é um ritual que está ao alcance de todos. São vários os enoturismos, adegas ou produções vinícolas com programas que permitem acompanhar o nascer do vinho desde o cacho até à garrafa. Para quem não quiser ginasticar as pernas, há soluções mais tranquilas como provas de vinho, visitas a adegas ou a tranquilidade da vinoterapia. 

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