José Filipe Rebelo Pinto: “O Out Jazz dá a conhecer Lisboa através da música”

Falámos com o fundador do Out Jazz, José Filipe Rebelo Pinto, que continua a levar a música até aos jardins da cidade
José Filipe Rebelo Pinto
ANA LUZIA José Filipe Rebelo Pinto
Por Francisca Dias Real |
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O Somersby Out Jazz arranca já este fim-de-semana, com edições especiais durante os sábados de Maio no Parque da Bela Vista.

Passaram 12 anos, e o Out Jazz continua a fazer dos domingos dias santos ao levar a música e o convívio aos jardins e parques da cidade – Maio começa no Jardim da Torre de Belém, seguindo-se Junho no Keil do Amaral, em Monsanto, Julho no Parque Eduardo VII, Agosto no Jardim da Estrela e Setembro no Jardim do Campo Grande.

Falámos com José Filipe Rebelo Pinto, o fundador do evento, que continua, ano após ano, a dar pretextos para passar as tardes domingueiras ao sol, espojados na relva, com música e refrescos (sem palhinhas, atenção).

Três perguntas a José Filipe Rebelo Pinto

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São 12 anos a fazer isto, já é um atestado de boa saúde ao Out Jazz. Como é que de ano para ano se conseguem reinventar e continuar a fazer parte das rotinas de Verão dos lisboetas?

Doze anos depois o Somersby Out Jazz é uma marca consolidada que respira boa saúde, sim. O Out Jazz é fruto de uma paixão grande tanto pela cidade de Lisboa como pela música em geral. O budget angariado em termos de patrocínios define um pouco o que poderemos “reinventar” de ano para ano, mas a nossa ideia é dar a conhecer a cidade de Lisboa através da música. O facto de ser gratuito, contar com excelentes projectos musicais e com os melhores jardins da cidade de Lisboa, faz com que o Somersby Out Jazz seja um enorme sucesso.   

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Camera

Este ano aderiram ao Movimento Claro (sem palhinhas), já tinham os copos reutilizáveis... A preocupação com o ambiente começou a pesar nas vossas decisões?

O facto do Somersby Out Jazz ser nos jardins públicos da cidade de Lisboa faz com que haja uma preocupação com os espaços verdes e com o ambiente em geral. O evento cresceu significativamente e hoje tem um público estimado de cerca de 80.000 espectadores por cada edição. Somos uma marca forte e com grande responsabilidade a nível de preservação  ambiental. Este ano pretendemos reduzir ainda mais o consumo de plástico através de parcerias com o Movimento Claro e Recup, e mantivemos a parceria com a Biataki, os cinzeiros portáteis. No futuro, e dependentemente do budget, queremos chegar ainda mais longe nas acções de consciência e preservação ambiental.

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Lisboa tem uma oferta cultural que não acaba, e depois do Out Jazz começaram a acontecer outros eventos também em jardins e em zonas menos exploradas da cidade. Acham que o Out Jazz acabou por ser pioneiro neste aspecto?

Penso que o Out Jazz foi pioneiro no conceito e na dinamização dos espaços verdes da cidade. Recordo-me de ver jardins lindos completamente vazios e sem qualquer dinâmica. Num fim-de-semana de Verão ainda era possível encontrar o jardim completamente vazio, e a parceria com a CML foi fundamental para que o Out Jazz possa estar de pé após 12 anos. Houve várias intervenções por parte da câmara em espaços verdes e hoje vemos os jardins com uma dinâmica totalmente diferente.

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