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Miradouro Panorâmico do Monsanto
©Francisco Santos

Os lugares abandonados que precisa de conhecer

Mais ou menos intactos, estes são os lugares abandonados que precisa de conhecer

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Tiago Neto
e
Raquel Dias da Silva
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É parte do folclore da humanidade, o abandono. O servir de um propósito que se torna obsoleto ou que, por outras razões, deixa de ser necessário. Mas para trás fica sempre um legado, a ideia de uma ou mais vidas que por lá se viveram. Os lugares abandonados despertam um misto de curiosidade e de fascínio, mesmo que a história do local seja conhecida, e é quase inevitável não nos fazer partir à aventura, explorando recantos e tentando reconstruir um pedaço do que se perdeu no tempo. Bom, as selfies também servem de razão para muitos, não há cá rodeios. Seja qual for o motivo, o que importa é sair de casa e aventurar-se nestes lugares abandonados que precisa de conhecer.

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Os lugares abandonados que precisa de conhecer

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O agora miradouro de Lisboa tem quase meio século. Foi restaurante de luxo, bingo, discoteca, edifício de escritórios e armazém. Agora, este ovni desenhado pelo arquitecto Chaves da Costa tem uma nova vida – uma vida bem mais pacata: faz de miradouro, aquela que
 foi sempre a sua vocação secundária. A vista de 360º para toda a cidade e a localização privilegiada, no Alto da Serafina, fazem deste prédio devoluto o melhor sítio para ver as vistas em Monsanto. Mas não só. A arte urbana também é motivo de visita. 

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Datada do final do século XIX e princípio do século XX, a Bataria da Raposeira – integrada no agora extinto Regimento de Artilharia de Costa – era um dos oito pontos estratégicos de defesa da linha de costa que se estendia de Almada a Setúbal. Desactivada desde a década de 90, foi nesta estrutura militar na Trafaria que se realizaram as primeiras experiências com a Telegrafia Sem Fios (TSF) em Portugal, em 1901. O complexo está hoje totalmente abandonado, embora o armamento pesado se mantenha firme, cimentado no chão. Relativamente perto encontra-se o forte de Alpena, com vista sobre a Arriba Fóssil da Costa da Caparica e não só. 

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  • Alcântara

Não é propriamente secreta a localização deste palácio – também conhecido como Quinta das Águias – já que, em 2019, até esteve à venda numa imobiliária. Se chegou a ser vendido, não se sabe. O imóvel, classificado como de Interesse Público, data de 1713 e foi passando por várias mãos até ao abandono definitivo, há mais de meio século. No interior merecem especial referência a capela, datada de 1748, a porta do átrio e várias salas com tectos de estuque branco relevado além da azulejaria, que infelizmente tem sido arrancada peça a peça.

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Tal como a Bataria da Raposeira, a de Outão encaixa no Regimento de Artilharia de Costa da divisão Sul. Localizada em plena Serra da Arrábida, o objectivo do complexo era defender a foz do Sado. Lá dentro, ainda é possível ver os três canhões Vickers de 152mm, visitar o Forte e explorar toda a parte subterrânea do complexo onde eram guardadas as munições. Aproveite a visita e fique para o pôr-do-sol.

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A ordem de fecho veio do Ministério da Educação em 2010, justificada pela passagem do TGV, que nunca chegou a passar ali. Na Secundária Afonso Domingues, os alunos deram lugar ao nada: mesas, cadeiras, quadros e material degradado estão espalhados pelo edifício e as paredes vandalizadas. Mas por mais triste que a história seja, o encanto da visita permanece intacto. 

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O Hospital de Arroios encontra-se na Praça do Chile, no princípio daquilo que, em tempos idos, se chamava a Estrada de Sacavém. Erguido em 1705, foi um importante convento do colégio dos jesuítas missionários da Índia, resistiu ao terramoto de 1755 e está de portas fechadas, ao deus-dará, há mais de 25 anos.

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