Collectors Marvila: o novo armazém onde a arte e o design se encontram

Depois da Vintage Department, a aventura ganha outras dimensões. Mais precisamente um armazém de 3000 m² em Marvila.
Photographer
@Luís Ferraz
Por Francisca Dias Real |
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A necessidade de espaço era muita, e a vontade de ter algo fora do circuito habitual de compras em Lisboa era ainda maior. Emily Tomé e Alma Mollemans encontraram em Marvila o local perfeito para abrir o Collectors, um armazém de 3000 m2 que reúne mais de dez marcas, estúdios e ateliês. Tudo a acontecer no bairro da moda (e se bem se recorda, o nosso bairro do ano).

Emily e Alma não são novos nestas andanças. Antes de se atirarem ao Collectors, já tinham solidificado, e bem, a Vintage Department, a loja com poiso no Príncipe Real, na Comporta e no Porto. Agora, o projecto é outro e bem mais ambicioso. “O Collectors é o próximo passo depois da Vintage Department. Queríamos ampliar a gama de produtos que oferecemos”, explica-nos Alma.

Neste armazém, que outrora foi uma fábrica de produtos alimentares e no futuro - ainda que longínquo - será um condomínio de luxo, há espaço para a criatividade e para o negócio, porque na verdade não há limites para o que pode acontecer por aqui. “Já não é apenas sobre o vintage, aqui começa a ser mais sobre arte, design, produtos exclusivos e é sobre um espaço onde tudo se junta e é criado. Temos estúdios de artistas e áreas de trabalho criativas onde parte dos 'produtos' que oferecemos também são criados”, acrescenta.

O Collectors assume assim uma dinâmica diferente, que foge ao tradicional e amplia o leque de peças de design e móveis retro para se assumir como um espaço cultural, onde futuramente estão planeados concertos, cinema, dias abertos, lojas pop up e onde já está instalada a foodtruck Ilegítimo, que serve almoços à base de hambúrgueres caseiros e bowls bem recheados, tudo feito artesanalmente.

“Para mim, o nosso espaço em Marvila é um lugar para vir e olhar para coisas incomuns e únicas, que não encontra noutros lugares”, diz Alma. “A ideia é que seja um pouco como um armário cheio de curiosidades, onde as pessoas encontram surpresas e coisas novas sempre que vêm aqui.”

Rua Pereira Henriques, 6 (Marvila). Seg-Dom 11.00-20.00.

As marcas, estúdios e ateliês

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Camera

Joana Astolfi

De certeza que já entrou em restaurantes e lojas em Lisboa onde não faz ideia de quem foi a mente criativa escondida atrás daquela decoração incrível, pois bem a designer e arquitecta Joana Astolfi poderá ter sido a culpada. Montras, instalações, enfim, verdadeiras histórias visuais contadas através da decoração, e agora pode socorrer-se do Studio Astolfi para soluções como esta, uma vez que estúdio e oficina já estão instalados no Collectors.

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Camera

UTIL

A Util é uma marca de mobiliário útil, sem grandes manias e onde impera a simplicidade aliada ao pragmatismo. Os objectos são produzidos em Portugal, e o espaço que a marca tem na Collectors acaba por ser uma espécie de showroom dos produtos, sendo o único espaço em Lisboa onde é possível ver todos os produtos da marca em exposição incluindo alguns protótipos iniciais.

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Camera

Barbudo Aborrecido

O amor por macramé não acaba nunca. Vasco Águas, responsável pelo Barbudo Aborrecido, transforma cordões de algodão ou lã em verdadeiras obras de arte, juntado-lhe muitas vezes outros materiais. O seu ateliê está no primeiro piso do Collectors e é lá que deve subir para fazer encomendas personalizadas ou ter uma amostra dos painéis de macramé e tecelagem e hangers de plantas que Vasco vai fazendo. No futuro, haverá workshops, por isso esteja atento.

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Camera

Yellow Korner

Alexandre de Metz e Paul-Antoine Briat juntaram-se em 2006 para criar o projecto francês Yellow Korner, que é nada mais nada menos que um projecto que pretende democratizar a fotografia e torná-la acessível a todos. A Yellow Korner representa mais de 200 fotógrafos e quer tornar-se numa plataforma de contacto entre o público e os artistas, aumentando a produção limitada para poder baixar o preço de venda.

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5
Camera

Babled Design

Já lhe falámos aqui de Emmanuel Babled e do seu estúdio e espaço de co-work na Rua da Madalena. No Collectors, o artista tem disponíveis alguns dos seus trabalhos em cortiça, mármore de Carrara ou lava do Etna.

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Camera

Banema

A Banema nasceu no Porto e veio responder às necessiades dos arquitectos e designers de interiores. Instalaram-se no primeiro white cube do armazém para reproduzir o conceito, e onde pode encontrar uma espécie de biblioteca de materiais onde a inspiração e a criatividade se unem e onde as áreas técnicas e criativas se encontram para criar projectos de arquitectura e design.

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Camera

Diane Giraud

Diane chegou a trabalhar nos ateliês de Alexander McQueen, Boudicca and Giles Deacon, depois de ter descoberto o seu talento para o design de moda. Dez anos depois de Direito Comercial, pintura, história de arte, moda — área onde trabalhou largos anos — Diana dedica-se agora à prática artística, sobretudo a instalações, escultura e poesia. Installation é o nome do seu último trabalho, exposto no Collectors, que combina telas compostas por fragmentos de livros queimados, cinza e fita transparente com uma paisagem sonora, chamada Time Does Not Exist, criada por Aurélien Rivière.

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Camera

Mid Mod

Aqui começamos a entrar no campo do vintage. Com a Mid Mod pode encontrar clássicos originais, cuidadosamente restauradas, desde mobiliário a iluminação, das épocas Bauhaus, Streamline, Mid-Century Modern, Space Age e Modernista. Se precisar, a empresa também presta consultoria em design de interiores e iluminação.

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Camera

Yen Sung

Foi das primeiras DJs mulheres em Portugal e uma cara habitual no Lux. É no Collectors que agora monta o seu escritório e showroom da Curry, o projecto paralelo onde homenageia Moçambique, o seu país de origem, com quimonos e tote bags feitos à mão a partir dos famosos tecidos africanos, as capulanas.

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Fotografia: Francisco Santos
Compras

Roteiro vintage em Lisboa

Já lá vai o tempo em que os lisboetas ficavam de pé atrás com a segunda mão. A moda do vintage chegou, viu e venceu — e não quer arredar pé da cidade. No armário, em todas as divisões da casa, no cabelo, no prato e na ponta do pé, o vintage tem sido adoptado de forma mais ou menos radical e pode aparecer sob a forma de bagatela ou de artigo de luxo — veja-se os carros. Escolha a década do século passado que faz mais o seu género e procure-a neste roteiro vintage em Lisboa. Vai encontrar muitos tesourinhos (e nada deprimentes).   

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centro de marvila, Praça David Leandro da Silva,
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