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pais e filhos
Fotografia: Fernanda Greppe

De mim para ti: artigos em segunda mão para pais e filhos

Como aplicar a política dos 4 R’s à puericultura e à moda materna e infantil? Estes projectos com artigos em segunda mão explicam-lhe.

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Escrito por
Raquel Dias da Silva
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A economia circular baseia-se na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de energia e materiais. No fundo, substitui o conceito de “final de vida útil” da economia linear e, no que à moda diz respeito, contraria o impacto negativo provocado pela indústria têxtil. Mas como? Bem, através da venda e compra de artigos em segunda mão, por exemplo. Ao dar-lhes uma segunda ou terceira vida estamos a combater o consumismo e a salvar o planeta. Se não acredita, não se preocupe: estes cinco projectos que reunimos explicam-lhe tudo.

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Projectos em segunda mão para pais e filhos

Mom to Mom
Mom to Mom

1. Mom to Mom

Reduzir, reutilizar, reciclar e reparar. Eis as palavras-chave da Mom-to-Mom, o negócio de Susana Cunha Trindade, que não é mãe, mas está atenta aos desafios das gestantes, nomeadamente às mudanças físicas, do aumento de peso às novas formas de silhueta. “Depois de o bebé nascer, a maior parte das peças acaba por ficar esquecida numa gaveta, a ganhar pó e a ocupar espaço”, alerta a empreendedora, que promove a economia circular e a reutilização têxtil através da venda de peças em segunda mão e do reembolso pelo tempo não usado. A proposta é simples. Se comprar peças da Mom-to-Mom, quer para grávida quer para bebés e crianças até aos três anos, terá a oportunidade de ser reembolsado pelo tempo não usado. Numa peça de 20€, se usar apenas três meses, receberá 8€. A partir de cinco meses e até um ano, a taxa de devolução é de dez por cento.

Matilde Magalhães até pode ser a mais velha de seis irmãos, mas com apenas 16 anos apresentou este projecto sustentável e solidário, que convida à doação de roupa de bebés até aos três anos, que – depois de serem analisadas e lavadas por uma equipa de voluntários igualmente jovens – seguem para famílias necessitadas, na zona de Cascais e Grande Lisboa. Se já está com vontade de doar as peças todas dos seus rebentos que guardou numa gaveta cheia de pó enquanto eles não paravam de crescer, basta enviar uma mensagem de Instagram. A alternativa é tornar-se voluntário ou convencer o adolescente mais próximo a fazê-lo por si: o formulário está aqui.

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A ideia partiu da apresentadora Carolina Patrocínio, mãe de quatro, mas foi a start-up Book in Loop, dedicada à reutilização de livros escolares, que a pôs em prática. Trata-se de uma plataforma de economia circular, especializada em artigos de puericultura, que promete reduzir 80% das despesas das famílias com equipamentos de bebés. Para vender, basta registar-se, tirar duas fotografias e preencher um formulário. Os empreendedores responsáveis pelo projecto garantem que, no máximo em 12 horas, respondem com a primeira avaliação do produto. Caso obtenham ‘luz verde’, as famílias podem entregá-los numa das 78 lojas Continente aderentes ou escolher a opção de recolha ao domicílio. Em Fevereiro, além de vender, também poderá comprar mais barato.

  • Miúdos
  • Parque das Nações

Um clássico para quem se preocupa tanto com o bem-estar do planeta como com a conta bancária. Como o próprio nome sugere, serve para vender ou comprar artigos de criança em segunda mão, mas não só. Atrás do balcão das lojas Kid to Kid (são mais de uma dúzia em todo o país), há uma série de cabides vazios para receber os produtos, desde roupa pré-mamã até equipamentos de puericultura, que muitos pais deixam ficar para revenda em troca de dinheiro ou descontos. Cereja no topo deste bolo sustentável: é possível fazer doações de bens a instituições de caridade sem nenhum esforço extra.

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Estima-se que um bebé, em média, cresça cerca de oito tamanhos nos primeiros dois anos de vida, pelo que a necessidade contínua de roupas novas, e as consequentes despesas para os pais, exigem um consumo constante de recursos e de energia para as confeccionar, havendo a inevitável necessidade de se desfazerem de roupas que já não usam. Felizmente, existem formas que permitem que alguns artigos de bebé e criança tenham novo uso, como esta marca europeia, criada na cidade do Porto, que compra e paga a pronto, os melhores artigos de criança, desde vestuário, calçado e brinquedos até puericultura leve e puericultura pesada.

Outros projectos a não perder

  • Coisas para fazer

Como será Lisboa dentro de uma década? Partimos desta pergunta para reunir os projectos que vão marcar a paisagem da cidade e até a forma como os alfacinhas a vivem. E quando perguntamos a Patrícia Barbas sobre o que gostaria de encontrar na Lisboa 2030, a arquitecta sintetiza tudo em três palavras: “Uma cidade mais justa.”

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