Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores vinhos que provámos nos últimos tempos

Os melhores vinhos que provámos nos últimos tempos

Estes são os vinhos provados e aprovados por Mariana Lopes, Wine Mariana para os amigos e seguidores de Instagram.

Photograph: Shutterstock
Por Mariana Lopes |
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A escolha de uma garrafa de vinho para um almoço de família ou jantarada de amigos pode tornar-se um verdadeiro quebra-cabeças para os menos entendidos neste mundo, tal a imensidão de marcas e tipos de vinhos que encontramos à venda no mercado. Mariana Lopes, crítica de vinhos (@winemariana no Instagram), apresenta-nos todas as semanas tintos, brancos, verdes ou rosés novos ou antigos, desmistifica castas e explica notas. São poções mágicas e, como tal, cada uma serve um propósito. Aceite as dicas e escolha o vinho que vai levar para impressionar no próximo jantar. Estes foram os melhores vinhos que provámos nos últimos tempos

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Os melhores vinhos que provámos nos últimos tempos

Poção Mágica - Rocim Branco 2018

Rocim Branco 2018

Regional Alentejano 

O vinho que trago esta semana é um branco alentejano, mas o Alentejo é tão vasto e diverso que origina vinhos bem distintos. Cada uma das sub-regiões alentejanas (Borba, Évora, Granja-Am releja, Moura, Portalegre, Redondo, Reguengos e Vidigueira) tem características muito próprias. Na verdade, além da variedade de climas e castas, esta é a região com mais solos diferentes do país,com terrenos de xisto, granito, calhau rolado, areias, calcários e argilas. O Rocim branco 2018 nasce na Vidigueira, na Herdade do Rocim. Sendo claramente Alentejo, a Vidigueira usufrui de um clima relativamente temperado, com a humidade atlântica a ser retida pela Serra de Portel nas noites de Verão. Assim, as uvas beneficiam desta frescura nocturna que, combinada com solos de granito e xisto, produz vinhos frescos e elegantes. Este branco é um perfeito exemplo disso. Feito com as castas Antão Vaz (a uva rainha da sub-região), Arinto e Viosinho, é muito mineral e cítrico e tem um equilíbrio fantástico. Uma escolha infalível.

 

Preço: 8,50€

Poção Mágica - Quinta da Boa Esperança Rosé 2018

Quinta da Boa Esperança Rosé

Regional Lisboa 

A Lisboa onde é produzido este rosé, não é a Lisboa convencional. A Quinta da Boa Esperança é um pequeno paraíso situado na Zibreira, Torres Novas, a 20 km do oceano e entre este e a Serra de Montejunto, numa zona campestre bem longe do bulício da cidade. O mar não se vê dali, mas nos solos argilo-calcários da propriedade há vestígios de algas. Esta Lisboa é do mar e da terra, e isso reflecte-se nos seus vinhos.
A Quinta da Boa Esperança tem 10 hectares de vinha, numa encosta com exposição tão ampla que o sol toca quase todos os seus pontos, durante todo o dia. Debaixo de si, corre um lençol freático que vem de Torres Vedras e isso tem uma grande influência no perfil dos vinhos da casa, frescos e salinos, com óptima acidez. O rosé de 2018, feito com as castas Touriga Nacional, Castelão e Syrah, é óptimo para beber a solo ou para acompanhar uma refeição. Tem aroma de flores secas, alguma especiaria e um toque fumado, muita presença, bela estrutura ácida, com cereja e morango. Um rosé top.
Adenda: quem diz “tinto para os homens, rosé para as meninas”, tem um lugar especial reservado no Inferno.

 

Preço: 7,90€

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Poção Mágica - Ladeira da Santa Colheita Seleccionada tinto 2017

Ladeira da Santa Colheita Seleccionada tinto 2017

Dão

Uma das coisas mais importantes no momento de escolher um vinho, se não a mais importante, é a boa relação qualidade/preço. E se o estamos a eleger para acompanhar uma refeição, é essencial que tenha essa aptidão. O Ladeira da Santa Colheita Seleccionada tinto reúne tudo isso. Feito com as uvas Tinta Roriz e Touriga Nacional, sugere fruta silvestre muito pura e também aromas florestais como caruma e terra húmida. Bom para o dia-a-dia, mas com algo mais para não entediar, é leve mas com uma textura que revela essa tal capacidade para comida.
A empresa Ladeira da Santa é familiar, com 10 hectares de vinha em Tábua, no Dão, mas é também o “one man show” de João Cunha, um jovem de 31 anos que faz a enologia mas também trata da viticultura, da parte comercial, da rotulagem e, quando há tempo, do polimento da bicicleta, que é a menina dos seus olhos e que o faz enlamear-se ao fim-de-semana, no todo-o-terreno. Tudo começou como uma brincadeira e é como ele diz: “Brincar é a mais divertida das coisas sérias”. Mas, a brincar a brincar, este Colheita Seleccionada ganha concursos em prova cega e foi o vinho mais vendido, em Março, numa garrafeira de Lisboa.

 

Preço: 6€

Poção Mágica - Grand’Arte Alvarinho branco 2017

Grand’Arte Alvarinho branco 2017

Regional Lisboa 

Quando falamos da DFJ Vinhos, falamos de um colosso da região de Lisboa. Com uma produção de oito milhões de garrafas por ano, uma área de 200 hectares de vinha e duas adegas de grande dimensão, este produtor faz vinhos que são um sucesso comercial em Portugal e pelo mundo afora. José Neiva Correia, proprietário, gestor e enólogo, é um verdadeiro senhor do vinho português, com a audácia e jogo de cintura de quem já anda nisto há muito tempo. Talvez tenha sido essa experiência que o fez ser o primeiro a apostar a sério na casta Alvarinho em Lisboa, e o primeiro a plantá-la nesta região há mais de duas décadas. É mais óbvio associar a uva Alvarinho à região dos Vinhos Verdes, pois é original de uma das suas sub-regiões, Monção e Melgaço. Lá, onde o solo é granítico e as vinhas protegidas da influência atlântica pela cadeia montanhosa que rodeia o vale do Minho, os vinhos Alvarinho são mais exuberantes no perfume e minerais no sabor. O Alvarinho de Lisboa, por sua vez, cresce em terrenos argilo-calcários e, apesar de mais contido no aroma, a proximidade do mar dá-lhe uma grande frescura e carácter salino. É por isso que vos trago o Grand’Arte Alvarinho branco 2017, um vinho fresco, com aromas de limão, tangerina e flores discretas, e uma textura suave que teima em não sair da boca. 

 

Preço: 6€

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Poção Mágica - Zafirah Vinho Verde tinto 2017

Zafirah tinto 2017

Vinho Verde

A região dos Vinhos Verdes é aquela que muitas vezes vê o seu produto confundido com um tipo de vinho, quase como se existisse branco, tinto, rosé e verde. Isso é comum acontecer com marcas fortes, como a Gillette (que é uma lâmina), o Kispo (que é um casaco) ou o Tupperware (vulgarmente pronunciado como “tamparuere”, mas que é uma caixa). Apesar de ser apenas uma região, e uma Denominação de Origem, “Vinho Verde” é também isso, uma marca forte que ganhou popularidade pelos seus vinhos frescos e leves, numa época onde tal pouco existia noutras regiões de Portugal. Hoje, essa força é consolidada por isso, mas também pela qualidade e complexidade de vinhos muito ambiciosos. Este tinto Zafirah, criado pelo jovem enólogo Constantino Ramos, surgiu pela sua vontade de recuperar a fama antiga dos tintos de Monção. As suas vinhas têm mais de 70 anos, com as castas Alvarelhão, Borraçal, Pedral e Vinhão, todas “raras”, e têm uma particularidade curiosa: são vinhas em latada (ou ramada), aquelas que vulgarmente se vêem a cobrir pérgulas de granito ou de ferro, ou também sobre caminhos que dão a ideia de “túnel de vinha”. Um vinho onde frutos silvestres se conjugam com flores do campo e um toque de pimenta branca, muito elegante e leve. É fora da caixa, mas com qualidade, que já ninguém tem paciência para vinhos “diferentes” que cheiram mal e são vendidos a peso de ouro.

 

Preço: 10,50€

Poção Mágica - Azevedo Vinho Verde 2018

Azevedo Branco 2018

Vinho Verde

Depois de um Vinho Verde tinto, na semana passada, trago agora um Verde branco. A modernização da viticultura e da enologia em Portugal fez com que, nos últimos 20 anos, a qualidade passasse a ser transversal a todos os tipos de vinho, desde os mais simples, jovens e acessíveis aos mais ambiciosos, poderosos e dispendiosos. Isso significa que, hoje em dia, temos o privilégio de tirar um vinho da prateleira com uma grande probabilidade de ser um produto correcto, bem feito e agradável de beber, sem termos de vender um rim para o comprar. Para os Vinhos Verdes brancos, o caminho foi o mesmo: já lá vai o tempo em que vinho Verde significava vinho com gás, agora a conversa é outra.
A Quinta de Azevedo (lindíssima por sinal, com um solar e belos jardins), propriedade da célebre empresa Sogrape, fez, no final dos anos 80, parte de um conjunto de produtores que liderou uma revolução qualitativa na região.
Entretanto, tal como outros dos revolucionários, a marca cedeu à lógica do Verde mais comercial, mas regressou, recentemente, integralmente reformulada e com vontade de tornar a fazer história com brancos de nível superior, nos quais a expressão da casta e do local são prioridade. Este Azevedo branco 2018, de Loureiro e Alvarinho, lembra citrinos e flor erva-canária, é fresco e tem óptima acidez, cheio de garra. Porque gás é na coca-cola, meus amigos.

 

Preço: 4,50€

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Poção Mágica - Bone Dry tinto 2016

Bone Dry tinto 2016

Bairrada

Pedro Martin é o autor deste vinho mas antes de entrar neste mundo, por volta de 2011, foi manequim. Foi o primeiro português a desfilar para a marca de moda Armani e fez trabalhos importantes para a Hugo Boss, mas para ele nada se compara à magia da transformação das uvas em ouro líquido engarrafado. Foi assim que se tornou sommelier em restaurantes bem cool, muito ao estilo da sua postura descontraída e da sua personalidade, como o 100 Maneiras, do chef Ljubomir Stanisic, o Trincas, o The Decadente, o The Insólito ou o JNcQUOI. Em todos eles comandou as tropas. Agora divide o seu tempo entre o serviço do Praia no Parque e a sua empresa de venda e distribuição Martin Boutique Wines, cujo portefólio privilegia qualidade sobre quantidade e vinhos com carácter forte. Entretanto, lançou alguns em seu nome, do Dão e da Bairrada, sendo o último este Bone Dry, que se pode encontrar à venda em garrafeiras (como a Napoleão), e na loja online da MBW. No canto do rótulo lê-se “Dry to the bone”, seco até ao osso, porque, ao longo da sua carreira de sommelier, muitos clientes lhe pediram vinhos secos. Das castas Syrah, Baga, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional, invoca especiarias, um leve floral e notas de tabaco. É fresco e sim, seco. Mas apetecível, persistente, intenso, elegantemente grosseiro. A pedir para ser bebido.

Preço: 9,95€

Poção Mágica - Vidigueira Grande Escolha branco 2017

Vidigueira Grande Escolha branco 2017

Alentejo 

Feito de Antão Vaz, a casta bandeira da sub-região Vidigueira, e Perrum. Esta última é uma das que actualmente são raras, mas que, outrora, se encontrava por todo o Alentejo. Agora está a ser redescoberta, pois dá frescura e acidez, e um vinho que a contenha é, no mínimo, especial. O produtor, a Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito, é um perfeito exemplo de que devemos esquecer qualquer preconceito sobre adegas cooperativas.
Este vinho é para quem quer um branco de grande qualidade e excelente preço relativo. É para quem quer um branco mineral, muito fresco, com fruta branca mas sem exageros. É para quem quer um vinho com bela presença e equilíbrio, complexidade e uma entusiasmante pimenta final, a picar na língua. E é para quem quer um vinho que ganha com o tempo em que fica no copo, ao longo da refeição.

 

Preço: 7,99€

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Poção Mágica - Lobo Multicastas branco 2018

Lobo Multicastas branco 2018

Península de Setúbal 

Estamos em Junho e isso significa que está na hora. O calor diabólico que se tem sentido significa que está na hora. E a abertura da época balnear significa que, definitivamente, está na hora! E de quê? De falarmos de vinhos perfeitos para esta época do ano. O Lobo branco 2018, da Península de Setúbal e produzido pela Casa Agrícola Assis Lobo, é feito das castas Avesso, Trajadura e Chardonnay.
O aroma crepitante lembra sal do mar, com toque vegetal, e na boca é leve e muito equilibrado, de bela acidez, puxando alguma fruta branca no final e nunca deixando o carácter de maresia. Muito fun e com personalidade, tem leveza, qualidade e frescura de mãos dadas, mesmo aquele tipo de vinho que apetece a qualquer pessoa, se o momento for certo. Apetece à beira-mar, no terraço, na esplanada, como aperitivo, numa noite quente, numa noite fresca, no parque... bem, afinal todos os momentos são certos, porque só há uma regra imperativa no vinho: que ele nos saiba bem.

 

Preço: 4€

Os melhores restaurantes em Lisboa

Restaurantes

Os 149 melhores restaurantes em Lisboa

Os críticos da Time Out visitam os restaurantes anonimamente e pagam pelas suas refeições - o mesmo é dizer, como qualquer cliente – e, na melhor parte dos casos, repetem a visita antes de se pronunciar. Acresce que nenhum restaurante é criticado antes de cumprir três meses de porta aberta e, por princípio, nenhum é aclamado com cinco estrelas ou despachado com apenas uma sem que um segundo crítico subscreva essa avaliação. Há onze anos que a Time Out faz questão de repetir esta cartilha em tudo o que faz e de a respeitar sem cedências. O que é que isso vale? Ainda e sempre, é a si que cabe dizer. O que lhe podemos garantir é que todos os 149 restaurantes que encontra nesta lista foram visitados pela nossa equipa pelo menos uma vez e que resulta de uma escolha, subjectiva como se espera, mas criteriosa como se exige. Como de costume, a coisa valeu discussões e zangas. Mas lá chegámos a um consenso e estes são os restaurantes em Lisboa que tem mesmo de conhecer. 

Zé dos Cornos
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Os melhores restaurantes em Lisboa até dez euros

A cidade é cada vez mais dos turistas, dizem, mas ainda há sítios que se mantêm com toda a resiliência como cantinas diárias para o almoço dos lisboetas. Comer fora não tem de ser caro e na cidade existem verdadeiros achados entre alguns dos restaurantes baratos em Lisboa. Pense num prato rico, em comida saborosa e atendimento simpático – às vezes até familiar. Fazem-se literalmente negócios da China, da Índia, da Argentina, bem portugueses e outros completamente vegetarianos. Para encher a barriga sem esvaziar a carteira, este barato não lhe vai sair caro. Corremos a cidade em busca de pechinchas gastronómicas e encontramo-las: estes são os melhores restaurantes em Lisboa até dez euros. Ou menos.

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Restaurantes

Os melhores restaurantes em Lisboa com sala privada

É nas salas mais privadas de Lisboa que as famílias se podem reunir à hora de almoço, que se podem fechar negócios ou chamar os amigos para jantares mais ou menos ruidosos, com conversas mais ou menos delicadas sobre a vida. Abrimos-lhe as portas mais exclusivas dos restaurantes lisboetas e mostramos-lhe onde pode marcar mesa para refeições mais intimistas, sempre bem regadas e com boa comida, do pato à Pequim às massadas. Siga as nossas sugestões e faça dos melhores restaurantes em Lisboa com sala privada a sua sala de estar. 

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