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Souvenirs

Os dez piores e mais inúteis souvenirs de Lisboa

Nem imagina a quantidade de lembranças estranhas que se encontram em algumas lojas em Lisboa.

Por Nelma Viana
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Porta sim, porta sim no centro histórico da cidade, desde a Baixa até ao Castelo, passando pela Graça, Alfama e Mouraria, nascem lojas de souvenirs como cogumelos – muitas delas, lado a lado e em nada diferentes entre si. Lojas que apostam forte na contrafacção e venda desavergonhada de produtos de má qualidade tornados especiais com o selo “Lisboa”. Entre uma e outra loja, encontrámos lembranças da cidade que não lembram a ninguém. Inutilidades à parte, eis a lista dos dez piores que encontrámos na cidade.

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Os dez piores e mais inúteis souvenirs de Lisboa

Saco Bacalhau
Saco Bacalhau
©DR

1. Saco Bacalhau

Se há coisa a que o bacalhau se presta 
é à versatilidade. Além das mil e uma receitas, desde os pastéis e às pataniscas, da punheta à meia-desfeita, tudo o que
se lembrar que possa ser feito a partir de bacalhau, é quase certo que vai funcionar. Contrariamente a este saquinho de compras de serapilheira com a forma do animal, que sendo adorável e uma bonita homenagem à gastronomia portuguesa, é inquestionavelmente inútil, no sentido em que se conseguir enfiar lá dentro um papo-seco, já é uma sorte. Está a ver as clutches de cerimónia que obrigam a escolher entre o porta-moedas ou o telemóvel? É mais
 ou menos o mesmo com a agravante de a abertura ser ridiculamente pequena para o efeito. Compra-se na Rua do Grilo e custa 2,95€.

Natas Saleiros
Natas Saleiros
©DR

2. Empada de Nata

“Olha que giro, uma empada de loiça”, dissemos. “Não é uma empada, é um pastel de nata!”, corrigiu a dona da loja num tom meio desconfiado por não termos conseguido identificar o objecto. Onde alguns vêem uma ofensa nós preferimos ver uma peça de cerâmica versátil (7€) que por ser difícil de identificar pode servir vários propósitos, desde saleiro ou pimenteiro ou dispensador de canela para acrescentar, precisamente, ao pastel de nata. Como não quisemos ser injustos na apreciação, fizemos questão de lhe pegar e dar umas voltas à procura do mais pequeno sinal de um pastel de nata e no fim mantivemo-nos firmes na observação: é uma empada, mas se calhar apresentá-la como pastel de nata é capaz de ajudar a vender melhor.

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Íman Tuk-Tuk
Íman Tuk-Tuk
©DR

3. Íman Tuk-Tuk

Há que dizê-lo sem medo: os tuk-tuk foram uma das piores coisas que o
 boom do turismo trouxe a Lisboa. No irritómetro dos alfacinhas há outras entradas (as filas para comprar bilhete
no Metro, os eléctricos sempre à pinha, o barulho dos trolleys a rolar na calçada) mas nada, nada bate a praga de carripanas motorizadas que ocupam a cidade como se fosse tudo delas. Vai daí, se quiser pôr mais achas na fogueira do ódio lisboeta, este exemplar que mistura uma tentativa tosca de um padrão de azulejo com um tuk-tuk ao centro representa tudo o que está errado na cidade, mas no fundo é só mais um íman horroroso para acrescentar ao frigorífico lá de casa. Custa 2€ e existe em toda a santa loja de souvenirs.

Caneca Espanha
Caneca Espanha
©DR

4. Caneca de Espanha

Para aquele amigo estrangeiro que insiste no clássico “Portugal? Isso é em Espanha, não é?”, nada melhor do que dar-lhe a provar um bocadinho do seu próprio veneno com esta magnífica caneca de loiça (5€) que prova que isto dos países e da identidade cultural não passa de um preciosismo e que, por isso, não faz mal nenhum confundir geografias e atribuir o Palácio da Pena, em Sintra, ao país vizinho. Porque no fundo todos sabemos que para o resto mundo Portugal é Espanha e Lisboa é só paisagem.

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Nossa Senhora de Vénus
Nossa Senhora de Vénus
©DR

5. Nossa Senhora de Vénus

A parafernália religiosa compõe a esmagadora maioria do stock das lojas 
de souvenirs. Porquê não sabemos e também ninguém nos soube explicar. Vai daí criámos a teoria de que a existência em massa de cruzes de Cristo, Nossas Senhoras, Santos Antónios e outras falsificações da família serve para facilitar a vida de quem não tem vagar de ir a Fátima comprar o real deal. Por 5,95€, esta imagem de uma nossa senhora a surgir dentro de uma concha, além de compensar a viagem até à terra sagrada portuguesa, deixa também despachada
a visita a Galleria degli Uffizi, em Florença, que guarda o Nascimento de Vénus, o célebre quadro de Botticelli que claramente inspirou este exemplar da Virgem Maria.

Sardinhas de Ouro
Sardinhas de Ouro
©DR

6. Sardinhas de Ouro

Ao nível da armadilha para turista, esta lata de conserva a imitar um lingote 
de ouro é uma das mais descaradas. Lá dentro encontra apenas e só sardinhas portuguesas sem pele e espinhas com flocos de ouro comestíveis. Em relação
à qualidade e sabor da sardinha, nada a apontar mas o acrescento dos flocos de ouro é uma dúvida que nos assombra desde o momento em que nos cruzámos pela primeira vez, no Rossio. Para quê? Porquê? É que está ainda por determinar a que sabem exactamente os flocos de ouro (a coisa nenhuma, já que está a perguntar) e por que raio haveria alguém de pagar 22€ por sardinhas em lata quando existem opções semelhantes
 e muito mais baratas em qualquer supermercado. Mas em abono da verdade: a embalagem é bonita de ver e faz um vistaço.

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Caminhos dos Heróis
Caminhos dos Heróis
©DR

7. Bandeira com os resultados do Europeu

Três anos volvidos desde o Euro 2016, está-se muito a tempo de lembrar que antes de chegarem à vitória do campeonato do mundo, os franceses foram barrados pela selecção das Quinas. Mas que não se pense que esta bandeira de poliéster de impressão duvidosa com resultados dos jogos de Portugal (6€) é uma lição de humildade dirigida os franceses, porque não é. É pior do que isso: é a história do “caminho dos heróis”, uma festinha no ego nacional que alguém achou que podia dar um bom um presente de recordação para quem não é de cá. E o que é isto tem que ver com Lisboa?, pergunta o leitor. Nada, mas como nada disto faz sentido, está tudo bem.

Taco de Basebol Portugal
Taco de Basebol Portugal
©DR

8. Taco de Basebol

O basebol está para Lisboa como a praia para Moscovo. Do mesmo modo que não faria sentido ir à terra dos bolcheviques procurar sol e mar, também não será em Lisboa que vai encontrar grande relação com a modalidade mais incompreensível da história do desporto. Um taco de basebol com a insígnia de Portugal (5€) serve para quê exactamente? Para nada. E não, não serve para dar umas tacadas porque apesar do aspecto robusto, é feito de plástico a imitar madeira. Mas quase que dá para enganar.

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Gravata de Cortiça
Gravata de Cortiça
©DR

9. Gravata de Cortiça

Quando somos bons em alguma coisa tendemos a exagerar. E muitas vezes a perder a noção. O facto de Portugal ser 
o maior produtor mundial de cortiça levou a que rapidamente se fizesse bandeira disso em tudo o que é objecto do quotidiano. Ela é malas, sapatos, tábuas de pão, suportes de vela... e gravatas. A gravata de cortiça é aquela ideia que até pode funcionar bem no papel mas que depois de concretizada simplesmente não faz sentido. É elegante? Não. Bonita? Também não. Confortável? Menos ainda. Então serve para quê? Lá está. Mas
 tem uma vantagem: dura uma vida e mantém-se impecável até ao dia em que abrir o armário e sentir um piquinho de vergonha do momento em que achou que podia ser boa ideia comprá-la, por 20€.

Garrafa SLB
Garrafa SLB
©DR

10. Suporte de Garrafa SLB

Para aquele amigo que colecciona camisolas de futebol de todo o mundo mas que não faz questão de ter as originais, vale a pena fugir à regra e oferecer-lhe este suporte de garrafa do Sport Lisboa e Benfica. Não consta da lista de merchadising oficial da marca mas isso não impede que seja uma bonita homenagem ao Glorioso. Tem a águia Vitória em destaque a cabecear uma bola, uma insígnia prateada e, o melhor-pior de tudo, um boné de cerâmica com as cores do clube para colocar, e bem, no gargalo da garrafa em exposição. Pergunte por esta peça em qualquer loja de souvenirs do centro histórico e mesmo que lhe digam que já não há, dê uma espreitadela ao fundo das prateleiras e vai encontrá-la escondida debaixo do pó e a ao preço absurdo de 62€.

Arme-se em turista

Piscina de Bolas
©Duarte Drago

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Academia Time Out
Fotografia: Arlindo Camacho

Time Out Market: o melhor dos próximos dias

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