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Angela Davis
Oregon State University Angela Davis

Quinze livros com histórias de mulheres reais que tem de ler

Há muitas histórias de mulheres reais que merecem ser lidas. Escolhemos 15.

Por Raquel Dias da Silva
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Das primeiras mulheres repórteres à pessoa mais jovem de sempre a receber o Nobel da Paz, são várias – e manifestamente diferentes – as mulheres reais que lutaram e lutam contra a opressão, o patriarcado e muitas outras problemáticas relacionadas com ser mulher e ser humano. Entre biografias, ensaios e banda desenhada, reunimos 15 livros com histórias que merecem ser lidas e nos mostram por que é que todos devemos ser feministas. Novas cartas portuguesas, Persépolis, A guerra não tem rosto de mulher e Teoria King Kong são alguns dos títulos que vai encontrar. Mas há mais. E valem todos a pena. 

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Quinze livros com histórias de mulheres reais que tem de ler

Novas Cartas Portuguesas
Novas Cartas Portuguesas
Novas Cartas Portuguesas

1. Novas Cartas Portuguesas

De Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa

Foi em Lisboa, em Maio de 1971, que “as três Marias” decidiram escrever um livro a seis mãos que, destruído pela censura, veio a ser objecto de leituras clandestinas. Reescrevendo as conhecidas cartas seiscentistas da freira portuguesa, a obra tornou-se não só uma denúncia da ideologia vigente no período pré-25 de Abril, da guerra colonial à situação das mulheres, como um marco inquestionável na história da literatura portuguesa. Revestindo-se de uma invulgar actualidade, poderá ser hoje lido à luz das mais recentes teorias feministas, revelando-se um contributo inestimável para as questões relativas à igualdade e à justiça.

Dom Quixote. 464 págs. 22,20€.

As primeiras mulheres repórteres
As primeiras mulheres repórteres
As primeiras mulheres repórteres

2. As primeiras mulheres repórteres

De Isabel Ventura

Alice Vieira, Edite Soeiro, Diana Andringa, Leonor Pinhão, Maria Antónia Palla, Maria Teresa Horta: as mulheres de que se falam neste livro são as que abriram portas para que as coisas começassem a mudar nas redacções dos jornais. Mas não o fizeram de um dia para o outro nem sem provações: tiveram de lutar, por um lado, contra as arbitrariedades de um regime repressivo e, por outro, contra a arrogância ou insensibilidade dos seus próprios camaradas de profissão, mesmo os mais progressistas. E lutaram, apesar de, como se viu mais tarde, não bastar derrubar a ditadura para que tudo mudasse.

Tinta-da-China. 208 págs. 12,01€.

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O Diário de Anne Frank
O Diário de Anne Frank
O Diário de Anne Frank

3. O Diário de Anne Frank

De Anne Frank, Ari Folman e David Polonski

Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa do seu pai. Lançada mundialmente em celebração do 70.º aniversário da obra original, esta é a sua primeira adaptação para banda desenhada, realizada com a autorização da família e tendo por base os textos originais do diário que revelou ao mundo o dia-a-dia de uma menina forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante dois longos anos da ocupação nazi da cidade de Amesterdão.

Porto Editora. 160 págs. 18,80€.

Persépolis
Persépolis
Persépolis, de Marjane Satrapi

4. Persépolis

De Marjane Satrapi

Após o lançamento do primeiro volume, em 2003, o romance autobiográfico de Marjane Satrapi foi recebido com prémios, mas também com críticas e pedidos de censura, antes de ser adaptado ao grande ecrã em 2007. A autora, que tinha apenas dez anos quando a Revolução Iraniana destituiu o Xá e transformou a cultura do país, em 1979, foi a primeira iraniana a escrever banda desenhada. E ilustra de forma simples, mas muito eloquente, a maneira como os regimes repressivos deformam a vida quotidiana dos cidadãos, incluindo as raparigas e mulheres, que foram obrigadas a usar véu e a frequentar escolas só para meninas.

Bertrand Editora. 352 págs. 19,90€.

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Eu Sou Malala
Eu Sou Malala
Eu Sou Malala

5. Eu sou Malala

De Malala Yousafzai

A autora tinha apenas dez anos quando os Talibãs tomaram o controlo da região onde vivia. Educada a defender os valores em que acredita, Malala lutou pelo seu direito à educação. Por essa causa, quase perdeu a vida em Outubro de 2012, ao ser atingida à queima-roupa quando regressava a casa na carrinha da escola. Hoje, é não só símbolo do protesto pacífico como a pessoa mais jovem de sempre a receber o Nobel da Paz. Nesta autobiografia, repleta de memórias e dirigida aos leitores mais jovens, dá-nos a conhecer a sua história e faz-nos acreditar na esperança e na possibilidade de qualquer um, independentemente da idade ou da experiência, poder inspirar a mudança na sua comunidade e no mundo.

Editorial Presença. 240 págs. 14,90€.

Todos Devemos Ser Feministas
Todos Devemos Ser Feministas
Todos Devemos Ser Feministas

6. Todos Devemos Ser Feministas

De Chimamanda Ngozi Adichie

Afinal, o que é ser feminista? Neste ensaio pessoal, adaptado de uma conferência TED, Chimamanda Ngozi Adichie apresenta uma definição única do feminismo no século XXI. Partindo da sua experiência pessoal, a autora defende a inclusão e a consciência nesta admirável exploração sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Um desafio lançado a mulheres e homens, mas também às crianças, a quem a autora oferece uma versão infantil (12,50€), com ilustrações de Leire Salaberria. Ambas incluem um conto sobre como se processam os casamentos arranjados na Nigéria, de onde é natural.

Dom Quixote. 112 págs. 7,50€.

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Quem Tem Medo Do Feminismo negro?
Quem Tem Medo Do Feminismo negro?
Quem Tem Medo Do Feminismo negro?

7. Quem tem medo do feminismo negro?

De Djamila Ribeiro

Neste longo ensaio autobiográfico, que reúne ainda uma selecção de artigos publicados entre 2014 e 2017, a filósofa e militante recupera memórias da sua infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, um dos muitos resultados perniciosos da discriminação por que passou. Reagindo a situações do quotidiano, do aumento da intolerância às religiões de matriz africana às políticas de quotas raciais, Djamila Ribeiro destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade.

Companhia das Letras. 120 págs. 12€.

A guerra não tem rosto de mulher
A guerra não tem rosto de mulher
A guerra não tem rosto de mulher

8. A guerra não tem rosto de mulher

De Svetlana Aleksiévitch

Nesta obra-prima, originalmente publicada em 1985, depois de quatro anos de pesquisa e entrevistas, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de mulheres que revelam pela primeira vez a perspectiva feminina da Segunda Guerra Mundial. Prémio Nobel da Literatura de 2015, a autora apresenta testemunhos de mais de 200 jovens russas que passaram de filhas, mães, irmãs e noivas a atiradoras, condutoras de tanques ou enfermeiras em hospitais de campanha. Esta edição corresponde ao texto fixado em 2002, quando Svetlana reescreveu o livro e incluiu novos excertos com uma força que, antes, a censura não lhe tinha permitido mostrar.

Elsinore. 400 págs. 21,98€.

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Memórias de uma moça bem-comportada
Memórias de uma moça bem-comportada
Memórias de uma moça bem-comportada

9. Memórias de uma moça bem-comportada

De Simone Beauvoir

Publicado originalmente em 1958, é a primeira parte da obra autobiográfica de uma das maiores escritoras do século XX. Dona de um espírito inconformado e autêntico, a parisiense Simone Beauvoir conduz-nos da infância religiosa numa família de classe média à adolescência rebelde e à posterior devoção à literatura, evocando amizades, interesses amorosos, mentores e, claro, o início de uma duradoura relação com o escritor e filósofo existencialista Jean-Paul Sartre. Uma memória essencial para quem queira conhecer um pouco mais da vida de um dos principais ícones do feminismo até hoje.

Nova Fronteira. 320 págs. 3,49€.

A Nossa Casa Está a Arder
A Nossa Casa Está a Arder
A Nossa Casa Está a Arder

10. A Nossa Casa Está a Arder

De Greta Thunberg

Esta é mais do que a história de Greta, dos seus pais e de Beata, a sua irmã: é o grito de socorro de uma rapariga que não só convenceu a própria família a mudar de vida, como procurou convencer o mundo inteiro a fazer o mesmo. Desde a primeira greve à escola pelo clima, em frente ao Parlamento sueco, que a jovem sueca, diagnosticada com perturbações do espectro do autismo, se tornou símbolo de uma mensagem global e de uma revolução que se trava em prol de um futuro sonegado às novas gerações ao ritmo vertiginoso de 100 milhões de barris de petróleo consumidos diariamente.

Editorial Presença. 288 págs. 16,50€.

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Eu serei a última
Eu serei a última
Eu serei a última

11. Eu Serei a Última

De Nadia Murad

Vítima da jihad sexual do Estado Islâmico, a autora, que tinha 21 anos quando foi sequestrada e vendida como escrava, acabou por conseguir escapar. E contra-atacou: converteu-se em defensora dos Direitos Humanos e tornou-se a primeira pessoa a ser nomeada Embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico de Seres Humanos das Nações Unidas. Neste livro, que é também uma carta de amor a um país desaparecido, Nadia conta a sua história, que é também a de milhares de outras jovens, e instiga o mundo a prestar atenção ao genocídio do seu povo e a deter os crimes do Estado Islâmico.

Objectiva. 392 págs. 29,90€.

Teoria King Kong
Teoria King Kong
Teoria King Kong

12. Teoria King Kong

De Virginie Despentes

Baseando-se na sua biografia, a autora e realizadora de Baise-Moi apresenta o que poderá ser classificado como um manifesto iconoclasta e irreverente para um novo feminismo. Dirigindo-se a “todas as excluídas do grande mercado das gajas boas”, Despentes contesta os discursos bem-comportados sobre a violação, a prostituição e a pornografia e assume-se sentir-se desencaixada das categorias identitárias normativas, nomeando há uma década o que agora se descreve por toda a parte como “fluidez de géneros”. 

Orfeu Negro. 125 págs. 10€.

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Um autobiografia
Um autobiografia
Um autobiografia

13. Uma autobiografia

De Angela Davis

Militante, activista e professora, Angela Davis partilha a sua experiência de vida como mulher negra norte-americana que, participante do colectivo Black Panthers no final da década de 60, resistiu afincadamente à opressão, sobretudo ao racismo e ao patriarcado, tornando-se um ícone da luta pelos direitos civis. Por duas vezes candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, Davis chegou a ser acusada de conspiração na fuga de três prisioneiros e ingressou na lista dos mais procurados pelo FBI. Capturada e diabolizada pelas autoridades (mulher, negra, marxista), foi absolvida após um julgamento mediático e um forte movimento popular pela sua libertação.

Boitempo. 406 págs. 45,76€.

Becoming: A minha história
Becoming: A minha história
Becoming: A minha história

14. A Minha História

De Michelle Obama

Como Primeira-dama dos Estados Unidos da América, Michelle Obama ajudou a criar a Casa Branca mais acolhedora e inclusiva na história. Mas fez mais: estabeleceu-se como uma poderosa defensora de mulheres e meninas em todo o mundo. Neste bestseller, que vendeu mais de dez milhões de exemplares, convida os leitores a entrar no seu mundo, relatando as experiências que a moldaram, como a infância na zona sul de Chicago, os seus anos na Universidade de Princeton como uma dos poucos alunos afro-americanos e os primórdios da sua carreira profissional enquanto advogada, altura em que conheceu o jovem Barack Obama, um “unicórnio” que viria a revelar-se o amor da sua vida, apesar das suas vivências e personalidades tão diferentes.

Objectiva. 400 págs. 22,90€.

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Esse Cabelo
Esse Cabelo
Esse Cabelo

15. Esse cabelo

De Djaimilia Pereira de Almeida

Falar de cabelos é sempre uma futilidade? Não necessariamente: visitar salões pode ser uma boa forma de conhecer países, de aprender a distinguir modos e feições e até de detectar preconceitos. Pelo menos segundo a autora, vencedora do Prémio Novos 2016. Entre o ensaio biográfico e o romance, Pereira de Almeida conta a história de uma menina despenteada aos três anos, ela própria, vinda de Luanda para Lisboa, e das origens do seu cabelo crespo, cruzamento das vidas de uma família que descreveu o caminho entre Portugal e Angola ao longo de quatro gerações. E, assim, convidados a acompanhar as aventuras desse cabelo crespo, reflectimos também sobre racismo, feminismo e identidade. 

 Teorema. 160 págs. 10,98€.

Musas Inspiradoras

Mulher ao poder
Bernardo Majer

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Noite

A canção “Lisboa Menina e Moça” é muito linda, mas está desactualizada. As varinas desapareceram e as mulheres da cidade desafiam a canção de Carlos do Carmo e vão muito para além do papel de musa para poetas. Em vez de inspirarem versos como “teus seios são as colinas”, inspiram-nos com o seu talento, coragem e criatividade.

Christian Bale em American Psycho
©IMDB

Terror no feminino: 11 filmes de terror realizados por mulheres

Filmes Terror

Foram sobretudo os homens que, historicamente, se sentaram na cadeira de realizador de filmes de terror (e não só). Mas, ao longo das últimas décadas, esse desequilíbrio começou a esbater-se. Por isso, e porque um bom filme de terror não serve apenas para engatar descaradamente, deixamos-lhe uma lista de filmes de terror realizados por mulheres.

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Organii Alvalade
©Duarte Drago

Oito negócios liderados por mulheres

Compras

Da cosmética biológica aos kimonos e soutiens, sem esquecer as festas e as aulas de bodyboard. Juntámos oito negócios inspiradores com mulheres ao comando. Não é uma selecção sexista, apenas um constatar óbvio da mudança dos tempos em Lisboa – afinal, é normal haver mulheres em lugares de liderança, a criar, a mandar e a fazer.

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