A I Guerra Mundial vista em dez filmes

Aproveitando a estreia do filme português 'Soldado Milhões', seleccionámos dez filmes ambientados na Grande Guerra de 1914-1918.
PATHS OF GLORY (1957)
PATHS OF GLORY (1957)
Por Eurico de Barros |
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Desde o tempo do cinema mudo até anos mais recentes, já no nosso século, eis uma dezena de títulos que retratam o primeiro conflito mundial, e que até incluem um musical e um filme de terror.

Ainda em cartaz, está o português Soldado Milhões. Leia a crítica aqui e reveja o trailer:

 

A I Guerra Mundial vista em dez filmes

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‘Asas’, de William Wellman (1927)

Dois rapazes da mesma cidade nos EUA mas de origens sociais muito diferentes, um abastado, outro de família modesta, gostam da mesma rapariga, que prefere um deles mas não deixa de encorajar o outro. Alistam-se ambos na Força Aérea e vão combater nos céus de França, onde apesar de rivais no amor, se tornam bons amigos. Charles ‘Buddy’ Rogers, Richard Arlen e Clara Bow são os principais intérpretes desta grande produção muda, realizada por William Wellman, que foi ele próprio piloto durante o conflito, o que contribuiu para o realismo e a espectacularidade dos combates aéreos.
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‘A Oeste Nada de Novo’, de Lewis Milestone (1930)

Adaptação do célebre romance de Erich Maria Remarque, antigo combatente da Grande Guerra, onde foi várias vezes ferido, sobre um grupo de estudantes alemães que se alistam para a guerra cheios de ilusões, e a sua dilacerante experiência nas trincheiras. Um dos poucos filmes sobre este conflito contado do ponto de vista alemão, mas que ao mesmo tempo se torna também no dos soldados de todas as nacionalidades que participaram no conflito. Um dos títulos pacifistas clássicos da cinematografia sobre a I Guerra Mundial, com Lew Ayres no papel principal.
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‘Quatro de Infantaria’, de Georg Wilhelm Pabst (1930)

Um filme alemão baseado num romance de Ernst Johannsen, que combateu na I Guerra mundial e realizado pelo autor de A Boceta de Pandora e Diário de uma Mulher Perdida. Ao contrário do que sucede em A Oeste Nada de Novo, os soldados protagonistas de Quatro de Infantaria são veteranos experimentados, sem ilusões nem sonhos de glória, e conhecem bem as realidades do combate. A história passa-se em 1918, já perto do final do conflito, com os homens muito fatigados, fartos de ver horrores e sob a enorme tensão das últimas ofensivas do conflito.
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‘A Grande Ilusão’, de Jean Renoir (1937)

Realizado nas vésperas da II Guerra Mundial, A Grande Ilusão põe em cena uma série de militares de nacionalidades, estratos sociais, crenças e funções profissionais diversas, que são prisioneiros de guerra dos alemães. Um deles, um aristocrata francês (Pierre Fresnay), identifica-se naturalmente com o comandante da fortaleza onde estão encerrados, também ele nobre (Erich Von Stroheim). Fugindo a generalizações e simplificações, Jean Renoir assinou um filme sobre a tensão entre a identificação natural entre os seres humanos e os valores, formações e diferenças várias que os separam.
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‘Sargento York’, de Howard Hawks (1941)

A história real de Alvin York, um homem simples do interior dos EUA, que se tornou num dos maiores heróis americanos da I Guerra Mundial, apesar da sua estrita educação religiosa o proibir de fazer mal ao próximo. Mas uma vez nas trincheiras, York, que era caçador e tinha uma pontaria considerada “sobrenatural”, teve que rever as suas convicções espirituais em função do seu patriotismo e do dever de proteger os camaradas de armas. Um clássico assinado por Howard Hawks, que deu a Gary Cooper um dos mais memoráveis papéis da sua carreira.
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‘Horizontes de Glória’, de Stanley Kubrick (1957)

Kirk Douglas produz e interpreta um dos papéis principais desta poderosa fita que dramatiza os fuzilamentos que se deram entre as tropas francesas a certa altura da I Guerra Mundial, quando alguns soldados se recusaram a deixar as trincheiras e ir combater, e houve algumas tentativas de amotinação. Douglas personifica um corajoso coronel que vê alguns dos seus homens serem acusados de cobardia e seleccionados para julgamento e fuzilamento como exemplo. Um dos melhores filmes anti-guerra de sempre, também com Adolphe Menjou, Ralph Meeker e Timothy Carey.
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‘Viva a Guerra!’, de Richard Attenborough (1969)

Três rapazes de uma família inglesa, os Smith, alistam-se para ir combater na Grande Guerra, muito entusiasmados e cheios de fervor patriótico, e confrontam-se com a sangrenta realidade das trincheiras. Esta realização de Richard Attenboroug adapta o musical anti-guerra com o título original do filme, Oh! What a Lovely War, e tem uma qualidade e um rigor de produção dignos de um filme de guerra convencional, bem como um elenco de respeito, onde encontramos Laurence Olivier, Dirk Bogarde, John Gielgud, John Mills, Susannah York ou Jack Hawkins.
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‘Duelo das Águias’, de Jack Gold (1976)

Este filme de aviação passa-se na Frente Ocidental, entre os pilotos ingleses chegados de fresco da instrução para enfrentarem os alemães nos ares. A expectativa de vida de um jovem piloto é muito baixa, os pilotos veteranos não estão muito preocupados em transmitir-lhes os seus conhecimentos e aqueles têm assim que ir combater em condições problemáticas. Malcom McDowell, Christopher Plummer, Peter Firth, Trevor Howard e Ray Milland estão entre os intérpretes desta fita desencantada que se baseia numa peça de teatro de R.C. Sherriff.
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‘Gallipoli’, de Peter Weir (1981)

Peter Weir parte de uma situação clássica do filme de guerra – um grupo de jovens de meios sociais diversos parte para combater no estrangeiro – para contar a história de como as tropas australianas e neozelandesas (os ANZACS) foram massacradas na desastrosa campanha de Gallipoli, na Turquia, entre Fevereiro de 1915 e Janeiro de 1916, planeada por Winston Churchill, então Primeiro Lorde do Almirantado. Mel Gibson e o estreante Mark Lee personificam os dois jovens que são os pivôs do enredo deste filme, pertencente à Nova Vaga do cinema australiano dos anos 70 e 80.
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‘O Olhar da Morte’, de Michael J. Bassett (2002)

Um grupo de soldados ingleses, sobreviventes de um ataque falhado que fez muitas baixas, ficam isolados atrás das linhas inimigas com um prisioneiro alemão. Decidem então ir refugiar-se num complexo de trincheiras abandonado, contra os avisos do seu prisioneiro, que diz que forças malignas tomaram conta do abrigo e daí ter sido abandonado. Uma vez lá instalados, os militares começam a ter visões e a comportar-se estranhamente. Interpretado por Jamie Bell e Andy Serkis, O Olhar da Morte é uma verdadeira raridade: um filme de terror ambientado em plena I Guerra Mundial.

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