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Chernobyl
©IMDB Chernobyl

As dez melhores séries de 2019

“Chernobyl”, “”Boneca Russa”, “NOS4R2” e “Watchmen” estão entre as melhores séries do ano para a Time Out.

Por Eurico de Barros e Cláudia Lima Carvalho
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Não param de aparecer plataformas de streaming no mercado e de o encher de séries dos mais variados géneros. Algumas delas são muito boas, mesmo brilhantes; outras são para esquecer, mas a média apresenta uma inquestionável qualidade. A Time Out fez a sua selecção das dez melhores séries de ficção vistas este ano, abrangendo produções que vão de maior realismo à fantasia e ao sobrenatural, passando pelo policial. Dela constam títulos como Watchmen, Chernobyl, Unbelievable, O Cristal Encantado: A Era da Resistência, Top Boy ou When They See Us e tanto têm origem nos EUA como na Europa.

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As dez melhores séries de 2019

NOS4R2 (AMC)

Um vampiro que se alimenta não de sangue mas de almas de crianças e conduz um Rolls-Royce Wraith negro, uma heroína com poderes extra-sensoriais e problemas com os pais, uma utilização sinistra da iconografia natalícia. Podia ser uma história assinada por Stephen King, mas NOS4R2 adapta um livro escrito pelo seu filho, Joe Hill, e originou uma das melhores séries de terror do ano, que combina arrepios e choques de ordem sobrenatural como manda a tradição, com situações dramáticas, angústias e dilemas pessoais e familiares bem realistas. E tudo sem submissão à tirania dos efeitos digitais. Eurico de Barros

Watchmen (HBO) 

Um clássico é um clássico, mesmo tratando-se de uma continuação da banda desenhada em que heróis mascarados são perseguidos e o relógio do juízo final não pára de contar. Foi das grandes apostas da HBO e de Damon Lindelof, que nos deu séries como Lost ou The Leftovers, mostrou-se à altura do desafio. Um ataque coordenado às casas de 40 polícias obriga as forças policiais a usar máscaras para se protegerem e o mundo fica cada vez confuso, ficando difícil de perceber onde estão os bons e os maus. Cláudia Lima Carvalho

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O Cristal Encantado: A Era da Resistência (Netflix)

Tal como o filme original de 1982, O Cristal Encantado, realizado por Jim Henson e Frank Oz, esta prequela foi animada essencialmente por marionetistas e com efeitos especiais mecânicos, para narrar os acontecimentos que levaram àquele. Mantém uma inquestionável fidelidade quer à sua identidade de dark fantasy cruzada com ficção científica, quer à lógica e às personagens do mundo em que se passa, o planeta Thra. E os escarninhos vilões Skeksis continuam a conseguir roubar o protagonismo às criaturas que lutam do lado do bem. EB

Boneca Russa (Netflix) 

Se os gatos têm sete vidas, Natasha Lyonne tem, pelo menos, 20. E não falamos apenas do seu papel em Boneca Russa, série que chegou à Netflix no início de 2019 e que se tornou num vício instantâneo. Escrita pela actriz com Amy Poehler e Leslye Headland, Boneca Russa é uma odisseia em loop tal qual O Feitiço do Tempo (Groundhog Day, 1993) com Bill Murray. Natasha é Nadia, uma programadora de Nova Iorque que na festa do seu aniversário está sempre a morrer e a reviver o mesmo momento. Sem perceber o que se passa, a vida de Nadia torna-se um labirinto de armadilhas mortais. Uma série que tem tanto de divertido como de assustador sem nunca perder a qualidade. CLC

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Top Boy (Netflix)

Um grupo de jovens de origem jamaicana procura controlar o tráfico de droga numa zona de Londres, enfrentando outros gangues étnicos e rivais vindos também da Jamaica. Top Boy começou por ser exibida num dos principais canais de televisão ingleses, foi “salva” pelo cantor Drake, um grande fã, que financiou o seu regresso e apadrinhou a ida para a Netflix. Realismo impassível e sem “sociologia”, zero piedades ou moralismos e uma história desapiedada e violenta sobre gente que vive no fio da navalha com a naturalidade com que as pessoas comuns vão para o trabalho todas as manhãs. EB

Chernobyl (HBO) 

Tornou-se motivo de falatório e recomendações assim que se estreou. Um murro no estômago para não nos deixar esquecer que a tragédia de Chernobyl ainda hoje deixa marcas e não aconteceu assim há tanto tempo. Tendo por base o livro Vozes de Chernobyl, da Prémio Nobel Svetlana Alexievich, esta minissérie, criada e escrita pelo americano Craig Mazin (argumentista de A Ressaca – Parte II e Parte III), é de um realismo tangível. Um momento maior da história da televisão também pela denúncia dos efeitos da perversidade intrínseca de um regime totalitário sobre a vida comum e a consciência moral das pessoas, e pelo elogio da coragem e do sacrifício dessas mesmas pessoas. CLC

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Unbelievable (Netflix)

Independentemente das associações feitas ao movimento #metoo e à maré alta feminista, esta série policial baseada em factos reais encaixa num dos mais consagrados modelos do género. Uma investigação policial desleixada descredibiliza uma vítima e prejudica gravemente a sua vida pessoal, profissional e social, e é corrigida mais tarde por polícias inteligentes, dedicados e competentes. Kaitlyn Dever, Merritt Weaver e Toni Colette são excepcionais, respectivamente, na vítima de violação acusada de mentir e cuja precária vida se desmorona, e nas duas detectives que resolvem o caso e lhe dão razão. Empolgante do princípio ao fim. EB

When They See Us (Netflix) 

É muito difícil ficar indiferente a esta minissérie criada por Ava DuVernay sobre a história de cinco jovens negros, falsa e preconceituosamente, acusados de cometer uma violação no Central Park em Nova Iorque. Saber que a história que vemos desenrolar em quatro episódios aconteceu realmente, com protagonistas como Donald Trump a pedir a pena de morte para estes jovens, que nada tinham feito, é uma chamada de atenção difícil de ignorar. Estávamos em 1989 e Ava DuVernay traz-nos as histórias daqueles rapazes e das suas famílias, da condenação à prisão até à exoneração em 2002. CLC

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Babylon Berlin (RTP1)

Baseada nos best-sellers policiais de Volker Kutscher, esta série alemã é a mais cara de sempre não falada em inglês. E o dinheiro está lá todo no ecrã, investido na minuciosíssima reconstituição da Berlim de 1929 e da Alemanha da República de Weimar, em plena efervescência social, política, económica, cultural e artística, sentindo ainda os efeitos da derrota na I Guerra Mundial e das humilhações impostas pelos vencedores, e com os nazis preparando-se para entrar em cena. No meio deste torvelinho, um inspector da polícia traumatizado pela guerra e uma estenógrafa aspirante a detective e que guarda um segredo terrível, tentam resolver um caso intrincado e politicamente delicado. Uma das melhores séries feitas na Europa esta década. EB

Years and Years (HBO)

Black Mirror tem mostrado ao longo dos últimos anos que o futuro pode ser muito assustador, mas Years and Years, escrita por Russell T. Davies, tem a capacidade de nos deixar aterrorizados à medida que os anos vão passando no ecrã e a crise de refugiados surge de países inesperados, o crash da bolsa acontece novamente, as armas nucleares são disparadas e os políticos populistas vencem e passam incólumes a tudo. O final não é o melhor, mas vale por toda a evolução da série, que marcou também o regresso de Emma Thompson ao pequeno ecrã. CLC

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