Cinema alternativo em Lisboa esta semana

Há bom cinema na cidade para quem detesta centros comerciais e pipocas e aprecia ciclos temáticos, fitas antigas e cinema alternativo

Se é daqueles que não deixa passar uma estreia, pode espreitar aqui os filmes em cartaz esta semana, mas se é um verdadeiro cinéfilo (ou um aspirante a), deve ter em mente que algumas pérolas do cinema escapam às grandes salas. São clássicos para ver e rever – ou apenas filmes fora da rota comercial – e por isso fora dos grandes centros comerciais. 

Todas as semanas damos-lhe três sugestões de cinema alternativo em Lisboa. Esta semana, esqueça as pipocas e siga as nossas coordenadas, que passam pela Cinemateca e pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Recomendado: Clássicos de cinema para totós

Cinema alternativo em Lisboa esta semana

Martín Rejtman

Parte importante da programação da quarta edição do AR – Festival de Cinema Argentino em Lisboa, que decorre na Cinemateca e no Cinema S. Jorge, entre quinta e domingo, a retrospectiva Martín Rejtman dá a conhecer a obra de um dos fundadores do Novo Cinema Argentino, nome dos mais significativos do cinema contemporâneo daquele país e autor fundamental para a renovação do panorama cinematográfico latino-americano neste século. Entre outras obras deste cineasta, como outros nomes da sua geração dado aos ambientes estranhos e desregulados, destacam-se Rapado e Sílvia Prieto. O primeiro, realizado em 1992, foi um dos filmes precursores do Novo Cinema Argentino . Já em Sílvia Prieto, que dirigiu em 1999, com Rosario Bléfari, Marcelo Zanelli, Susana Pampin, Gabriel Fernández Capello e Valeria Bertuccelli no elenco, encontra-se a história de uma mulher que decide mudar a sua vida.

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Cinemateca , Avenida da Liberdade/Príncipe Real Quinta-feira 21 Junho 2018

One Plus One – Sympathy for the Devil

Outro ciclo à beira do fim é Os Ofícios do Cinema (e de outras artes), que estabelece uma relação entre o cinema e outras artes, como, neste caso, a música. E não uma música qualquer, mas a música dos Rolling Stones. E não por um cineasta qualquer, mas por Jean-Luc Godard, que, em 1968, filmou a banda em estúdio como parte de um documentário em que procura reflectir sobre o movimento da contracultura na década de 1960, desde os Black Panthers norte-americanos até à revolta estudantil francesa de Maio de 1968.

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Casa da Achada - Centro Mário Dionísio , Castelo de São Jorge Segunda-feira 25 Junho 2018
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Jaime

O ciclo dedicado à obra do cineasta português António-Pedro Vasconcelos prossegue, agora com filme já muito distante dos seus filmes iniciais e da, por assim dizer, corrente dominante do cinema em Portugal. Como mostra esta longa-metragem, passada nos bairros populares do Porto e filmada como uma evocação do neo-realismo, associação bastante evidente logo no início da película com a óbvia citação de Ladrões de Bicicletas, de Vittorio De Sica, o argumento do filme remetendo ainda para história idêntica (interpretada por Saul Fonseca, Fernanda Serrano, Joaquim Leitão e Nicolau Breyner), com um rapaz, filho de pais divorciados, tentando juntar dinheiro para oferecer ao pai uma motorizada que lhe permitisse ir trabalhar depois do roubo da sua.

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Cinemateca , Avenida da Liberdade/Príncipe Real Terça-feira 26 Junho 2018

Mais cinema

Clássicos de cinema para totós

Farto de não fazer ideia do que falam os cinéfilos à volta? Cansado de se perder em referências desconhecidas quando se fala de cinema? O “cinema para totós” quer resolver esse problema no melhor espírito de serviço público. Ora atente em cada uma destas 10 lições cheias de clássicos de cinema.

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Por Rui Monteiro

Clássicos de cinema para totós: especial Terror

Do início do século XX até aos dias que correm, muitos foram os realizadores que dedicaram a assustar os espectadores com monstros maquiavélicos, espíritos misteriosos e sangrias desenfreadas. Cinéfilo que se preze já viu todos os clássicos de cinema de terror: os melhores do género na história do cinema.  

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Por Rui Monteiro
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Clássicos de cinema para totós: as melhores comédias de sempre

A lista de melhores comédias de sempre é discutível (qual não é?), que isto do humor varia muito de pessoa para pessoa. No entanto é garantido serem estes 20 filmes, senão os melhores de sempre, garantidamente uma contínua fonte de gargalhadas, ou sorrisinhos sarcásticos, tanto faz, perante a imaginação cómica ou o puro disparate transformado em arte de fazer rir em qualquer época. 

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Por Rui Monteiro

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