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Dezassete conteúdos em português que tem de ver na Netflix

Há conteúdos em português para ver na Netflix. Mas avisamos já: são em português, mas não de Portugal.

Escrito por
Editores da Time Out Lisboa
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A ideia era fazer uma lista com os conteúdos portugueses disponíveis na Netflix, mas rapidamente se percebeu que a oferta continua a ser escassa. A situação não deve melhorar muito nos próximos tempos, embora não faltem promessas de que a seu tempo as produções portuguesas cheguem ao serviço. Assim sendo, dizemos-lhe antes o que vale a pena ver na língua de Camões, do lado de lá do Atlântico. Desde um documentário sobre a vida do elenco do icónico filme A Cidade de Deus até séries originais brasileiras como A Irmandade ou O Mecanismo. Sem esquecer a série de animação LGBT Super Drags.

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17 conteúdos em português que tem de ver na Netflix

Nesta produção original da Netflix brasileira, um inspector ambiental descobre, após uma tragédia familiar, várias criaturas míticas a viver entre os humanos e apercebe-se de que elas têm a chave para o seu misterioso passado. Com realização de Carlos Saldanha, responsável por sucessos de cinema como Idade do Gelo e Rio, a produção já foi renovada para uma segunda temporada.

Criada por Douglas Petrie (Buffy – A Caçadora de Vampiros e American Horror Story: Coven), a primeira temporada desta série de fantasia brasileira acompanha um grupo de adolescentes acidentalmente apanhado numa guerra sobrenatural com espíritos vingativos de séculos passados, que retornam para assombrar o bairro da Liberdade, em São Paulo.

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Baseada no romance homónimo de Andrea Killmore, nome artístico com que a criminóloga Illana Casoy e o autor Raphael Montes assinam a obra, esta série policial brasileira acompanha Verónica Torres, funcionária da Delegacia de Homicídios de São Paulo, que se embrenha em duas investigações plenas de acção e suspense para ajudar vítimas de violência e injustiça. Pelo meio, descobre toda uma rede de conspiração.

Co-produção da Netflix e da Conspiração Filmes, esta série de terror é uma versão brasileira da britânica Dead Set. O enredo centra-se nos concorrentes de um reality show que, abrigados num estúdio de televisão, vão ter de sobreviver aos mortos-vivos, que atacaram o Rio de Janeiro. E aos próprios vivos, que querem ditar como se viverá a nova realidade. 

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Foi a primeira série original brasileira produzida pela Netflix. Criada por Pedro Aguilera e protagonizada por Bianca Comparato e João Miguel, passa-se num futuro em que a elite brasileira vive numa ilha paradisíaca, longe dos bairros de lata. Na ilha não falta nada, enquanto nos bairros falta tudo. Há, no entanto, uma forma de se chegar a esta ilha: vencer o Processo, uma selecção muito dura. Como o título sugere, só 3% lá conseguirão chegar.

Nesta série documental, da cineasta Juliana Vicente, pensadores afro-brasileiros partilham os seus percursos individuais e abordam temas como representação, empreendedorismo e comunidade. Ao todo são 26 episódios de 15 minutos cada, gravados em diversas cidades brasileiras, como Bahia, Minas Gerais, Recife e Rio de Janeiro, mas também com passagem pelos Estados Unidos. Entre as personalidades e artistas entrevistados, encontram-se as cantoras Tássia Reis e Raquel Virgínia, os rappers Rincon Sapiência, Tasha e Tracie e os produtores culturais Jack e Miranda.

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Neste thriller brasileiro, que decorre na fictícia cidade de Progresso, vários adolescentes começam a apresentar sintomas de uma doença misteriosa, que é transmitida pelo beijo e se dissemina rapidamente numa isolada comunidade rural, deixando as famílias em pânico. Com um enredo negro e contemporâneo (ainda mais agora, que o mundo está assolado por um vírus que se alimenta do contacto), esta série não só retrata os desejos de uma juventude inserida numa sociedade onde reinam o medo e a desconfiança como aposta na crítica social.

Uma década depois da estreia de Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles, os documentaristas Cavi Borges e Luciano Vidigal reuniram alguns dos principais actores e a equipa do icónico filme para tentarem perceber o que tinha mudado nas suas vidas desde então. O documentário devia ter-se estreado em 2012 (os tais “dez anos depois” a que o título alude), mas a montagem foi custosa, em todos os sentidos da palavra, e atrasou-se por mais alguns anos.

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Lançada também em 2019 foi uma das séries mais faladas no último ano e já há nova temporada confirmada para breve. Com Maria Casadevall, Patrícia De Jesus e Fernanda Vasconcellos no elenco principal, a história passa-se no Rio de Janeiro dos anos 1950, onde a bossa nova e a cachaça andam de mãos dadas. Maria Luiza, uma mulher de São Paulo decide deixar a família conservadora e mudar-se para o Rio depois do seu marido a ter deixado e desaparecido na cidade maravilhosa a pretexto de abrir um restaurante. Ela resolve ir atrás dele, mas acaba por se apaixonar e abrir um bar em que descobre um novo mundo liberal e artístico. 

É uma das últimas apostas originais da Netflix a entrar no catálogo, protagonizada por Seu Jorge, Naruna Costa, Hermila Gomes e Lee Taylor. Recuando aos anos 1990, Cristina, uma advogada honesta descobre que o irmão desaparecido está, afinal de contas, preso e que é do estabelecimento prisional que comanda uma facção criminosa. Tudo muda quando a polícia pede a Cristina que se aproxime do irmão e trabalhe como infiltrada. 

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O que é que torna o Triângulo das Bermudas tão misterioso? É possível viajar no tempo? Como eram os cães na pré-história? Nesta série educativa, o brasileiro Felipe Castanhari, criador e apresentador do Canal Nostalgia, decifra, com humor e ciência, estes e outros mistérios e maravilhas do planeta Terra. Mas não o faz sozinho: conta ainda com a Dra. Tayane (Lilian Regina), cientista responsável pelo departamento de investigação do Complexo Curie, onde decorre a série; Betinho (Bruno Miranda), o encarregado de limpeza; e o super-computador Briggs, com dobragem de Guilherme Briggs.

Baseada na série mexicana Niño Santo, esta série de drama e suspense, que estreou no Verão de 2019 e já vai na segunda temporada, conta como três jovens médicos determinados em vacinar os habitantes do Pantanal contra uma nova mutação do vírus Zika entram em conflito com um curandeiro e são arrastados para os mistérios do seu culto.

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Criada e escrita por José Padilha e Elena Soarez, O Mecanismo é uma série de ficção inspirada na história verídica da Operação Lava-Jato. Um esquema de lavagem de dinheiro que movimentava milhares de milhões de reais em subornos, comprometendo altos quadros da empresa petrolífera estatal Petrobrás, presidentes de grandes empresas de sectores como o da construção civil e membros de toda a classe política. É considerado o maior escândalo de corrupção de todos os tempos no Brasil.

A mais recente série de ficção científica brasileira da Netflix, estreada em Janeiro deste ano, foi criada por Pedro Aguilera, da mesma equipa por detrás do sucesso de 3%. Num mundo vigiado por drones, que registam tudo o que as pessoas fazem durante o dia, denunciando infracções, a jovem Nina arrisca tudo para descobrir o motivo pelo qual os drones do sistema de vigilância Omnisciente, para o qual trabalha como programadora, falharam na sua função – é que o seu pai está morto e o assassino à solta.

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Gregorio Duvivier, Luis Lobianco, Gustavo Miranda e João Vicente de Castro, da Porta dos Fundos, andaram na estrada com Portátil, uma peça de teatro improvisada que ganha forma na história de quem a contar, que agora pode ser vista na Netflix. Em Portugal, estiveram em 2015 e 2017, com a participação de César Mourão. A premissa é simples: alguém do público conta uma história, qualquer coisa, e eles improvisam a partir daí. Não há um espectáculo igual. 

Criado por KondZilla, conta a história de três amigos (Doni, Rita, Nando) que vivem numa favela de São Paulo e que, à medida que vão crescendo, vão sendo confrontados com o mundo do crime e do tráfico de droga. Cada um deles segue um caminho diferente em busca dos seus sonhos, mas os problemas nunca os largam. 

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Imagine as Powerpuff Girls em versão drag queen. Durante o dia, trabalham numa loja. À noite, vestem-se de superdivas e protegem a comunidade LGBT com muito glitter à mistura. É assim a nova série de animação original da Netflix, produzida pelo brasileiro Estúdio Combo e criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut. A série é feita a pensar na comunidade LGBT, mas não só. Como dizia há tempos o Fernando Mendonça, “é um show para quem gosta de comédias sem limites e humor”.

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Já sabemos que a oscilação de conteúdos faz parte. Isto é, o que hoje temos disponível, amanhã desaparece sem deixar rasto. Por isso, tudo o que lhe pedimos é que mergulhe rapidamente nesta lista. Há drama, há comédia, há acção, histórias para rir desmedidamente, para roer as unhas, para colar ao ecrã horas a fio sem qualquer noção de vida exterior. Compilámos o que de melhor existe actualmente na plataforma de streaming para que não tenha de o fazer e damos-lhe uma boa dose de sugestões cinéfilas.

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Nem só de grandes séries se faz a gigante do streaming. Os documentários são, nos últimos anos, outras das razões do sucesso da Netflix e parecem despertar cada vez mais atenção; pelo factor humano, pela curiosidade, porque as grandes histórias precisam sempre de ser contadas, mas nem sempre precisamos de um filme ou, lá está, de uma série. A crueza da realidade é muitas vezes a receita necessária ao sucesso, e o registo documental é o epicentro desse olhar. Estes são os documentários na Netflix que tem de ver.

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