Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Dez cenas de stripteases (ou quase) que o cinema não esquece

Dez cenas de stripteases (ou quase) que o cinema não esquece

Há muita nudez no cinema? É uma questão de perspectiva. Mas cenas de stripteases propriamente ditos há poucas. Estas são as melhores

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Os melhores strips do cinema
Por Rui Monteiro |
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Os puritanos arrepiam-se com qualquer pedaço de carne à mostra. Parece que é um pecado. Os outros apreciam, uns com elegância e discrição, outros com boçalidade e outros, ainda, mais intelectualmente, dizem gostar da integração da nudez na narrativa. Estes últimos são mais ou menos aqueles que dantes diziam que compravam a Playboy pelas entrevistas.

Foi a pensar em todas estas pessoas (menos nos puritanos) que escolhemos dez das mais icónicas cenas de stripteases da história do cinema, desde Flashdance, nos anos 80, até à presente década, que nos deu o óptimo Magic Mike, de Steven Soderbergh.

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Dez cenas de stripteases (ou quase) que o cinema não esquece

Flashdance (1983)

É verdade que Jennifer Beals nem chega a tirar a roupa toda (mas é preciso deixar alguma coisa para a imaginação, certo?). Ainda assim esta cena de dança, que cumpre todos os preceitos cénicos e sexuais do stripteasee, foi um pequeno escândalo na época. O que não impediu o quadro que coloca em cena uma cadeira e um balde de água despejado sobre o corpo curvilíneo da protagonista de se tornar um dos mais citados/copiados/homenageados pelo cinema e especialmente pela televisão.  

A verdade da Mentira (1994)

O personagem de Arnold Schwarzenegger é um agente secreto, todavia a sua mulher (Jamie Lee Curtis) pensa que ele é só um chato vendedor de computadores, e está cansada da sua rotina e da sua relação, quando se deixa seduzir por um vendedor de carros que se faz passar por agente secreto, neste filme de James Cameron. Mal o marido se apercebe disto, rapta-a e envia-a numa suposta missão secreta em que ela tem de seduzir uma figura misteriosa, que na verdade, e sem ela saber, é o seu esposo. A cena de strip que se segue é icónica, mesmo sem ela tirar a roupa interior.

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Showgirls (1995)

Quando se estreou, em 1995, Showgirls, de Paul Verhoeven, foi arrasado pela crítica, pelo público e até pelo próprio elenco. Passados uns anos, porém, tornou-se um filme de culto do género tão-mau-que-é-bom. E hoje é justamente reconhecido por críticos e realizadores, de Jim Jarmusch a Jacques Rivette, como uma brilhante, exagerada e feroz sátira ao sonho americano, incompreendida na altura da estreia. Há aqui muitos stripteases por onde escolher, mas nenhum chega aos calcanhares da sensual lap dance de Elizabeth Berkley a Kyle McLachlan.

Nove Semanas e Meia (1996)

Kim Basinger nem precisa do chapéu da canção interpretada por Joe Cocker para usar a sua música no que foi, e talvez ainda seja, um dos mais sensuais e marcantes tirar de roupa das últimas décadas do cinema norte-americano. Com Mickey Rourke como parceiro misterioso e guia deste roteiro pelo sexo mais ou menos psicologicamente perverso, em Nove Semanas e Meia Basinger ainda deixa mais outra cena de sexo antológica, quando o casal enfrenta uns rufias e se abriga numas catacumbas durante uma chuvada. 

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Aberto Até de Madrugada (1996)

Ainda hoje Salma Hayek continua na lista das actrizes mais sensuais de Hollywood. Agora imagine-se há 20 anos atrás, quando o realizador Roberto Rodriguez, com argumento de Quentin Tarantino, explorou o seu corpo numa cena que, sendo sexy, é principalmente cómica. O que aliás está completamente de acordo com este pastiche do cinema chunga da década de 1970, esta fantasia vampiresca dirigida como uma mistura de filme de terror e cinema de exploração sexual. 

Striptease (1996)

Com Striptease, Demi Moore deu um pequeno empurrão a uma carreira a caminho da estagnação. E se a cena de dança erótica é, digamos, um clássico estudado por muitas dançarinas de varão, a coisa não foi fácil para a actriz. Na altura, Moore relatou como passou muitas e muitas horas treinando e conversando com strippers e dançarinas exóticas profissionais de maneira a, por assim dizer, aprender o ofício e tornar as cenas o mais realistas possível. Homens e mulheres por todo o mundo agradecem-lhe o esforço. 

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Femme Fatale (2002)

Rebecca Romijn é a ladra Laura Ash, a mesma que roubou um caríssimo diamante durante uma apresentação no Festival de Cannes. A mesma que usurpou a identidade de uma morta. A mesmíssima que se mete numa data de sarilhos, principalmente depois sacar a massa, voltar à América, e casar com um ricalhaço que – ironia – se torna embaixador em França. Sarilhos que incluem uma escaldante cena de sedução ao som da música de uma jukebox

Closer (2004)

Closer vive dos diálogos e das relações entre as personagens de Julia Roberts, Natalie Portman, Jude Law e Clive Owen. Realizado por Mike Nichols, a partir de um argumento de Patrick Marber, que adaptou a sua peça do mesmo nome, o filme nunca esconde as suas origens no teatro. Num dos muitos momentos memoráveis, Owen e Portman encontram-se no bar onde ela trabalha, para uma sequência em que a dança e a sedução se misturam com jogos psicológicos e o desespero de quem foi deixado.

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Magic Mike (2012)

Porque isto do striptease não é um exclusivo feminino, nenhuma lista estaria completa sem Magic Mike (de Steven Soderbergh) e a sua trupe de strippers. Se alguém está a pensar naqueles desajeitados de Ou Tudo ou Nada, de Peter Cattaneo, pode tirar o cavalinho da chuva, pois aqui a sexualidade é um espectáculo para descarados. É claro que há uma história por detrás das cenas de cabaré, que Mike é ambicioso e quer estabelecer-se por conta própria, que ama verdadeiramente… Mas, convenhamos, o que toda gente quer ver é Channing Tatum dar o corpo ao manifesto. 

Trip de Família (2013)

Nesta comédia de trafulhas e constrangidos traficantes de droga, espécie de filme de estrada em que uma falsa família tenta fazer o negócio das suas vidas, sem saber a trabalheira e o perigo em que se mete, o realizador Rawson Marshall Thurber dá a Jennifer Aniston um papel raro na sua carreira. E esta stripper que quer reformar-se, que no início da película tem o seu programa próprio de golpe de baú, vai aos poucos amolecendo o coração e graças ao corpinho e à experiência profissional (da personagem, claro) usa muito adequadamente os seus dotes para tirar toda a gente de um aperto e executar uma cena de grande erotismo industrialista. 

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Sete filmes eróticos e de SM a sério

A trilogia das Cinquenta Sombras, baseada nos livros de E.L. James, é erotismo para meninos. O Porteiro da Noite, História de O, A Dama do Prazer ou A Pianista foram rodados entre os anos 70 e o início do século XXI, e são quatro dos sete filmes eróticos e de temática SM que entraram para a história do cinema pela sua ousadia e qualidade. Alguns deles têm argumentos originais e outros são baseados em livros, nomeadamente História de O, da jornalista e escritora francesa Pauline Réage (pseudónimo de Anne Desclos), publicado em 1954 e que causou escândalo à altura. Eis sete filmes eróticos clássicos.

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Beijos ardentes, traições dilacerantes, momentos de arrebatamento sentimental, finais trágicos. O cinema está cheio de cenas de amor inesquecíveis e estas sete derretem os corações mais insensíveis e fazem chorar as pedras da calçada. Pertencem a clássicos de Hollywood ou do cinema europeu como E Tudo o Vento Levou, Casablanca ou Um Homem e uma Mulher, mas também as há em fitas de produção mais recente como Titanic, sendo protagonizadas por nomes como Clark Gable e Vivien Leigh, Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée, ou ainda Leonardo Di Caprio e Kate Winslet.

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São estes dez, como poderiam ser dez outros, ou ainda mais alguns. Na certeza de que a dezena de filmes que compõem esta lista conseguem abordar vários matizes, registos e temas ligados à realidade gay e à sua múltipla (e nem sempre consensual) representação no cinema. Entre os realizadores destas fitas estão nomes como William Friedkin, Jonathan Demme, Robert Towne, Wong Kar-Wai e o português João Pedro Rodrigues, e as suas histórias decorrem em várias épocas e em países tão diversos como os EUA, a França ou a Argentina, e em cidades como Nova Iorque, Hong Kong ou Lisboa.

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