Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Filmes de Verão para refrescar dias de calor

Filmes de Verão para refrescar dias de calor

Estes são os filmes que deve ver na estação mais quente do ano. Há comédias e dramas, mas sobretudo rituais de passagem.

chama-me pelo teu nome
Chama-me pelo teu nome
Por Raquel Dias da Silva |
Publicidade

Estamos no Verão. O ano varia, as cidades e os protagonistas também, mas o cenário é sempre estival. Há praias e veraneantes, parques de diversão ou parques aquáticos, romances mais ou menos efémeros e muitos rituais de passagem – estes são, no essencial, os ingredientes que encontrará nesta lista de filmes de Verão para refrescar os dias de calor. Desde Escola de Verão (1987) a Chama-me Pelo Teu Nome (2017), há películas para todos os feitios. É mais de comédias ou mais de dramas? Gosta de ambos os géneros? Perfeito, porque tentámos equilibrar as doses de gargalhadas e sentimentalismo. Depois de uma sessão de cinema, pode pensar em ir explorar as melhores praias da Costa da Caparica e criar as suas próprias memórias de Verão.

Recomendado: Filmes em cartaz esta semana

É verão no cinema

“Escola de Verão”, de Carl Reiner (1987)

No último dia de aula antes das férias de Verão, o professor de ginástica Freddy Shoop (Mark Harmon), que está a preparar-se para ir para o Havai com a namorada, é informado de que terá de substituir o professor de inglês na “Escola de Verão”. Mas Shoop não é de todo o professor indicado para um bando de miúdos que não está interessado em estudar. Com a ajuda de uma professora de história, talvez aprenda como ser um mentor para a sua nova turma e uma ou duas coisas sobre si próprio.

“O Meu Primeiro Beijo”, de Howard Zieff (1991)

O Meu Primeiro Beijo (My Girl, no original), de Howard Zieff, não conseguiu convencer a crítica, mas apaixonou o público, principalmente pelo desempenho da jovem Anna Chlumsky, que interpreta a protagonista Vada Sultenfuss, uma miúda de onze anos obcecada pela morte. As suas aventuras no Verão de 1972, do primeiro beijo ao último adeus, vão introduzi-la e ao seu melhor amigo Thomas (Macaulay Culkin) ao mundo da adolescência. O final é mais agridoce do que feliz, mas vale a pena ver esta modesta comédia romântica nem que seja para cantarolar o My Girl, dos The Temptation.

Publicidade

“Antes de Amanhecer”, de Richard Linklater (1995)

No Verão de 1994, Jesse (Ethan Hawke) conhece Céline (Julie Delpy) num comboio para Budapeste, dando início à trilogia romântica de Richard Linklater, que ficou completa com Antes do Anoitecer (2004) e Antes da Meia-Noite (2013). Este “romance para realistas” estreou-se em 1995 no Festival de Berlim, onde venceu um Urso de Ouro e, apesar da passagem discreta pelos cinemas, foi recolhendo aos poucos adeptos fiéis.

“O Mais Louco Verão Americano”, de David Wain (2001)

Quase ninguém quis saber de O Mais Louco Verão Americano (Wet Hot American Summer, no original) quando se estreou em 2001 – foi enxovalhado pela generalidade da crítica e ignorado pelo grande público. A Portugal, só chegou após a edição em DVD e VHS em 2002, mas com o passar dos anos tornou-se um objecto de culto, graças às piadas absurdas, às influências de filmes de adolescentes e campos de férias dos anos 1980 e da subversão dos lugares-comuns do género. E com razão. Realizado por David Wain, o filme retrata o último dia num típico acampamento de férias americano, com um elenco cómico de luxo, que inclui gente como Janeane Garofalo, Paul Rudd, Bradley Cooper, Amy Poehler, Elizabeth Banks ou Michael Ian Black. Entretanto, estreou-se uma sequela na Netflix. A acção decorre em 1991 e parte de uma ideia atirada para o ar numa cena do filme original – que se passa em 1981 – em que os protagonistas combinam encontrar-se passados dez anos no campo de férias.

Publicidade

“Os Reis de Dogtown”, Catherine Hardwicke (2005)

No Sul da Califórnia, na década de 70, a seca em curso obriga os habitantes de Dogtown, em Venice Beach, a esvaziar as piscinas, o que, inesperadamente, se torna numa oportunidade de ouro para um grupo de rapazes surfistas que troca as ondas pelo cimento. Baseado na história verídica da equipa de skate Z-Boys, Lords of Dogtown, no original, leva-nos ao começo de alguns dos maiores nomes do desporto como Stacy Peralta (John Robinson), Tony Alva (Victor Rasuk) e Jay Adams (Emile Hirsch), além do team manager Skip Engblom (Heath Ledger).

“Os Rapazes de Dezembro”, de Rod Hardy (2007)

Baseado no romance de Michael Noonan, conta a história de quatro adolescentes órfãos, todos nascidos no mês de Dezembro, que vão passar o primeiro Verão fora do convento católico no deserto da Austrália, onde cresceram durante os anos 60. Este filme sobre como os laços de amizade podem superar rivalidades conta com Daniel Radcliffe, Lee Cormie, Christian Byers e James Fraser no elenco.

Publicidade

“Adventureland”, de Greg Motolla (2009)

No Verão de 1987, o jovem James Brennan (Jesse Eisenberg) está ansioso por viajar para a Europa antes de ir para a universidade... até perceber que vai ter de arranjar dinheiro se quiser realmente ir estudar jornalismo. Sem outra alternativa senão desistir dos seus planos de férias, James acaba a trabalhar no Adventureland, um parque de diversões em Pittsburgh, na Pensilvânia, onde se apaixona pela sua colega de trabalho Emily (Kristen Stewart).

“O Verão da Minha Vida”, de Jim Rash e Nat Faxon (2013)

Esta comédia dramática, que é também um coming of age independente, estreou-se no Festival Sundance, em 2013. O protagonista é um adolescente, a ultrapassar as dificuldades próprias da idade, que deseja que as férias de Verão em Cape Cod, Massachusetts, passem rápido – pelo menos até conhecer Owen, o responsável pelo parque aquático local, que lhe arranja um emprego temporário.

Publicidade

“Os Reis do Verão”, de Jordan Vogt-Roberts (2013)

Realizado por Jordan Vogt-Roberts, o filme estreou em 2013 no Festival de Cinema Sundance, onde fez sucesso, e conta a história de três jovens que, num derradeiro acto de independência, decidem passar o Verão sozinhos, longe da presença de adultos. Entregues a si próprios terão de aprender a viver com aquilo que os rodeia e a construir uma casa na floresta.

“Chama-me Pelo Teu Nome”, de Luca Guadagnino (2017)

Com argumento de James Ivory e realização de Luca Guadagnino, este drama sobre o amor e a descoberta da sexualidade inspira-se na obra com o mesmo nome escrita pelo italiano de origem egípcio André Aciman. Estamos em Itália, no Verão de 1983, quando Elio, que vive com a família numa mansão do século XVII, se apaixona por um finalista universitário que está a ajudar o seu pai, um professor de arqueologia de renome. Pouco a pouco, começa a esboçar-se uma atracção entre ambos. Muito evocativo, na visualidade 
idílica, na sensualidade 
estival e no erotismo oblíquo mas omnipresente, Chama-me Pelo Teu Nome estreou-se no Festival de Cinema de Sundance (EUA) e é a última parte da trilogia “Desejo”, de que também fazem parte os filmes de Guadagnino Eu Sou o Amor (2009) e Mergulho Profundo (2015).

Verão em Lisboa

FESTIVAL SUPER BOCK SUPER ROCK 2014
Fotografia: Arlindo Camacho
Música

Guia completo dos festivais de Verão

Desde megaproduções, como o NOS Alive, a festivais um pouco mais pequenos mas ainda assim grandes, como o Super Bock Super Rock e o Vodafone Paredes de Coura, e eventos mais especializados como o Jazz em Agosto, o Festival Forte ou o FMM Sines. É só escolher.

Publicidade
Publicidade