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Filmes de Verão para refrescar dias de calor

Comédias e dramas, aventura e mistério, mas sobretudo rituais de passagem. Há de tudo nestes filmes de verão

Por Raquel Dias da Silva e Tiago Neto
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É oficialmente Verão e, assim sendo, não podíamos deixar de assinalar a ocasião com cinema quente. Isso, quente, e não escaldante, porque para esse pode sempre ver esta lista. Agora que sabe ao que vem, queremos que arranje pouso e cocktail, vá buscar a ventoinha e prepare-se para cinematografia estival de qualidade. De Chama-me Pelo Teu Nome e Mergulho Profundo a clássicos como Conta Comigo e Os Goonies, e claro, Juventude Inconsciente ou Os Reis de Dogtown. A oferta é variada mas nunca anda muito longe de histórias contadas e decorridas sob o calor intenso. Eis 15 filmes de Verão para se refrescar.

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É Verão no cinema

"Os Goonies", de Richard Donner (1985)

O clássico de Richard Donner caminha a passos largos para as quatro décadas, mas continua a ser uma maravilhosa referência à amizade e às aventuras da adolescência. A história é bem conhecida: com a venda iminente da sua casa de família e consequente mudança, Mikey (Sean Astin) e Brandon Walsh (Josh Brolin) tentam arranjar formas de anagariar dinheiro. Mas, por um acaso, "tropeçam" numa viagem de mistério e acabam por descobrir um tesouro há muito escondido.

"Conta Comigo", de Rob Reiner (1986)

Embora seja baseado num conto de Stephen King, este clássico coming of age é melancólico e emocionante ao invés de assustador. Wil Wheaton, River Phoenix, Corey Feldman e Jerry O'Connell são quatro amigos que partem em busca de um morto que supostamente foi visto perto da sua cidade no Oregon. Mas, para isso, há muita aventura e perigo que os rapazes terão de enfrentar.

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“Escola de Verão”, de Carl Reiner (1987)

No último dia de aulas antes das férias de Verão, o professor de ginástica Freddy Shoop (Mark Harmon), que está a preparar-se para ir para o Havai com a namorada, é informado de que terá de substituir o professor de inglês na “Escola de Verão”. Mas Shoop não é de todo o professor indicado para um bando de miúdos que não está interessado em estudar. Com a ajuda de uma professora de história, talvez aprenda como ser um mentor para a sua nova turma e uma ou duas coisas sobre si próprio.

“O Meu Primeiro Beijo”, de Howard Zieff (1991)

O Meu Primeiro Beijo (My Girl, no original), de Howard Zieff, não conseguiu convencer a crítica, mas apaixonou o público, principalmente pelo desempenho da jovem Anna Chlumsky, que interpreta a protagonista Vada Sultenfuss, uma miúda de onze anos obcecada pela morte. As suas aventuras no Verão de 1972, do primeiro beijo ao último adeus, vão introduzi-la e ao seu melhor amigo Thomas (Macaulay Culkin) ao mundo da adolescência. O final é mais agridoce do que feliz, mas vale a pena ver esta modesta comédia romântica, nem que seja para cantarolar "My Girl" dos The Temptations.

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"Juventude Inconsciente", de Richard Linklater (1993)

Um dos primeiros trabalhos de Richard Linklater, esta suave comédia de amadurecimento dos anos 1970, segue um amplo grupo de adolescentes do Texas durante o último dia de aulas. Ben Affleck e Cole Hauser estão entre as futuras estrelas que aparecem, enquanto Matthew McConaughey veste a pele de David Wooderson e grava aqui uma das suas frases icónicas: "Eu fico mais velho, eles ficam da mesma idade".

“Antes de Amanhecer”, de Richard Linklater (1995)

No Verão de 1994, Jesse (Ethan Hawke) conhece Céline (Julie Delpy) num comboio para Budapeste, dando início à trilogia romântica de Richard Linklater, que ficou completa com Antes do Anoitecer (2004) e Antes da Meia-Noite (2013). Este “romance para realistas” estreou-se em 1995 no Festival de Berlim, onde venceu um Urso de Ouro e, apesar da passagem discreta pelos cinemas, foi recolhendo aos poucos adeptos fiéis.

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“O Mais Louco Verão Americano”, de David Wain (2001)

Quase ninguém quis saber de O Mais Louco Verão Americano (Wet Hot American Summer, no original) quando se estreou em 2001 – foi enxovalhado pela generalidade da crítica e ignorado pelo grande público. A Portugal, só chegou após a edição em DVD e VHS em 2002, mas com o passar dos anos tornou-se um objecto de culto, graças às piadas absurdas, às influências de filmes de adolescentes e campos de férias dos anos 1980 e da subversão dos lugares-comuns do género. E com razão. Realizado por David Wain, o filme retrata o último dia num típico acampamento de férias americano, com um elenco cómico de luxo, que inclui gente como Janeane Garofalo, Paul Rudd, Bradley Cooper, Amy Poehler, Elizabeth Banks ou Michael Ian Black. Entretanto, estreou-se uma sequela na Netflix. A acção decorre em 1991 e parte de uma ideia atirada para o ar numa cena do filme original – que se passa em 1981 – em que os protagonistas combinam encontrar-se passados dez anos no campo de férias.

"American Pie 2: O Ano Seguinte", de J.B. Rogers (2001)

Após o primeiro ano na faculdade, os rapazes decidem reunir-se para aproveitar o Verão e arrendam uma casa onde planeiam passar as férias. Jim (Jason Biggs) continua a sua busca pela independência sexual. Kev (Thomas Ian Nicholas) e Vicky (Tara Reid) tentam combater a estranheza de um relacionamento acabado. Oz (Chris Klein) prepara-se para lidar com um namoro à distância, quando Heather (Mena Suvari) for para França. Stifler (Seann William Scott) não perde a oportunidade para transformar as férias num recreio sexual, e Finch (Eddie Kaye Thomas), que não esqueceu a mãe do amigo, vira-se para o Tantra.

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“Os Reis de Dogtown”, Catherine Hardwicke (2005)

No Sul da Califórnia, na década de 70, a seca em curso obriga os habitantes de Dogtown, em Venice Beach, a esvaziar as piscinas, o que, inesperadamente, se torna numa oportunidade de ouro para um grupo de rapazes surfistas que troca as ondas pelo cimento. Baseado na história verídica da equipa de skate Z-Boys, Lords of Dogtown, no original, leva-nos ao começo de alguns dos maiores nomes do desporto como Stacy Peralta (John Robinson), Tony Alva (Victor Rasuk) e Jay Adams (Emile Hirsch), além do team manager Skip Engblom (Heath Ledger).

“Os Rapazes de Dezembro”, de Rod Hardy (2007)

Baseado no romance de Michael Noonan, conta a história de quatro adolescentes órfãos, todos nascidos no mês de Dezembro, que vão passar o primeiro Verão fora do convento católico no deserto da Austrália, onde cresceram durante os anos 1960. Este filme sobre como os laços de amizade podem superar rivalidades conta com Daniel Radcliffe, Lee Cormie, Christian Byers e James Fraser no elenco.

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“Adventureland”, de Greg Motolla (2009)

No Verão de 1987, o jovem James Brennan (Jesse Eisenberg) está ansioso por viajar para a Europa antes de ir para a universidade – até perceber que vai ter de arranjar dinheiro se quiser realmente ir estudar jornalismo. Sem outra alternativa senão desistir dos seus planos de férias, James acaba a trabalhar no Adventureland, um parque de diversões em Pittsburgh, na Pensilvânia, onde se apaixona pela sua colega de trabalho Emily (Kristen Stewart).

“O Verão da Minha Vida”, de Jim Rash e Nat Faxon (2013)

Esta comédia dramática, que é também um coming of age independente, estreou-se no Festival Sundance, em 2013. O protagonista é um adolescente a ultrapassar as dificuldades próprias da idade, que deseja que as férias de Verão em Cape Cod, Massachusetts, passem rápido – pelo menos até conhecer Owen, o responsável pelo parque aquático local, que lhe arranja um emprego temporário.

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“Os Reis do Verão”, de Jordan Vogt-Roberts (2013)

Realizado por Jordan Vogt-Roberts, o filme estreou em 2013 no Festival de Cinema Sundance, onde fez sucesso, e conta a história de três jovens que, num derradeiro acto de independência, decidem passar o Verão sozinhos, longe da presença de adultos. Entregues a si próprios, terão de aprender a viver com aquilo que os rodeia e a construir uma casa na floresta.

"Mergulho Profundo", de Luca Guadagnino (2015)

É um padrão na filmografia de Luca Guadagnino, o sol de Verão como pano de fundo para as histórias. Aqui, Marianne Lane (Tilda Swinton), uma lenda do rock, está a carregar baterias na ilha de Pantelleria com o seu parceiro Paul (Matthias Schoenaerts), quando o produtor e antiga paixão Harry (Ralph Fiennes) chega inesperadamente com a sua filha Penelope (Dakota Johnson) e interrompe as suas férias. E Harry traz consigo uma nostalgia delirante da qual pode não haver salvação.

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“Chama-me Pelo Teu Nome”, de Luca Guadagnino (2017)

Com argumento de James Ivory e realização de Luca Guadagnino, este drama sobre o amor e a descoberta da sexualidade inspira-se na obra com o mesmo nome escrita pelo italiano de origem egípcia André Aciman. Estamos em Itália, no Verão de 1983, quando Elio, que vive com a família numa mansão do século XVII, se apaixona por um finalista universitário que está a ajudar o seu pai, um professor de arqueologia de renome. Pouco a pouco, começa a esboçar-se uma atracção entre ambos. Muito evocativo, na visualidade idílica, na sensualidade estival e no erotismo oblíquo mas omnipresente, Chama-me Pelo Teu Nome estreou-se no Festival de Cinema de Sundance (EUA) e é a última parte da trilogia “Desejo”, de que também fazem parte os filmes de Guadagnino Eu Sou o Amor (2009) e Mergulho Profundo (2015).

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