Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Oito filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro

Oito filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro

Fellini, Truffaut, Bergman e Tati são alguns dos realizadores que assinaram filmes que ganharam o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro – e que se tornaram clássicos do cinema

Dersu Uzala,
A Águia da Estepe (1975)
Por Eurico de Barros |
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A Estrada, O Meu Tio, A Fonte da Virgem ou A Noite Americana contam-se entre os grandes filmes da história do cinema que foram premiados nos EUA pela Academia de Hollywood.

Oito clássicos que ganharam o Óscar de Filme Estrangeiro

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‘A Estrada’, de Federico Fellini (1956)

Aparentemente um filme neo-realista, esta história de um homem das forças armadas, Zampanó (Anthony Quinn), da frágil e ingénua rapariga, Gelsomina (Giulietta Masina) que este compra à mãe para o acompanhar na estrada e tocar música para o público, e do Tolo (Richard Basehart), um equilibrista e palhaço, é na verdade uma narrativa simbólica com uma forte componente católica. Isto levou a crítica de esquerda em Itália a hostilizar e denunciar a fita, mas a Academia não pensou assim e concedeu-lhe o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

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‘O Meu Tio’, de Jacques Tati ( 1958)

O “tio” do título é o Sr. Hulot, a tão genial quanto gentil e distraída personagem interpretada por Jacques Tati, que também funciona como o seu alter ego cinematográfico. Hulot vai visitar o sobrinho de nove anos, que vive com os pais numa vivenda ultramoderna num novo subúrbio de Paris, e esta situação familiar serve para Tati fazer uma sátira minuciosa, certeira, irresistível, à sociedade de consumo, de massas e da inovação tecnológica que despontava em França, passados os anos duros do pós-guerra, e confrontar Hulot com ela.

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‘A Fonte da Virgem’, de Ingmar Bergman (1960)

Este filme de época deu a Ingmar Bergman o primeiro dos três Óscares de Melhor Filme Estrangeiro que ganhou. O realizador sueco baseou-se numa lenda medieval do seu país para rodar esta história da implacável vingança de um pai sobre os três homens que lhe violaram e mataram a filha adolescente. É clara a influência de Akira Kurosawa no estilo de Ingmar Bergman à época, tendo o próprio realizador chamado então ao filme, cheio de referências ao paganismo e ao cristianismo, “uma pobre imitação de Kurosawa”.

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‘Comboios Rigorosamente Vigiados’, de Jiri Menzel (1967)

Baseado num livro do escritor e actor checo Bohumil Hrabal, que também assina o argumento, este é um dos títulos mais conhecidos e celebrados da Nova Vaga do cinema checoslovaco, e a primeira-longa metragem do seu realizador, Jiri Menzel. Milos, o jovem herói, arranja emprego numa estação de caminhos de ferro do seu país durante a ocupação alemã na II Guerra Mundial, e está obcecado em perder a virgindade. Menzel espeta várias farpas no poder comunista da época com esta comédia erótica e sardónica.

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‘O Charme Discreto da Burguesia’, de Luis Buñuel (1972)

O mestre espanhol dá aqui largas ao seu gosto pelas derivas surrealistas e pelas narrativas desprovidas de qualquer lógica. Dois casais dirigem-se a casa de amigos para jantar, mas lá chegados, descobrem que se enganaram no dia. Vão então a uma estalagem para comer, mas está fechada, porque o dono morreu e está a ser velado lá por família, amigos e empregados.  O filme inclui cinco encontros semelhantes, com estas e outras personagens, envolvendo várias peripécias, e quatro sequências de sonhos das mesmas.

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‘A Noite Americana’, de François Truffaut (1973)

Um dos melhores filmes já feitos sobre o cinema, passado durante a atribulada rodagem de um filme, um dramalhão sentimental intitulado Je Vous Présente Paméla. Truffaut, que também interpreta o papel do realizador, filma animada, detalhada e gostosamente, os problemas, as peripécias, os inesperados, as relações de amizade e amorosas que se fazem e desfazem durante uma rodagem, bem como os problemas, as manias e os ridículos de actores e actrizes, mostrando todo o artifício em que o cinema assenta – começando logo pelo do título.

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‘A Águia da Estepe’, de Akira Kurosawa (1975)

O melhor do cinema japonês encontra-se com o melhor do cinema russo nesta obra-prima que o grande realizador nipónico foi fazer à Rússia. Passada no início do século XX e baseada em factos reais, esta é a história da amizade entre Vladimir Arsenev, um capitão de engenharia do exército russo, e Dersu Uzala, um caçador nómada, que foi o guia da equipa que aquele liderou em duas expedições aos confins da Rússia asiática. Uma grande aventura clássica de exploração na natureza, um magnífico poema cinematográfico e uma elegia por um modo de vida.

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'Cinema Paraíso', de Giuseppe Tornatore (1988)

Quem não conhece a história de Salvatore, que recua 30 anos no tempo, por via da memória, para regressar ao mundo mágico dos filmes, guiado pelo projeccionista Alfredo. Escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, Cinema Paraíso foi lançado em Novembro de 1988, conquistou a Academia, e garantiu um lugar na posteridade. 

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©DR
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