Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Dez filmes que ganharam o Óscar de Melhor Guarda-Roupa
Marie Antoinette
Marie Antoinette

Dez filmes que ganharam o Óscar de Melhor Guarda-Roupa

A estatueta mais glamorosa dos Óscares só existe desde 1949. Eis alguns dos vencedores do Óscar de Melhor Guarda-Roupa

Por Rui Monteiro
Publicidade

Foram precisas 20 cerimónias de entrega de prémios para alguém se lembrar de criar o Óscar de Melhor Guarda-roupa. Foi só em 1949, e havia uma estatueta para filmes a preto e branco e outra para filmes a cores. Essa prática manteve-se durante quase duas décadas, mas desde a gala de 1968 que só é entregue um prémio. Antes da entrega dos Óscares de 2020, retomamos alguns filmes mais bem-vestidos de sempre, desde produções de época, como Fanny e Alexander, de Ingmar Bergman, a clássicos da ficção científica como A Guerra das Estrelas, de George Lucas.

Recomendado: Óscares 2020

Oito filmes que ganharam o Óscar de Melhor Guarda-Roupa

Eva (1950)

Entre os seis Óscares para o filme de Joseph L. Mankiewicz, com Bette Davis e Anne Baxter, mais Marilyn Monroe num pequeno papel, estava o de melhor Guarda-roupa, na categoria de preto e branco, entregue à recordista absoluta de nomeações e mais oscarizada das estilistas de Hollywood. Edith Head, falecida em 1981, foi nomeada 35 vezes e ganhou em oito ocasiões, começando, logo em 1949, com A Herdeira, para só terminar em 1973, com A Golpada.

Um Americano em Paris (1951)

Por junto, os vencedores do Óscar para o Melhor Guarda-roupa de 1951, Orry-Kelly, Walter Plunkett e Irene Sharaff, têm 29 nomeações e oito Óscares, sendo que a conta de Sharaff contribui com, nada mais nada menos, do que 15 nomeações e cinco estatuetas, entre elas as merecidas pelo seu trabalho em Quem tem Medo de Virginia Woolf?, Funny Girl e Porgy e Bess, além deste Um Americano em Paris, de Vincente Minnelli, com Gene Kelly e Leslie Caron.

Publicidade

A Doce Vida (1960)

A história cinematográfica do estilista Piero Gherardi é curta, mas ainda assim com uma elevada taxa de concretização, pois valeu-lhe duas estatuetas nas três vezes que foi nomeado. Ao lado de Federico Fellini, começou com esta película onde Marcello Mastroianni encontra Anita Ekberg e Anouk Aimée. Prosseguiu, três anos depois, com Fellini 8½; a nomeação por Julieta dos Espíritos, em 1965, concluiu a relação com o realizador e com os prémios.

A Guerra das Estrelas (1977)

O britânico John Mollo era fascinado por uniformes militares, e fez dessa paixão carreira, escrevendo sobre o assunto e trabalhando como consultor em filmes como Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, que venceu o Óscar de Melhor Guarda-Roupa em 1976. Mas foi um filme de ficção científica que lhe valeu o primeiro Óscar, na mesma categoria. Falamos de A Guerra das Estrelas, o monólito pop que de certa forma ajudou a erguer. Passados cinco anos, voltaria a ganhar uma estatueta dourada, pelo seu trabalho em Gandhi, de Richard Attenborough.

Publicidade

Fanny e Alexander (1983)

Este drama de época escrito e dirigido por Ingmar Bergman valeu a Marik Vos o seu único Óscar, apesar de três vezes ter saboreado o prazer da nomeação. E difícil seria de outra maneira, pois na filmografia da estilista apenas se encontram cinco películas, todas do realizador sueco, sendo que os seus outros guarda-roupas nomeados foram A Fonte da Virgem (1960) e Lágrimas e Suspiros (1972). 

Drácula de Bram Stoker (1992)

E continuamos com filmes de época, desta vez da facção terror, para chegar ao Óscar de Eiko Ishioka nesta película em que Francis Ford Coppola, com Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins e Keanu Reeves, adapta um dos principais clássicos da literatura fantástica e de terror. A estilista japonesa teve uma carreira cinematográfica diminuta, mas, apesar de trabalhar em pouco mais de uma dezena de películas, ainda conseguiu outra nomeação, em 1972, a título póstumo, pela sua colaboração com Tarsem Singh em Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Gira do Que Eu?

Publicidade

Priscilla, a Rainha do Deserto (1994)

A tragicomédia realizada por Stephan Elliott é, com Viagens com a Minha Tia, de George Cukor, um dos únicos filmes contemporâneos a vencer a categoria de Melhor Guarda-roupa desde a fusão dos prémios para cor e preto e branco, em 1967. O enredo conta a história da viagem de dois artistas de travesti, interpretados por Hugo Weaving e Guy Pearce, e uma transexual, magnificamente criada por Terence Stamp, através da Austrália, num velho autocarro. E foi, na época, um surpreendente êxito entre crítica e público. Com o guarda-roupa luminoso e extravagante que criaram, Tim Chappel e Lizzy Gardiner arrebataram a estatueta e deram o seu contributo para uma outra visão da comunidade gay.

Maria Antonieta (2006)

A estilista italiana Milena Canonero, que nasceu em 1946 e divide o seu trabalho entre o cinema e o teatro, não era nenhuma estranha no palco da cerimónia quando recebeu o seu Óscar pelo trabalho no filme de Sofia Coppola em que a rainha da França cogita porque não há-de o povo comer brioches se não tem pão. Entre as suas oito nomeações, antes, Canonero já recebera estatuetas por Barry Lyndon, em 1975, e, em 1981, por Momentos de Glória, vindo a receber ainda, em 2015, mais uma pelo guarda-roupa de Grand Budapest Hotel

Publicidade

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (2016)

O livro homónimo de J. K. Rowling dá o mote para esta acção, situada em 1926, ano em que Newt Scamander (o premiado Eddie Redmayne) termina uma viagem à volta do mundo para encontrar e documentar um conjunto extraordinário de criaturas mágicas. O filme de fantasia foi dirigido por David Yates. A inevitável sequela, Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, chegou em 2018. 

Black Panther (2018)

A estilista afro-americana Ruth E. Carter desenhou, ou pelo menos ajudou a escolher, o guarda-roupa de inúmeras fitas de Spike Lee, e foi nomeada para o primeiro Óscar de Melhor Guarda-Roupa em 1992, precisamente pelo seu trabalho com o realizador em Malcolm X. Voltou a ser nomeada passados cinco anos, por Amistad, de Steven Spielberg. Mas teve de esperar até ao ano passado para levar para casa a primeira estatueta dourada, pelo filme de super-heróis afro-futurista Black Panther, de Ryan Coogler.

A caminho dos Óscares

Titanic
©DR

Os filmes que ganharam mais Óscares

Filmes

Antes da cerimónia de entrega dos Óscares, que se realiza a 9 de Fevereiro, em Los Angeles, recordamos alguns dos filmes com o maior número de estatuetas no currículo. O clássico Ben-Hur, realizado em 1959 por William Wyler, Titanic (1997), de James Cameron, e a terceira parte da trilogia O Senhor dos Anéis, rodada por Peter Jackson e estreada em 2003, lideram a lista dos recordistas de Óscares na história do cinema, com 11 prémios.

Meryl Streep nos Globos de Ouro 2017
©Image Group LA/HFPA

As actrizes e os actores com mais Óscares

Filmes

Foram muitos os actores e actrizes que, desde 1929, ganharam um Óscar. Pouco mais de 40 conseguiram levar para casa duas estatuetas da Academia ao longo da sua carreira. Mas mais do que isso? Quase nenhuns. Estes foram os actores e actrizes que ganharam mais Óscares até hoje.

Publicidade
Hitchcock Truffaut
©DR

Grandes realizadores que nunca ganharam o Óscar

Filmes

Já se sabe que nem sempre os melhores realizadores (e os melhores actores e os melhores filmes) são aqueles que ganham os Óscares, e já por muitas ocasiões as estatuetas de Hollywood foram parar às pessoas erradas, deixando de mãos a abanar quem as merecia. Conheça os grandes realizadores que nunca ganharam o Óscar (de melhor realizador).

Recomendado

    Também poderá gostar

      Publicidade