Óscares

Tudo o que precisa de saber para estar preparado para os Óscares, incluindo nomeações, previsões, críticas de filmes e entrevistas

Fotografia: Sarah Hadley

Dos filmes que nunca deveriam ter ganho uma estatueta dourada aos nomeados mais improváveis, trazemos-lhe tudo o que precisa de saber sobre os Óscares em 2018. Entre o melhor filme, o melhor actor ou a melhor actriz, fique a par dos candidatos mais fortes aos cobiçados prémios da indústria cinematográfica norte-americana.

Quando são os Óscares?
A cerimónia irá decorrer na noite de 4 de Março de 2018.
Onde será o evento?
A entrega de prémios terá lugar no Dolby Theatre, em Hollywood, onde acontece anualmente desde 2002.
Quando é que as nomeações são reveladas?
A 23de Janeiro ficámos a saber quem são os candidatos.
Quem vai apresentar a 89ª edição da cerimónia?
O apresentador e comediante norte-americano Jimmy Kimmel.

RECOMENDADO: Os melhores filmes de 2017

Óscares 2018

"A Forma da Água" é o grande vencedor dos Óscares
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"A Forma da Água" é o grande vencedor dos Óscares

O filme de Guillermo del Toro levou para casa quatro estatuetas douradas, incluindo as de Melhor Filme e Melhor Realizador, e partilhou a noite com momentos que vão ficar para a história dos Óscares, como o vencedor mais velho de sempre ou o primeiro trans a ser distinguido pela Academia. Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Banda Sonora e Melhor Direcção de Arte: eis os quatro Óscares que A Forma de Água venceu. Dunkirk ficou logo a seguir, com três estatuetas em categorias técnicas: Melhor Montagem, Melhor Edição Sonora e Melhor Mistura de Som. Frances McDormand, como os críticos da Time Out Lisboa apostaram, ganhou o prémio de Melhor Actriz do ano, e Gary Oldman, pela interpretação de Churchill em A Hora Mais Negra, foi distinguido com o galardão de Melhor Actor. Nos secundários, a Academia distinguiu Sam Rockwell pelo papel em Três Cartazes à Beira da Estrada e Allison Janney, por Eu,Tonya. Coco, da Pixar, é o Filme de Animação do ano.  "Se esta noite está nomeado mas não está a fazer história, temos pena..." Quem o disse foi o apresentador Jimmy Kimmel – e, de facto, a 90ª cerimónia será inesquecível por várias razões: Uma Mulher Fantástica transformou-se no primeiro filme protagonizado por uma actriz transgénero a ganhar um Óscar (o de Melhor Filme Estrangeiro); com 89 anos, James Ivory tornou-se o homem mais velho de sempre a ser distinguido, pelo Argumento Adaptado de Chama-me Pelo Teu Nome; e a estatueta de Melhor Argumento Original foi para Jordan Peele (Corr

Óscares 2018: Dez momentos electrificantes numa cerimónia morna
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Óscares 2018: Dez momentos electrificantes numa cerimónia morna

Nada alguma vez se vai comparar com a colossal confusão de há um ano, o engano no anúncio do Óscar para Melhor Filme que acrescentou o termo EnvelopeGate ao léxico cultural de Hollywood. Mas se é verdade que na noite passada não assistimos a qualquer calamidade – talvez porque seria demasiado previsível – a cerimónia dos Óscares conteve ainda assim uma mão cheia de momentos a puxar à ovação, na sua maioria a merecer os hashtags #Metoo e #Timesup e de alguma forma relacionados com as muitas ramificações da queda de Harvey Weinstein. Eis dez momentos sobre os quais se andará a falar nas próximas 24 horas.       "This is for my old buddy Phil Hoffman" (“Esta é para o meu velho amigo Phil Hoffman"), disse Sam Rockwell no final do discurso de agradecimento pelo Óscar de Melhor Actor Secundário em Três Cartazes à Beira da Estrada, já com a música em crescendo e a convidá-lo a sair de cena. Foi muito rápido, muita gente pode nem ter dado por isso, mas a reacção ruidosa da plateia foi significativa: ainda estamos todos a fazer o luto pelos papéis que Philip Seymour Hoffman, prematuramente desaparecido, não protagonizou. "Representation matters," (“A representação conta/importa”): disse o realizador de Coco, Lee Unkrich, depois de receber o Óscar por Melhor Filme de Animação. Com grande à-vontade no pódio (já lá tinha estado para receber o Óscar por Toy Story 3), Unkrich agradeceu ao povo do México e às suas “"infindavelmente belas cultura e tradições”. Significativamente, o seu

Óscares 2018: os palpites dos críticos da Time Out Lisboa
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Óscares 2018: os palpites dos críticos da Time Out Lisboa

Não perca o nosso Especial Óscares 2018

'A Forma da Água' lidera corrida aos Óscares com 13 nomeações
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'A Forma da Água' lidera corrida aos Óscares com 13 nomeações

A Forma da Água, de Guillermo del Toro, é o filme mais nomeado para a edição deste ano dos Óscares, que acontece a 4 de Março. O filme que já valeu ao mexicano o Globo de Ouro de Melhor Realizador surge bem à frente de Três Cartazes à Beira da Estrada, até aqui apontando como o grande favorito. O filme de Martin McDonagh tem sete indicações. Dunkirk, de Christopher Nolan, somou oito nomeações. A pouco mais de um mês da grande cerimónia, foram esta terça-feira anunciados os nomeados para Óscares. Com alguma surpresa, A Forma da Água, que ainda neste fim-de-semana foi premiado pelos produtores de Hollywood, tornou-se no filme mais nomeado este ano. Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz (Sally Hawkins), Melhor Actor e Actriz Secundários (Richard Jenkins e Octavia Spencer), Melhor Argumento e Melhor Banda Sonora (Alexandre Desplat) são algumas das indicações. O filme estreia-se em Portugal a 1 de Fevereiro. Logo atrás, está Dunkirk com oito nomeações, inclusive Melhor Filme e Melhor Realizador. Já Três Cartazes à Beira da Estrada, que tem conquistado quase todos os prémios que antecedem os Óscares, está nomeado em sete categorias. A comédia negra está nomeada para Melhor Filme, mas não para Melhor Realizador. Frances McDormand, a grande favorita ao Óscar de Melhor Actriz, não falhou a nomeação. Na corrida ao Óscar de Melhor Filme estão ainda Chama-me pelo Teu Nome, A Hora Mais Negra, Get Out, Lady Bird, Phantom Thread e The Post. Entre os filmes mais nome

Óscares 2018: conheça os nomeados na categoria de Melhor Filme
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Óscares 2018: conheça os nomeados na categoria de Melhor Filme

Vendo as nomeações de maneira aritmético-desportiva, A Forma da Água segue à frentee Três Cartazes à Beira da Estrada está na sua peugada. O que pode muito bem nãoquerer dizer nada. Surpresas podem acontecer, pelo que nada é garantido. Exceptoserem estas as nove películas nomeadas para Óscar de Melhor Filme.

Óscares 2018: E o Melhor Filme de Animação é…
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Óscares 2018: E o Melhor Filme de Animação é…

Apesar dos Óscares especiais para Branca de Neve e os Sete Anões, Quem Tramou Roger Rabbit e Toy Story, ou a nomeação para Melhor Filme de A Bela e o Monstro, foram precisas sete décadas para os profissionais de animação verem reconhecido o seu trabalho. E desde Shrek grande foi a evolução, vísivel na lista de nomeados. Recomendado: Especial Óscares 2018

Óscares 2018: cante connosco a Melhor Canção Original
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Óscares 2018: cante connosco a Melhor Canção Original

Este Óscar deve premiar canções que tenham um papel real no filme (A Whole New World, em Aladino, por exemplo). Nem sempre acontece. Talvez aconteça este ano. Seja como for, embora atribuído aos compositores, não é indiferente quem canta os temas nomeados. E há intérpretes de peso nesta edição. Recomendado: Óscares 2018

Óscares 2018: Categorias técnicas ou a corrida dos desconhecidos
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Óscares 2018: Categorias técnicas ou a corrida dos desconhecidos

Melhor Mistura de Som são Óscares de que só os profissionais querem saber. Porém, sem estes elementos, por vezes fundamentais à intriga e à narrativa, o cinema seria diferente. Faça-se justiça. E aqui vão eles. Recomendado: Especial Óscares 2018

Óscares 2018: E o Melhor Documentário é…
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Óscares 2018: E o Melhor Documentário é…

A crise económica de 2008, a vida nas pequenas comunidades, a dopagem no desporto russo, a Guerra da Síria, ou o papel da Justiça na discriminação racial são os temas dos cinco filmes nomeados. Obras que, apesar de uma excepção, contrariam a tendência de confundir realidade com ficção, fixando no documentário realista as suas intenções. Recomendado: Tudo sobre os Óscares

Óscares 2018: e o Melhor Filme Estrangeiro é…
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Óscares 2018: e o Melhor Filme Estrangeiro é…

Um Óscar é um Óscar, e mesmo para os que, na Europa, acham o de Melhor Filme Estrangeiro sinal de paternalismo de Hollywood, nunca é indiferente o vencedor, ou os perdedores. Entre dezenas de candidatos, caíram no goto do júri cinco nomeados de diferentes latitudes estéticas e geográficas. Cinco desafios em desfile já a seguir.

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Que papelão

Entrevista a Margot Robbie: "Não deixaria ninguém fazer um filme sobre mim"
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Entrevista a Margot Robbie: "Não deixaria ninguém fazer um filme sobre mim"

Margot Robbie sobe a parada em Eu, Tonya. A actriz de 27 anos interpreta e faz-nos empatizar com Tonya Harding, a patinadora caída em desgraça que ficará para sempre associada ao ataque a Nancy Kerrigan, a sua colega na equipa olímpica de patinagem artística, a quem partiram uma perna. Realizado por Craig Gillespie e co-produzido pela própria Margot Robbie, Eu, Tonya é uma epopeia desportiva scorsesiana que valeu à australiana a sua primeira nomeação para o Óscar de Melhor Actriz. Recomendado: Especial Óscares 2018 Ouvi dizer que jogaste hóquei no gelo quando eras mais nova. Confirmas? Joguei quando vim para os Estados Unidos [em 2011]. Sou de uma cidade costeira da Austrália, por isso os desportos no gelo não eram sequer uma opção. Mas lembro-me de adorar a trilogia A Hora dos Campeões [The Mighty Ducks, com Emilio Estevez]. Jogavas em que posição? Ala direita, mas não te quero enganar – não tenho lá muito jeito. Ainda assim, a tua experiência em patins deve ter-te ajudado a fazer os triplos axels em Eu, Tonya. [Sarcasticamente] Sim, eu faço um triplo axel. Fácil. Agora a sério: ninguém sabia o quão difícil era. Quando começámos a planear essa cena pensávamos que era só uma questão de contratar um duplo. E o coreógrafo das cenas de patinagem teve de nos explicar que ninguém consegue fazer um triplo axel. Só havia duas mulheres nos Estados Unidos que os conseguiam fazer, e eram ambas asiáticas. Acabámos por fazer a cena no computador. Incrível! Mas d

Willem Dafoe: “As pessoas agora estão a engatar-se a elas próprias”
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Willem Dafoe: “As pessoas agora estão a engatar-se a elas próprias”

Willem Dafoe sofre como gente grande. É o seu maior talento, sofrer. Seja à frente da câmara de Lars von Trier, no brutalmente violento Anticristo, ou debaixo da vela de Madonna, a pingar cera para o seu Corpo de Delito, Dafoe aturou muita coisa. O actor de 62 anos tem o talento de parecer sempre vexado; e tanto deixou realizadores aproveitarem-se disso para nos fazerem rir, como Wes Anderson, como para ainda tornarem mais grandiosos filmes de super-heróis – entrou na trilogia de Homem-Aranha de Sam Raini e vai começar a trabalhar em Aquaman. Mas talvez The Florida Project, o novo filme de Sean Baker, seja o seu papel mais puxado. Encarna o gerente de um motel à beira da Disney World e a interpretação é capaz de lhe valer o primeiro Óscar. Mas ele não se deixa afecta por essa conversa e prefere falar sobre aquilo que faz melhor: desaparecer. Recomendado: Óscares 2018   O Bobby, o teu personagem em The Florida Project, é o gerente de um motel, mas também é, de vez em quando, o protector de garotos que têm uma vida complicada. Gosto da posição que ele ocupa. O Bobby está com eles, mas também está de fora – ele está dentro e fora. Não há nada de extraordinário nele enquanto pessoa, mas há algo de belo na forma como é apenas um tipo normal que faz pequenos actos heróicas. Há alturas no filme em que a vida destas crianças parece uma maravilha, mas percebemos que não é o caso quando conhecemos os pais. Tens o mundo das crianças, que roça o caos, que é pura divers

Os melhores papéis de Frances McDormand
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Os melhores papéis de Frances McDormand

Frances McDormand sente-se em casa em todos os géneros. A prova é esta lista das suas interpretações mais aplaudidas. Recomendado: Big Little Lies e Três Cartazes à Beira da Estrada são os grandes vencedores dos Globos de Ouro mais negros de sempre

Óscares 2018: E o Melhor Actor Secundário é...
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Óscares 2018: E o Melhor Actor Secundário é...

Dois dos nomeados na categoria de Melhor Actor Secundário vêm do mesmo filme. Mas isso acontece muito. Embora também não seja raro a experiência acumulada pelos candidatos nesta categoria, não deixa de ser notável que, por junto, este quinteto já vá em 636 películas no total. Ah! E ainda há um nomeado que nem devia entrar no filme. Recomendado: Especial Óscares 2018

Óscares 2018: E a Melhor Actriz Secundária é…
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Óscares 2018: E a Melhor Actriz Secundária é…

Sem contar com Octavia Spencer, com treino de outros Óscares, as quatro nomeadas que sobram na edição de 2018 têm perante si a possibilidade de pela primeira vez agradecerem o prémio. Ou não. Que só há lugar para uma. E, a bem dizer, qualquer resultado será merecido perante este leque de intérpretes moldadas pela televisão. Recomendado: E o Melhor Actor Secundário é...

Dez papéis memoráveis de Christopher Plummer
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Dez papéis memoráveis de Christopher Plummer

O veterano Plummer começou a fazer filmes há exactamente 60 anos e evocamos aqui uma dezena dos seus maiores papéis, em filmes como A Queda do Império Romano, Música no Coração ou O Homem que Queria Ser Rei. Agora, está nomeado para o Óscar na categoria de Melhor Actor Secundário, com o filme Todo o Dinheiro do Mundo.  Recomendado:Tudo sobre os Óscares 2018

Os filmes essenciais de Willem Dafoe
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Os filmes essenciais de Willem Dafoe

Frequentador de filmes independentes como de grandes produções de estúdio e de fitas europeias de autor, Willem Dafoe é um actor para todas as estações, que não se deixou estereotipar nos papéis de vilão, como ameaçava suceder no início da sua carreira no cinema.  Agora está nomeado para o Óscar de Melhor Actor pela sua interpretação em The Florida Project. Recomendado: Entrevista a Willem Dafoe: "As pessoas agora estão a engatar-se a elas próprias."

'Chama-me Pelo Teu Nome': Michael Stuhlbarg é o pai do ano
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'Chama-me Pelo Teu Nome': Michael Stuhlbarg é o pai do ano

Bem falante e um pouco admirado, Michael Stuhlbarg ainda não acredita na sorte que teve. “Quando os irmãos Coen me puseram no filme deles, a minha vida deu uma grande volta, porque praticamente tudo o que tinha feito até então era teatro”, assume o actor de 49 anos. Refere-se à sua experiência em Um Homem Sério, a obra-prima comicamente negra em que o actor, no papel de Larry Gopnik, um patriarca do Minnesota, deu por si no olho de um furacão de ruína pessoal e profissional. Desde então, Stuhlbarg aceitou lidar com problemas semelhantes na versão televisiva de Fargo, fez-se a Cate Blanchett em Blue Jasmine, de Woody Allen, e interpretou um extraterrestre respondão em Homens de Negro 3. Mas há uma sensação de simetria no último papelão de Stuhlbarg, que dá corpo ao pai silenciosamente atento de um adolescente muito inteligente, Elio (Timothée Chalamet), em Chama-me Pelo Teu Nome, de Luca Guadagnino. Um romance homossexual de uma euforia generosa, torrado pelo sol da Itália de 1983 e inspirado num livro de André Aciman. “Não foi uma decisão consciente da minha parte”, insiste o actor, quando se lhe pergunta se gosta de fazer de pai. “O professor Perlman tem as suas paixões, os seus interesses, os seus desejos, a sua história, e é apenas um espectador da história do filho, num dos Verões mais importantes da vida de Elio.” O filme foi uma das revelações deste ano, no Festival de Sundance, onde levou os espectadores às lágrimas, e tem dado que falar a caminho dos

Dez papéis memoráveis de Daniel Day-Lewis
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Dez papéis memoráveis de Daniel Day-Lewis

De A Minha Bela Lavandaria a Lincoln, passando por O Último dos Moicanos ou O Meu Pé Esquerdo, eis 10 das maiores interpretações do único actor da história a vencer três Óscares de Melhor Actor.

Cinco filmes de Saoirse Ronan que tem mesmo de ver
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Cinco filmes de Saoirse Ronan que tem mesmo de ver

Em Lady Bird (com estreia marcada em Portugal a 15 de Março), Saoirse Ronan é uma jovem-adolescente inconformada, só está bem onde não está, quer ir para Yale embora nunca conseguisse ir para Yale. É o cabelo pintado de rosa, é saltar do carro em andamento com a mãe ao volante, é odiar tudo, também a California onde nada se passa, onde não há cultura. É com esta interpretação que está nomeada para o Óscar de Melhor Actriz. Desculpa perfeita para recuperar a história da actriz irlandesa (e também com nacionalidade norte-americana) em cinco filmes que tem mesmo de ver. Os Óscares estão ao virar da esquina.  Recomendado: Óscares 2018 - conheça os nomeados para Melhor Filme

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Óscares 2018: as nossas críticas

Chama-me Pelo Teu Nome
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Chama-me Pelo Teu Nome

Há toda uma filmografia muito desigual sobre romances, em geral estivais, em que uma mulher mais velha e experiente inicia no amor e no sexo um rapaz mais novo, seguindo-se uma separação dolorosa e a certeza que nenhuma das partes envolvidas jamais esquecerá a experiência. Sobretudo a mais jovem. Verão de 42, de Robert Mulligan, é um dos melhores exemplos destes coming of age movies, que são ora mais recatados, ora mais tórridos, caso de Pecado Venial, de Salvatore Samperi, ou All Things Fair, de Bo Widerberg. Chama-me Pelo Teu Nome, do italiano Luca Guadagnino (Eu Sou o Amor, Mergulho Profundo), que adapta um livro de André Aciman e tem argumento de James Ivory, o realizador de Quarto com Vista para a Cidade ou Regresso a Howard’s End, inclui-se de caras neste subgénero. Com a única diferença de contar um romance gay e não heterossexual. Estamos em Itália, no início dos anos 80. Elio (Timothée Chalamet) é um rapaz de 17 anos, inteligente, sensível, tímido e com talento músical, que está
a passar as férias na mansão
 de campo da família. O pai, professor de Arqueologia, escolhe todos os Verões um finalista universitário para o ajudar nos seus projectos. E assim entra em cena o belo e atlético americano Oliver (Armie Hamer). Elio começa por embirrar com ele e ter ciúmes da sua popularidade imediata com o pai e a mãe, as raparigas e a gente local, mas pouco a pouco, começa a esboçar-se uma atracção entre ambos. Fotografado pelo tailandês Sayombhu Mukdeeprom, colaborador de A

A Time Out diz
2 /5 estrelas
A vossa opinião
5 /5 estrelas
A Hora Mais Negra
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A Hora Mais Negra

Há uma sequência totalmente fantasiosa em A Hora Mais Negra, de 
Joe Wright, em que Winston Churchill, recém-nomeado primeiro-ministro (PM), em Maio de 1940, e em plena crise de Dunquerque, sai do carro que o conduzia a Westminster, mete-se no Metro e pede a opinião de vários cidadãos anónimos, sobre se deve negociar a paz com Hitler 
ou continuar a enfrentá-lo. 
A resposta unânime do povo
 é pela resistência aos nazis. Além de inventada – nunca 
na sua vida Churchill pôs os pés no Metro –, a sequência 
é abusiva do ponto de vista histórico. Na altura, parte da opinião pública britânica, e não só da classe política, era 
a favor do apaziguamento com a Alemanha hitleriana.
 O filme de Wright, escrito por Anthony McCarthen, que já tinha tomado liberdades com a vida de Stephen Hawking em A Teoria de Tudo, contém várias destas incorrecções. 
E apresenta-se como mais
 um panegírico de Winston Churchill, centrado nas suas primeiras semanas como 
PM, enquanto o seu próprio partido punha sérias reservas à nomeação e Hitler avançava Europa dentro, contemplando toda a vulgata heróica sobre
 o velho leão de Downing Street, vista e revista em dezenas de outros filmes, telefilmes e séries. Wright filma em estilo balofo de tão empoladamente dramático e com banda sonora a condizer, e só a interpretação de Gary Oldman, um dos melhores Churchills de sempre, que desaparece no papel, não se percebendo onde começa o actor e acaba a personagem
 (e Churchill já foi vivido
 por Richard Burton, Alb

A Time Out diz
2 /5 estrelas
Três Cartazes à Beira da Estrada
Filmes

Três Cartazes à Beira da Estrada

Há muitas maneiras de protestar contra a ineficácia de um organismo público. Escrever uma carta aos jornais. Dar uma entrevista à televisão. Ir gritar para a rua. Em Três Cartazes 
à Beira da Estrada, de Martin McDonagh (Em Bruges), Mildred Hayes (Frances McDormand) escolhe alugar espaço em três cartazes publicitários na estrada que vai dar à cidadezinha de Ebbing, no Missouri, onde
 vive, para questionar o chefe de polícia local, Willoughby (Woody Harrelson) sobre a investigação da morte da sua filha adolescente. Faz vários meses que a rapariga foi violada, assassinada e o seu corpo queimado, e a polícia ainda não encontrou o culpado. E não foi por falta do chefe Willoughby – profissional diligente, homem decente, bom pai de família – tentar. É que não há a menor pista que ajude a resolver o caso. Mas isso não interessa a Mildred, que está em carne viva de desgosto, e marimbando-se para que os cartazes se virem quase todos contra ela. É difícil falar de Três Cartazes à Beira da Estrada sem revelar spoilers. Por isso, vamos 
apenas dizer que este é um 
filme de dramaturgo, coisa que McDonagh também é, além de argumentista e realizador; que dá cerrada e dilacerante expressão dramática aos temas da dor inultrapassável, da relutância em sentir piedade, da frustração e do erro que é fazer juízos definitivos sobre os outros; que é estanque ao pronto-a-comover, ao dramatismo pré-fabricado, à estereotipação de personagens e à resolução reconfortante. E que Frances McDormand tem uma

A Time Out diz
4 /5 estrelas
A vossa opinião
5 /5 estrelas
A Forma da Água
Filmes

A Forma da Água

Inexplicavelmente candidato a 13 Óscares, A Forma da Água, de Guillermo del Toro, é uma versão revisionista e politicamente correcta de O Monstro da Lagoa Negra, de Jack Arnold, com um enxerto de A Bela e o Monstro, de Jean Cocteau. Servida por um argumento de onde se ausentaram para parte incerta a mais elementar verosimilhança, coerência interna e sentido
 do ridículo, a fita falha como monster movie virado do avesso, como fábula poética e como distribuidora de milho cinéfilo para os pardais. A história tem mais buracos do que um queijo suíço, a criatura é pateta na concepção e na caracterização, as personagens são de juntar por pontos, da heroína muda e fofinha (Sally Hawkins) ao vilão odioso (Michael Shannon), e a realização é teleguiada. Uma pepineira sobrevalorizada até ao absurdo. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
1 /5 estrelas
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1 /5 estrelas
Linha Fantasma
Filmes

Linha Fantasma

Aviso à navegação: apesar de o protagonista de Linha Fantasma ser um costureiro
 da alta sociedade, Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis), de a história se passar numa casa de moda e dos figurinos serem sumptuosos, o novo filme de Paul Thomas Anderson não é sobre moda, longe disso. Tal como já acontecia em fitas anteriores do realizador, caso da primeira, Hard Eight, e da mais recente O Mentor, Linha Fantasma envolve uma pessoa que admite na intimidade da sua existência e da sua actividade alguém que as vai perturbar profundamente. Aqui, ela é Alma (Vicky Krieps), uma criada de mesa promovida a empregada, musa e amante do costureiro. Mas Alma não quer ser mais uma de muitas, que Reynolds usa até se fatigar e depois manda embora. Alma ama-o e vai lutar por ele, disputando-o, bem como à supremacia doméstica, com a irmã solteirona e sócia da casa de moda, Cyril (Lesley Manville). Passado na Inglaterra dos anos 50 e remetendo, em registo menos denso, para filmes góticos como Rebecca ou Meia Luz, Linha Fantasma é um filme brilhante sobre perfeccionismo obsessivo, amor perseverante e luta pelo poder num microcosmo familiar e criativo, rodado por Anderson com uma elegância, um rigor e um saber cinematográfico clássicos. E interpretado por Day-Lewis, no seu papel de despedida, com a mesma fixação pela excelência no seu ofício que move a personagem que incarna. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
5 /5 estrelas
The Post
Filmes

The Post

Há uma cena em The Post, de Steven Spielberg, que emocionará quem ainda trabalhou em jornais no tempo da impressão a chumbo. Um repórter está, tarde da noite, a escrever à máquina na redacção do The Washington Post (a acção passa-se em 1971, quando ninguém sonhava sequer com computadores nos jornais), e de repente o edifício começa a vibrar levemente: as máquinas foram ligadas para imprimir a edição do dia seguinte. A recriação ao pormenor
que o filme faz desses tempos pré-informatização da imprensa é impecável. The Post conta como o The Washington Post, à época propriedade da milionária Katharine Graham (Meryl Streep) publicou os Pentagon Papers, um estudo secreto do governo sobre o envolvimento político e militar americano no Vietname entre 1945 e 1967, que foi passado ao The New York Times por Daniel Ellsberg, que tinha trabalhado nele. Quando a administração do presidente Richard Nixon conseguiu, por via legal, que o Times deixasse de publicar o documento, invocando a segurança nacional, o Post desafiou essa proibição e retomou a publicação do material. O caso foi resolvido pelo Supremo Tribunal dos EUA, que
se pronunciou, por maioria, a favor da publicação, em nome da liberdade de imprensa e do interesse dos cidadãos. A fita de Spielberg é, através da história do braço de ferro entre o jornal e a Casa Branca, uma ilustração dramatizada da Primeira Emenda da Constituição americana, que defende a liberdade de imprensa e de expressão. E glosa um formato clássico, o thril

A Time Out diz
3 /5 estrelas
Dunkirk
Filmes

Dunkirk

Se tivesse sido rodado com
 a II Guerra Mundial ainda fresca na memória colectiva britânica, como foi o caso, 
em 1958, de A Epopeia
 de Dunquerque, de Leslie Norman, este Dunkirk de Christopher Nolan seria um filme de agitação e inspiração patriótica. Pelo contrário, 
é uma fita onde a escala de superprodução contrasta com a abordagem semidocumental e descritiva, e o tom carregado e não-heróico. Nolan recorreu a um mínimo de efeitos digitais e apostou em aviões e barcos da época, ou réplicas, o que confere outra autenticidade ao filme. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
3 /5 estrelas
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3 /5 estrelas
Um Desastre de Artista
Filmes

Um Desastre de Artista

Tommy Wiseau, em 2003, criou e protagonizou um filme que
 se tornou célebre pelas piores razões. The Room conta a história de um banqueiro bem sucedido, habitando uma bela casa, em São Francisco, com a sua noiva, quando, sem explicação, fica profundamente aborrecido e decide engatar o seu melhor amigo. E, daí em diante, é um ver se te avias de falta de habilidade cinematográfica que, logo, colocaram a fita entre as piores de sempre. Passados estes anos, o homem mais trabalhador da indústria do cinema, James Franco, realiza e protagoniza este filme sobre a atribulada rodagem dessa obra infame
 e a megalomania lunática de Wiseau, com a colaboração de Scott Neustadter e Michael H. Weber, no argumento, e, na interpretação, do seu irmão Dave Franco, Seth Rogen e Zac Efron. Por Rui Monteiro

Logan
Filmes

Logan

Os fãs de babar na gravata de filmes de super-heróis e de heróis mutantes tipo X-Men irão delirar com este derradeiro capítulo da saga Wolverine, onde Hugh Jackman se despede da personagem do mau feitio e das garras de adamântio que lhe saem das mãos. Estamos num futuro próximo, os mutantes foram ilegalizados e morreram quase todos, Logan/Wolverine conduz uma limusina para ganhar a vida, enquanto cuida de um debilitadíssimo professor Xavier (Patrick Stewart), refugiado em condições muito precárias no México. Também o próprio Logan está decadente. Bebe muito, a vista falha-lhe e tem dores musculares. Mas as suas tentativas de se esconder do mundo, e proteger Xavier, vão ser comprometidas quando Laura (Dafne Keen) uma jovem rapariga mutante com poderes muito familiares lhe cai no colo, e descobre que os mutantes estão agora a ser fabricados geneticamente em laboratório, com fins bélicos. Realizado por James Mangold, que insiste numa violência desagradavelmente gráfica (decapitações, mutilações) Logan passa-se numa intensa atmosfera de fim de ciclo, com as suas personagens principais envelhecidas, enfraquecidas e deslocadas. Embora a continuidade pareça estar assegurada com o aparecimento de uma nova geração de mutantes, a bem das bilheteiras. Por Eurico de Barros

A Time Out diz
3 /5 estrelas
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5 /5 estrelas
Mudbound – As Lamas do Mississípi
Filmes

Mudbound – As Lamas do Mississípi

A história de ‘Mudbound’ passa-se no delta do Rio Mississípi, após a II Guerra Mundial, uma zona dos EUA onde há lama por todos os lados. Nem por acaso, o filme de Dee Rees, baseado no livro de Hillary Jordan, parece um carro atolado na lama: patina, anda de lado, mas não avança, não sai do sítio. E dura quase duas horas e meia. A família McAllan, Henry, a mulher Laura, as duas filhas e o pai daquele, mudou-se de armas e bagagens para uma quinta no Mississípi, cuja produção principal parece
 ser – adivinharam – lama.
 Um dia, Jamie, o irmão mais novo de Henry, que pilotou bombardeiros na guerra, volta a casa. Jamie bebe demais, não faz nada na quinta e trava-se de amizade com Ronsel, um negro de uma família de rendeiros dos McAllan, que também combateu na Europa, deixou lá a alemã da qual teve um filho e sente-se tão frustrado e inútil como Jamie. Um sentimento também partilhado pela cunhada deste. Além da lama, o racismo também abunda na região. O próprio pai de Henry e Jamie é uma das figuras mais activas no Ku Klux Klan local, acabando por ter um episódio violento envolvendo o filho mais novo e Ronsel. Monótono, penoso, atacado de astenia dramática, com personagens subdesenvolvidas, estereotipado e a transbordar de boas intenções sociais, Mudbound – As Lamas do Mississípi é uma espessa, indigesta e infindável estopada. Actores como Carey Mulligan e Garrett Edlund pouco têm que fazer, enquanto que Mary J. Bilge faz pose de mãe de família sofredora e estóica. O filme foi p

A Time Out diz
2 /5 estrelas
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A história dos Óscares

Óscares: dez discursos polémicos
Filmes

Óscares: dez discursos polémicos

O escândalo rebentou, as denúncias multiplicaram-se e a onda de contestação e apoio assaltou Hollywood com a hashtag #metoo à cabeça. Nos Globos de Ouro já se ouviram discursos fortes, como o de Oprah, e a passadeira vermelha fez-se em tons de negro como forma de protesto. É por isso de esperar discursos controversos na cerimónia dos Óscares deste ano, que acontece a 4 de Março. O que, a bem dizer, até já começa a ser uma tradição. Se nas últimas edições tem sido vulgar, certo é a coisa ter começado há décadas, como vemos nestes dez exemplos.

Óscares: sete bandas sonoras invulgares
Filmes

Óscares: sete bandas sonoras invulgares

Alguns, como John Williams, alinham Óscares uns atrás dos outros com grandiloquência. Outros, como Nino Rota ou Henri Mancini, são mais discretos. E Ryuchi Sakamoto, então, cria ambientes como poucos, ou talvez só como Max Steiner outrora o fez. Sete exemplos excepcionais e bastante distintos seguem já a seguir. São bandas sonoras inesquecíveis – e premiadas pela Academia de Hollywood com o Óscar. 

Sete grandes realizadores que nunca ganharam Óscares
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Sete grandes realizadores que nunca ganharam Óscares

Nem sempre os melhores realizadores são aqueles que ganham Óscares, e já por muitas vezes as estatuetas de Hollywood desta categoria foram parar às mãos erradas, deixando de mãos a abanar quem as merecia.

Filmes de animação que ganharam um Óscar
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Filmes de animação que ganharam um Óscar

Tem até ao dia 4 de Março, data da 90ª cerimónia dos Óscares, para sentar a família toda no sofá e fazer uma maratona pelos filmes de animação que ganharam a estatueta dourada nos últimos 16 anos. Comédia, suspense, drama, musical, western – vale tudo, desde que meta desenhos animados. Recomendado: Os filmes mais esperados até aos Óscares

Os filmes que ganharam mais Óscares
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Os filmes que ganharam mais Óscares

No dia em que foram anunciadas as nomeações para a cerimónia de 2018, dizemos-lhe quais os filmes com o maior número de estatuetas no currículo. Titanic, Ben-Hur, a terceira parte da trilogia O Senhor dos Anéis ou West Side Story-Amor sem Barreiras estão entre os filmes recordistas de Óscares na história do cinema. Recomendado: A Forma da Água lidera corrida aos Óscares com 13 nomeações

Óscares: Oito filmes adaptados de livros
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Óscares: Oito filmes adaptados de livros

Assim, por alto, desde que existem Óscares, isto é, desde 1928, mais de 60 filmes adaptados de livros, sejam romances, contos, peças de teatro ou biografias, venceram o prémio de Melhor Filme. Há de tudo. Mas para esta lista só foram seleccionados grandes livros que se tornaram grandes filmes.    

Erros que ficaram para a história na entrega dos Óscares
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Erros que ficaram para a história na entrega dos Óscares

Já foi baptizado de envelope gate e entra para a história da Academia como a maior gafe de sempre. Mas os Óscares não são estranhos a barracas. Recordamos cinco, entre trocas de nomes e homens nus. 

Sete filmes gay nos Óscares
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Sete filmes gay nos Óscares

Vale a pena recordar os filmes de temática gay que fizeram história, de Pedro Almodóvar a Ang Lee, este último considerado um dos mais injustiçados de sempre.

Óscares: Sete filmes que não deviam ter ganho
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Óscares: Sete filmes que não deviam ter ganho

Como o cinema é uma arte, a sua interpretação é sempre subjectiva. A obra-prima de uns é lixo estético para outros e vice-versa. Não há volta a dar. Mesmo quando O Touro Enraivecido perde para Gente Vulgar, ou o preconceito rouba o prémio a O Segredo de Brokeback Mountain. Há injustiças, há. Lá vão, subjectivamente, sete.   Recomendado: Os filmes que ganharam mais Óscares

Comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme
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Comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Frank Capra, Billy Wilder e Woody Allen foram dos raros realizadores que assinaram comédias premiadas com o cobiçado Óscar de Melhor Filme ao longo de toda a história das estatuetas da Academia de Hollywood. Recomendado: tudo sobre os Óscares 2017

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Outros prémios de cinema

Globos de Ouro 2018 – e os nomeados são…
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Globos de Ouro 2018 – e os nomeados são…

A Forma da Água, o novo filme de Guillermo del Toro, e a série Big Little Lies são os mais nomeados. O espectáculo apresentado por Seth Meyers acontecerá a 7 de Janeiro. Quando se olha para os Globos de Ouro como uma antecipação dos Óscares, como toda a gente faz nas categorias de cinema, e perante a lista de nomeados agora anunciada, pode bem começar a apostar-se numa disputa entre A Forma da Água, de Guillermo del Toro, com sete nomeações, e The Post, novo filme de Steven Spielberg, duas nomeações abaixo. Mas há muito mais do que o brilho de Hollywood na cerimónia marcada pela Associação de Imprensa Estrangeira para 7 de Janeiro. Por exemplo: a série Big Little Lies, com seis nomeações tornou-se inesperada favorita nas categorias de televisão. As comemorações dos 75 anos do prémio, tanto como a importância da nomeação e a expectativa sobre os vencedores dos 25 Globos de Ouro nas várias categorias cinematográficas e televisivas, não escondem ser esta a primeira reunião da comunidade cinematográfica norte-americana depois do escândalo iniciado pelas alegações de abuso sexual do produtor Harvey Weinstein, que, entretanto, alastra como um fogo sem controlo. O primeiro efeito é nenhum dos filmes produzidos por Weinstein ter recebido qualquer nomeação. Outro é ver como Ridley Scott substituiu Kevin Spacey, depois de surgirem denúncias de assédio e violação durante a fase final da rodagem e o início da montagem de All the Money in the Wo

'Big Little Lies' e 'Três Cartazes à Beira da Estrada' são os grandes vencedores dos Globos de Ouro mais negros de sempre
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'Big Little Lies' e 'Três Cartazes à Beira da Estrada' são os grandes vencedores dos Globos de Ouro mais negros de sempre

"Nós conseguimos ver-vos", disse Reese Witherspoon quando subiu ao palco com o elenco de Big Little Lies para receber o Globo de Ouro de Melhor Mini-Série. Vestida de preto, tal como as colegas e grande parte dos convidados e nomeados, a actriz norte-americana referia-se às vítimas de abuso ou assédio em Hollywood – as verdadeiras protagonistas da 75ª cerimónia de entrega de prémios de cinema e televisão. Big Little Lies era a série mais nomeada e foi a mais galardoada, arrecadando Globos de Ouro pelas categorias de Melhor Mini-Série, Melhor Actriz numa Mini-Série (Nicole Kidman), Melhor Actor Secundário (Alexander Skarsgard) e Melhor Actriz Secundária (Laura Dern). The Handmaid’s Tale e The Marvelous Mrs. Maisel receberam dois galardões cada uma. No cinema, o grande vencedor foi Três Cartazes à Beira da Estrada, filme protagonizado por Frances McDormand, que levou para casa o prémio de Melhor Actriz.   James Franco, o favorito na categoria de Melhor Actor num filme de comédia, levou o Globo para casa pelo papel em The Disaster Artist. A longa-metragem, realizada também por Franco, conta a história da rodagem de The Room, o filme de culto de Tommy Wiseau que se tornou famoso por ser considerado um dos piores filmes de todos os tempos. Wiseau esteve presente na cerimónia e subiu ao palco com Franco. Também sem surpresa foi a vitória de Guillermo del Toro na categoria de Melhor Realizador, com The Shape of Water. O mexicano fez um dos discursos mais inspiradores da noite.

SAG awards: 'Três Cartazes à Beira da Estrada' foi o grande vencedor da noite
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SAG awards: 'Três Cartazes à Beira da Estrada' foi o grande vencedor da noite

Sem surpresa, o filme de Martin McDonagh continua o seu caminho triunfante para os Óscares. Depois de ter conquistado os Globos de Ouro, Três Cartazes à Beira da Estrada conquistou os prémios do Sindicato de Actores (Screen Actors Guild Awards, também conhecidos como SAG). A comédia negra, que conta a história de Mildred Hayes (Frances McDormand), cuja filha adolescente foi assassinada, venceu o prémio principal da noite, o de melhor elenco, o equivalente a melhor filme. Frances McDormand, que tem vindo a conquistar todos os prémios que antecedem os Óscares, foi considerada a melhor actriz. A actriz dá vida a uma mãe que descontente com a investigação policial à morte da filha aluga três cartaz à entrada da cidade de Ebbing, no Missuri, para chamar à atenção para o caso. Sam Rockwell, que interpreta um polícia racista, venceu o prémio de melhor actor secundário. Já o prémio de melhor actor foi para o britânico Gary Oldman pelo seu Winston Churchill em A Hora Mais Negra. O actor é um apontado como um dos grandes favoritos aos Óscares, cujas nomeações são conhecidas já nesta terça-feira – a entrega das estatuetas acontece a 4 de Março, em Los Angeles. À semelhança do que tinha acontecido nos Globos de Ouro, Allison Janney levou para casa o galardão de melhor actriz secundária. E se no cinema os premiados foram os esperados, na televisão houve algumas surpresas. Claire Foy, a rainha Isabel II de The Crown, bateu Elisabeth Moss, que tem conquistado críticas e prémios com o

Razzies 2018: e a Framboesa de Ouro de pior filme vai para…
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Um dia antes dos Óscares é entregue o Prémio Framboesa de Ouro (isto é: o Golden Raspberry Awards, ou Razzie). É, desde 1981, dia de gozar com a indústria cinematográfica e apontar a pior porcaria que encheu as telas com boa disposição, porque efeito prático, esse, é nenhum. Mas dá para desopilar. E o pior filme é…

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Se Janeiro é o mês mais deprimente do ano, há muitas alegrias cinematográficas prometidas para os próximos meses, com filmes independentes, blockbusters ambiciosos e, claro, sequelas atrás de sequelas. Aqui está uma selecção para pôr já na agenda: são 18 filmes para ver em 2018.  Recomendado: Os filmes mais esperados até aos Óscares  

10 peças clássicas associadas a filmes famosos
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A maioria dos filmes não é capaz de dispensar da música e algumas obras de compositores clássicos, umas já célebres, outras obscuras, têm sido chamadas a complementar as imagens, acabando, por vezes, por ficar associadas para sempre às películas.

Os melhores e os piores filmes da Disney
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Os melhores e os piores filmes da Disney

Será que os filmes da Disney são sensatos, divertidos e visualmente interessantes – perfeitos para toda a família? Ou são uma lamechice que só serve para fazer lavagem cerebral às crianças? Todas a gente tem uma opinião sobre os mais de 50 filmes de animação que foram lançados ao longo dos anos pela empresa de Walt Disney, a começar pela Branca de Neve, em 1937, até à galinha dos ovos de ouro que foi Frozen: O Reino do Gelo. Mas quais são afinal os que merecem um lugar de destaque na prateleira? E quais os que mais valia serem esquecidos? A Time Out Londres fez uma lista com os melhores e os piores filmes da Disney.

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