As únicas comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme

São muito raras as comédias que conseguiram receber o Óscar de Melhor Filme. Eis as seis privilegiadas
The Apartement, filme de 1960
The Apartement
Por Eurico de Barros |
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Os Óscares – como a maior parte das cerimónias de prémios – tendem a privilegiar um certo tipo de filmes, mais sérios, por assim dizer, em detrimento de quase tudo o resto. É claro que há sempre excepções, e estas preferências vão mudando com o tempo, mas as comédias raramente estiveram nas boas graças da Academia de Hollywood. E é pouco provável que esta tendência se inverta nos Óscares de 2019.

Afinal, ao longo dos anos, só seis filmes cómicos levaram para casa o cobiçado Óscar de Melhor Filme. Frank Capra, Leo McCarey, Billy Wilder, Tony Richardson e Woody Allen foram os realizadores dos filmes premiados.

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Comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme

“Uma Noite Aconteceu” (1934), de Frank Capra


Desde 1929 que se entregavam Óscares quando esta brilhante comédia romântica e screwball de Frank Capra, com Clark Gable no papel de um jornalista desempregado e Claudette Colbert a fazer de uma rica herdeira em fuga, ganhou o Óscar de Melhor Filme, em 1935. Foi o primeiro de muito poucos filmes do género a consegui-lo. (E ainda arrecadou mais quatro estatuetas.)

“Não o Levarás Contigo” (1938), de Frank Capra


Capra foi o único realizador a poder gabar-se de ter realizado duas comédias premiadas com a estatueta para Melhor Filme. Esta foi a segunda, em 1938. James Stewart interpreta o filho de um milionário que se apaixona pela sua dactilógrafa (Jean Arthur), que pertence a uma família de excêntricos. E o filme ainda teve mais outro Óscar, o de Melhor Realizador, para Capra. 

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“O Bom Pastor” (1944), de Leo McCarey


O grande Leo McCarey assina esta comédia musical que tem como herói Charles O’Malley, um padre católico irlandês, afinadíssimo cantor e de ideias arejadas (Bing Crosby), e que conquistou o Óscar de Melhor Filme em 1945. O padre O’Malley é colocado numa paróquia onde tem que lidar com um superior mais velho e mais conservador. O filme recebeu sete Óscares no total.

“O Apartamento” (1960), de Billy Wilder


Esta ácida comédia de costumes de Billy Wilder, co-escrita com o indispensável I.A.L. Diamond, arrebatou o Óscar de Melhor Filme em 1961, acrescentando-lhe outros quatro. Jack Lemmon interpreta um funcionário de uma seguradora de Nova Iorque que está sempre nas boas graças dos superiores, porque lhes cede o seu muito bem situado apartamento para eles estarem com as amantes. Até que uma delas tenta suicidar-se.

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“Tom Jones, Romântico e Aventureiro” (1963), de Tony Richardson


Um dos filmes que melhor representa os ventos de mudança que atravessaram o cinema inglês nos anos 60, esta adaptação do romance escrito por Henry Fielding no século XVIII, venceu o Óscar de Melhor Filme em 1964, a que juntou outros três. Albert Finney personifica Tom Jones, o filho bastardo de um nobre rural, que vive uma série de truculentas aventuras amorosas nesta fita de Tony Richards.

“Annie Hall”, (1977) de Woody Allen


Quatro Óscares para esta comédia neurótica, incluindo o de Melhor Filme, atribuídos em 1978, quando o realizador nova-iorquino ainda estava nas melhores graças de Hollywood. Além de estabelecer em definitivo a persona cinematográfica de Woody Allen, que a iria glosar de várias maneiras no futuro, Annie Hall trouxe também um novo tipo de comédia romântica para o cinema americano.

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