Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os dez musicais que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Os dez musicais que ganharam o Óscar de Melhor Filme

De “Broadway Melody” a “Chicago”, apenas dez musicais conseguiram até agora levar para casa o Óscar de Melhor Filme

Por Eurico de Barros |
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Chicago

Desde a primeira cerimónia de entrega dos Óscares, em Maio de 1929, até aos nosso dias, apenas dez musicais venceram o ambicionado Óscar de Melhor Filme. Entre os vencedores, estão clássicos como Um Americano em Paris (1951) e Gigi (1958), ambos de Vincente Minnelli, My Fair Lady (1964), de George Cukor, ou Música no Coração (1965), de Robert Wise. Mas nos últimos 50 anos só um filme (Chicago, de Rob Marsall) arrebatou a principal estatueta da Academia de Hollywood. E ainda não vão ser os Óscares de 2020 a mudar estas contas. O que só prova que o género já conheceu melhores dias.

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Os dez musicais que ganharam o Óscar de Melhor Filme

“Broadway Melody”, de Harry Beaumont (1929)

Este já vetusto musical de Harry Beaumont sobre duas irmãs do vaudeville que querem vingar na Broadway foi o primeiro a ganhar o Óscar de Melhor Filme, em 1930. Bem como o primeiro filme totalmente falado da MGM, o primeiro sonoro a receber a referida estatueta e a ganhá-la sem conquistar qualquer outra.

“O Grande Ziegfeld”, de Robert Z. Leonard (1936)

William Powell interpreta o carismático empresário da Broadway Florenz Ziegfeld Jr. neste sumptuoso musical de Robert Z. Leonard, com quase três horas de duração. A fita recebeu mais dois Óscares além do de Melhor Filme: Melhor Actriz, para Louise Rainer, e Melhor Coreografia.

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“O Bom Pastor”, de Leo McCarey (1944)

Óscar de Melhor Filme, e mais outros seis, para esta fita musical com Bing Crosby, então no auge da sua popularidade como cantor e actor, desempenhando o papel de um padre moderno, por assim dizer, que tem ideias novas e arejadas sobre como gerir uma paróquia e lidar com os paroquianos. E com as quais o seu rabugento superior discorda, neste filme de Leo McCarey.

“Um Americano em Paris”, de Vincente Minnelli (1951)

É um dos maiores, mais sofisticados e mais deslumbrantes musicais da história do género, inspirado pela pintura impressionista. Ganhou cinco Óscares para além do de Melhor Filme, todavia o realizador Vincente Minnelli ficou de mãos a abanar. Gene Kelly e Leslie Caron nem sequer foram nomeados.

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“Gigi”, de Vincente Minnelli (1958)

Eis um dos filmes mais oscarizados da história do cinema americano: nove prémios em nove nomeações, um pleno. Vincente Minnelli também ganhou em Melhor Realizador, mas mais uma vez, os actores – Louis Jourdan, Leslie Caron, Maurice Chevalier, Hermione Gingold – ficaram fora das nomeações.

“Amor Sem Barreiras” (1961), de Robert Wise e Jerome Robbins

Com dez Óscares em 11 nomeações, esta transposição da história de Romeu e Julieta para a Nova Iorque popular da década de 1950, adaptada para o cinema por Robert Wise (e Jerome Robbins), a partir de um argumento de Ernest Lehman, é o musical mais premiado de sempre em Hollywood e um dos campeões absolutos em matéria de estatuetas conquistadas.

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“My Fair Lady”, de George Cukor (1964)

Oito Óscares ganhos em 12 possíveis para este musical clássico, um dos poucos desta restrita lista que além da estatueta de Melhor Filme, também ganhou a de Melhor Realizador para George Cukor. Rex Harrison venceu na categoria de Melhor Actor, no entanto Audrey Hepburn não foi nomeada a Melhor Actriz por ter sido dobrada nas canções por Marni Nixon.

“Música no Coração”, de Robert Wise (1965)

É um dos filmes musicais mais populares e mais bem-amados de sempre, mas nos Óscares teve que se contentar com cinco vitórias em dez nomeações, tendo Julie Andrews falhado o de Melhor Actriz. Além do Óscar de Melhor Filme e Realizador, para Robert Wise, ganhou ainda os de Banda Sonora, Som e Montagem.

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“Oliver!”, de Carol Reed (1968)

Esta versão musical de Oliver Twist, de Charles Dickens, realizada por Carol Reed, foi o quarto título do seu género a ganhar o Óscar de Melhor Filme na década de 60. Além deste, arrebatou mais quatro, e ainda um Óscar honorário, atribuído excepcionalmente à coreógrafa Onna White, tendo perdido seis outros.

“Chicago”, de Rob Marshall (2002)

Passaram-se mais de três décadas até que um musical voltasse a ganhar o cobiçado Óscar de Melhor Filme, e a honra coube a esta versão tardia do original da Broadway. Chicago teve 13 nomeações para seis estatuetas ganhas, e Rob Marshall não levou consigo a de Melhor Realizador.

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Titanic
©DR
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©Image Group LA/HFPA
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