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Sete filmes que pode ver (sempre) online de forma gratuita

Há cinema gratuito para ver na internet. Conheça algumas obras no domínio público ou disponibilizadas pelos seus autores

A Star Is Born
DR
Por Renata Lima Lobo |
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Há muitas obras cinematográficas que, pela sua longevidade, acabaram por cair no domínio público. Isto significa que deixaram de ter direitos de autor e podem ser usufruídas livremente pela humanidade. Alguns desses filmes são considerados verdadeiras obras-primas da sétima arte (e outros a sua antítese, já vai perceber). Também há autores que acabam por disponibilizar os seus filmes por quererem chegar a espectadores de todo o mundo que apenas precisam de uma ligação à Internet para ver tudo do princípio ao fim. Pode assistir a estas longas-metragem sem ter de olhar por cima do ombro, com receio de uma autoridade policial lhe bater à porta.

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Sete filmes que pode ver (sempre) online de forma gratuita

'O Garoto de Charlot', de Charlie Chaplin (1921)

Escrito, produzido e realizado por Charlie Chaplin (que também assina a banda sonora), este filme mudo é, nas palavras do próprio, "um filme com um sorriso e quem sabe, uma lágrima”. A frase inaugura esta popular produção de 1921, onde o mais famoso vagabundo do planeta encontra um bebé abandonado. Inicialmente tem algumas reservas, mas os dois acabam por se tornar inseparáveis. Mesmo quando, após cinco anos, os tentam afastar.

'Nasceu Uma Estrela', de William A. Wellman (1937)

Desde que a sétima arte se tornou um fenómeno de massas, parece que cada geração tem direito a uma versão de Nasceu Uma Estrela (A Star Is Born). A primeira versão desta história sobre uma jovem aspirante a estrela de Hollywood (Janet Gaynor) que conhece uma velha e alcoólica glória do cinema (Fredric March) foi realizada por William A. Wellman, estreada em 1937 e caiu entretanto no domínio público. Em 1954, foi a vez de James Mason e Judy Garland assumirem os papéis principais do mesmo enredo; em 1976 os holofotes viraram-se para Kris Kristofferson e Barbra Streisand; e em 2018, foi a vez de Bradley Cooper e Lady Gaga.

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'A Noite dos Mortos-Vivos', de George A. Romero (1968)

Foi com este filme independente de 1968, filmado a preto e branco, que o realizador George A. Romero iniciou a sua famosa série de filmes de zombies e inspirou realizadores de todo o mundo. Mais de meio século depois da sua estreia, A Noite dos Mortos-Vivos (Night Of The Living Dead, na versão original) continua a ser um dos mais conhecidos e influentes filmes de terror, onde um grupo de sete pessoas luta pela sobrevivência durante a noite escura numa quinta da Pensilvânia (EUA).

'A Morte Veio do Espaço', de Ed Wood (1959)

Considerado o pior realizador de todos os tempos, Ed Wood conseguiu que praticamente todos os seus filmes se tornassem obras de culto. Plan 9 from Outer Space (A Morte Veio do Espaço, ou Plano 9 do Vampiro Zombie, em Portugal) é um dos mais populares filmes falhados do excêntrico realizador norte-americano, que navegava entre os géneros terror e ficção científica. Nesta longa-metragem de 1959, extra-terrestres atacam a Terra e ressuscitam os mortos para que controlem os vivos, de forma a evitar a construção de uma bomba que pode destruir todo o sistema solar. O elenco conta com o “mestre do terror” Bela Lugosi, actor austro-húngaro radicado nos EUA que, por ter ficado na infame lista negra durante o macarthismo, acabou por aceitar vários papéis em filmes de segunda categoria.

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'A Charada', de Stanley Donen (1963)

É uma comédia romântica, mas também um filme de suspense com um argumento capaz de concorrer com os filmes de Hitchcock. Filmado em Paris, segue a personagem Regina, uma mulher que descobre que o marido, do qual se vai divorciar, foi assassinado após ter roubado e vendido todos os seus pertences. Pelo meio conhece um charmoso americano que a tenta ajudar, mas será que pode confiar nele? Uma intriga internacional com Cary Grant e Audrey Hepburn, realizada por Stanley Donen, famoso pelo seu trabalho em Serenata à Chuva.

'Sita Sings the Blues', de Nina Paley (2008)

Sita é uma deusa que foi separada do seu marido Rama. Nina é uma animadora cujo marido se mudou para a Índia e terminou a relação por email. Três fantoches sombrios e hilariantes narram a tragédia antiga e a comédia moderna numa interpretação animada do conto épico indiano Ramayana. É assim a primeira longa-metragem da artista norte-americana Nina Paley, construída com recurso a gráficos 2D e animação em Flash. A autora disponibilizou este trabalho, premiado em vários festivais, incluindo o português Monstra, depois de ela própria ter perdido uma batalha de direitos de autor, por ter utilizado gravações da cantora de jazz Annette Hanshaw, dos anos 20 do século passado.

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'O que vai acontecer aqui?', de Left Hand Rotation (2019)

O colectivo artístico Left Hand Rotation, que chegou a Lisboa em 2011, é composto por activistas urbanos que têm vindo a alertar para os perigos de um terramoto turístico que resulta na chamada gentrificação. A luta deste colectivo também se faz na forma de documentários como Terramotourism (2016) ou Alfama é Marcha (2017) e este O que vai acontecer aqui? (2019), um documentário sobre os movimentos sociais que defendem o direito a habitar na cidade de Lisboa, feito em colaboração com a Habita! e a Stop Despejos. Foi exibido em vários bairros de Lisboa (e no Doclisboa) e recentemente foi disponibilizado na página de Vimeo do colectivo, para que chegue a um maior número de pessoas.

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