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IndieLisboa 2026: 10 filmes a não perder no festival

Terror, erotismo, cães, música, vulcões: de 30 de Abril a 10 de Maio, o IndieLisboa tem 241 filmes em cartaz. Estes dez são obrigatórios.

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O 23.º IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema de Lisboa decorre entre 30 de Abril e 10 de Maio, apresentando um total de 241 filmes nas habituais secções, entre curtas e longas-metragens, de ficção, documentais, de animação experimentais, com o selo do cinema independente. Destes, 29 serão vistos na Competição Nacional (oito longas e 21 curtas). A retrospectiva deste ano é dedicada ao Mockumentary, o documentário falso, simulado ou satírico, com o subtítulo Isto Não é Um Documentário. Para o ajudar a navegar num dos maiores festivais de cinema de Portugal, seleccionámos dez filmes imperdíveis.

Espalhada por vários espaços da cidade, da Culturgest à Cinemateca, dos cinemas São Jorge, Fernando Lopes e Ideal à Piscina da Penha de França, a programação completa do IndieLisboa 2026 pode ser consultada aqui.

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IndieLisboa: os filmes a não perder

Drácula

Do romeno Radu Jude (Não Esperes Demasiado do Fim do Mundo, Kontinental’25) pode-se esperar tudo. Até mesmo uma leitura completamente fora dos gonzos da figura e do mito de Drácula, passada na Transilvânia dos nossos dias e envolvendo Inteligência Artificial, terror clássico, sátira à mercantilização da cultura e ao mundo da política, greves de trabalhadores e muito, muito sangue.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 9 Mai (Sáb) 20.00

Die Blutgräfin

E continuamos na senda do sangue no IndieLisboa com esta fita de Ulrike Ottinger, em que Isabelle Huppert interpreta uma condessa Báthory que acorda do seu sono de beleza na Viena dos nossos dias. Juntamente com a sua subalterna Hermine e o seu sobrinho, Rubi Bubi, um vampiro vegetariano, procura um elixir vital enquanto foge de vampirologistas e da polícia.

Cinema São Jorge – Sala Manoel de Oliveira. 7 Mai (Qui) 21.30; Cinema Fernando Lopes. 10 Mai (Dom) 21.30

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Le Cri des Gardes

Matt Dillon e Isaach De Bankolé são os principais intérpretes do novo filme de Claire Denis, uma adaptação da peça Combate de Negro e Cães, de Bernard-Marie Koltès. Um homem aparece junto à cerca de arame farpado que protege um enorme projecto de construção em África. E diz ao supervisor que até lhe entregarem o corpo do irmão, que foi ali morto horas antes, não sairá dali.

Culturgest – Pequeno Auditório. 30 Abr (Qui) 21.45

Espelho de Carne

Realizado em 1985 por Antonio Carlos da Fontoura e apresentado aqui em cópia nova digital, Espelho de Carne baseia-se numa peça do dramaturgo Vicente Pereira. Um executivo compra, num leilão no Rio de Janeiro, um espelho do início do século XX para oferecer à mulher, que o instala no quarto do casal. O espelho pertencia a um conhecido bordel de luxo e tem o poder de excitar sexualmente quem se contemplar nele. Com Hileana Menezes, Dennis Carvalho, Maria Zilda, Daniel Filho e Joana Fomm.

Cinemateca – Sala Félix Ribeiro. 2 Mai (Sáb) 21.30; Dia 5 de Maio, Cinemateca – Sala Luís de Pina. 5 Mai (Ter) 19.30

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À Pied d’Oeuvre

Prémio de Melhor Argumento no Festival de Veneza, À Pied d’Oeuvre, tem Bastien Bouillon no papel de Paul, um fotógrafo no auge da carreira que abandona tudo para seguir a sua maior paixão: a escrita. Vai então enfrentar problemas financeiros e complicações várias, e arranja um trabalho nas obras para conseguir sobreviver enquanto escreve o seu romance. A realizadora, Valérie Donzelli, também interpreta a ex-mulher de Paul.

Culturgest – Auditório Emílio Rui Vilar. 9 Mai (Sáb) 18.00

Best in Show

Fred Willard, Eugene Levy, Catherine O’Hara e Parker Posey são alguns dos intérpretes de Best in Show (2000), intitulado Donos de Estimação em Portugal, um dos melhores filmes incluídos na Retrospectiva Mockumentary – Isto Não é um Documentário deste IndieLisboa, e que se passa no Mayflower Dog Show, uma das mais importantes competições caninas dos EUA, cujos bastidores são mostrados por uma equipa de filmagem, revelando os truques, as superstições, as manias, as rivalidades e as excentricidades dos donos dos animais. O realizador Christopher Guest, que também escreveu o argumento com Eugene Levy e consta do elenco, é um dos autores e intérpretes do lendário This is Spinal Tap, de Rob Reiner (1984), que será igualmente exibido nesta Retrospectiva.

Cinemateca – Sala Félix Ribeiro. 4 Mai (Seg) 15.30; Cinemateca – Sala Luís de Pina. 8 Mai (Sex) 19.30

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18 Buracos para o Paraíso

O novo filme do realizador de Mosquito, João Nuno Pinto, passa-se durante um Verão tórrido, numa propriedade portuguesa assolada pela seca, e cujos detentores, uma família, se preparam para vender. Três mulheres dependem do que acontecerá à propriedade, ficando lá retidas quando um grande incêndio atinge a região, e tendo que repensar o que está em jogo. Interpretações de Beatriz Batarda, Margarida Marinho, Rita Cabaço, Joana Bernardo, Márcia Breia e José Pimentão.

Culturgest – Auditório Emílio Rui Vilar. 6 Mai (Qua) 21.45

Newport and the Great Folk Dream

Foi no Festival de Música Folk de Newport de 1965 que Bob Dylan cometeu a heresia de tocar uma guitarra eléctrica em três canções, anunciando assim a sua conversão ao rock e passando a ser considerado como um “Judas” e um “traidor” entre os amantes de folk. Este documentário de Robert Gordon foca-se nas edições do festival entre 1963 e 1965, e inclui actuações, entre muitos outros, de Johnny Cash, Joan Baez, Pete Seeger, Odetta, Mike Bloomfield ou Dave von Ronk.

Culturgest – Auditório Emílio Rui Vilar. 2 Mai (Sáb) 18.00; Cinema São Jorge – Sala 3. 4 Mai (Seg) 19.15

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The Fires

Baseado num livro que foi um best-seller na Islândia, The Fires, de Ugla Hauksdóttir, tem como protagonista Anna, a mais reputada vulcanóloga daquele país, que está a enfrentar dois desastres de uma só vez. Vai dar-se uma erupção vulcânica que ameaça a segurança da capital, Reiquiavique, e ninguém parece levar a sério os avisos dela; e envolveu-se num caso com um fotógrafo dinamarquês, o que põe em grave risco o seu casamento.

Cinema São Jorge – Sala 3. 30 Abr (Qui) 19.15

The History of Concrete

Autor e intérprete da série How to With John Wilson, o humorista John Wilson estreia-se nas longas-metragens com este documentário em que, após ter frequentado um workshop da Hallmark sobre como escrever e apresentar uma comédia romântica televisiva, tenta aplicar o que ali aprendeu para vender um documentário sobre betão armado a possíveis interessados em o produzir. Filme de encerramento do festival.

Culturgest – Auditório Emílio Rui Vilar. 10 Mai (Dom) 21.30

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