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Dez comédias sobre férias catastróficas

Mesmo no cinema, nem sempre as férias correm bem. Eis uma dezena de filmes cómicos que o comprovam

Por Eurico de Barros |
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Que se Passa com Bob?

Todos já tivemos férias de Verão que não correram como esperávamos. Nesta dezena de filmes cómicos em que as famílias estão particular e naturalmente em foco, as férias estivais são arruinadas pelos mais diversos motivos, desde familiares e amigos metediços, trapalhões ou insuportáveis, até aos desastres mais variados e das mais diversas dimensões. Entre fitas americanas, inglesas e francesas, destacam-se títulos como o clássico As Férias do Sr. Hulot, de e com Jacques Tati, Que Paródia de Férias, de Harold Ramis, Com Jeito Vai... Campista, de Gerald Thomas, ou Com a Casa às Costas, de Barry Sonnenfeld.

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Dez comédias sobre férias catastróficas

‘As Férias do Sr. Hulot’, de Jacques Tati (1953)

O longilíneo, pouco verboso e cavalheiresco Sr. Hulot, a imortal personagem criada e interpretada por Jacques Tati, vai de férias para um hotelzinho de praia, daqueles pacatíssimos, frequentados por famílias da classe média e casais de idosos. E quase sempre sem dar por isso, espalha a confusão em seu redor, onde quer que esteja, seja à beira-mar, a jogar ténis ou a dar uma volta no seu calhambeque. Um monumento da comédia slapstick, orquestrada ao mínimo pormenor e efeito visual e sonoro por Tati.

‘Sr. Hobbs Vai de Férias’, de Henry Koster (1962)

Um clássico da comédia ligeira de Hollywood, com James Stewart no papel de Roger Hobbs, um executivo de um banco que planeou umas férias românticas de um mês com a mulher (Maureen O’Hara). Mas esta sugeriu antes que se alugasse uma casa à beira-mar na Califórnia, para toda a família ir com eles. E em vez de umas férias românticas a dois com a cara-metade, o Sr. Hobbs vai ter umas férias de pesadelo em colectivo familiar.
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‘Com Jeito Vai… Campista’, de Gerald Thomas (1969)

Numa lista destas, não podia faltar um filme da série de comédia picante inglesa Com Jeito Vai… (Carry On, no original), interpretada por actores tão característicos como Kenneth Williams, Sidney James, Hattie Jacques, Barbara Windsor ou Bernard Bresslaw. Em Com Jeito Vai… Campista, Sid (James) e Bernie (Bresslaw) decidem pregar uma partida às namoradas e levá-las a passar férias num parque de campismo de nudistas. Mas enganam-se e vão parar a um parque convencional, cheio de cromos.

‘Barracas na Praia’, de Patrice Leconte (1978)

Escrito e interpretado pelo grupo de comédia e café concerto Le Splendid, popularíssimo em França, criado em 1977 e de que faziam parte nomes como Christian Clavier, Gérard Jugnot, Josiane Balasko ou Michel Blanc, este filme segue um grupo de veraneantes que se vai instalar num Club Med da Costa do Marfim. Uma vez lá, começam as tentativas de engate estival envolvendo clientes e animadores do clube, bem como uma série de mini-desastres de todo o tipo. Um clássico da comédia popular francesa, seguido por Barracas na Neve (1979).
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‘Que Paródia de Férias’, de Harold Ramis (1983)

Este é o primeiro, e o melhor filme da série National Lampoon’s Vacation, escrito por John Hughes, com o impagável Chevy Chase no papel do patriarca da bronca família Griswold, que planeia atravessar o país para visitar o parque de atracções Walley Park. Será uma viagem para não esquecer, mas por todas as razões erradas, a começar na morte súbita, a meio do caminho, da velha tia Edna que os acompanha, e a acabar no próprio parque, que está fechado.

‘Que Paródia de Férias: Perigo: Americanos na Europa!’, de Amy Heckerling (1985)

Eis de novo os Griswold, que desta vez ganham um concurso televisivo cujo prémio é uma viagem à Europa. E conseguem meter-se em sarilhos ou fazer figuras lamentáveis em todos os países abrangidos pelo prémio. Eric Idle em Inglaterra e Victor Lanoux em França são alguns dos actores convidados deste segundo filme da saga de férias desastrosas da família americana mais tapada do cinema. Mas os europeus também são devidamente gozados, está claro.

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‘Malditas Férias’, de Carl Reiner (1985)

O saudoso John Candy interpreta aqui Jack Chester, um controlador aéreo à beira de sucumbir ao stress, que mete férias para ir com a família para a praia e poder descansar. As coisas começam cedo a correr mal e Jack acaba por se desentender com o presunçoso dono de um iate e ter que o desafiar para uma corrida. Candy é soberbo no sofredor pai de família que só quer repousar em sossego, mas parece ter o mundo em peso contra ele.

‘Férias em Família’, de Howard Deutch (1988)

As fricções entre pessoas da mesma família dão boas comédias, e Férias em Família é mais uma que aproveita este mote. John Candy vai com a mulher e a respectiva prole passar as férias de Verão numa cabana junto a um rio nos bosques do Wisconsin, mas apesar da idílica paisagem o caldo fica entornado com a chegada do seu insuportável cunhado (Dan Aykroyd), e logo a seguir, da família Craig, onde todos têm o nariz empinado. E há ainda um urso muito pouco cordial.

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‘Que se Passa com Bob?’, de Frank Oz (1991)

Bill Murray é absolutamente brilhante no papel do Bob do título, um sujeito incomesuravelmente neurótico e obsessivo-compulsivo, que está a ser tratado por um psicoterapeuta, o egocêntrico e vaidoso Dr. Leo Marvin (Richard Dreyfuss) do qual se torna doentiamente dependente. Quando o clínico vai de férias com a família durante um mês, Bob entra em pânico, consegue saber para onde é que ele foi e aparece-lhe na casa de férias, deixando-o furioso.

‘Com a Casa às Costas’, de Barry Sonnenfeld (2006)

Robin Williams encabeça o elenco desta comédia on the road, interpretando Bob Munro, um executivo de uma grande empresa de refrigerantes que teme pelo seu emprego devido a uma fusão iminente com outra companhia. Bob leva a família às Montanhas Rochosas numa enorme casa motorizada que alugou, escondendo-lhes que a fusão vai coincidir em cheio com as suas férias. Isto sem falar nos desastres que se vão abater sobre os Munro durante a viagem.

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