MOTELx 2018: um festival que mete medo

O MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror apresenta uma arrepiante colecção de filmes, em Setembro
The Nun
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Promete quem produz que esta 12ª edição do MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror, entre 4 e 9 de Setembro, no Cinema São Jorge, será "provocadora e fervilhante". A verdade é que o programa, embora ainda incompleto, anuncia um conjunto de filmes, produzidos no último par de anos, que são o reflexo da produção contemporânea, alguns até já com o lastro da passagem por um ou outro festival amparados por críticas elogiosas. E ainda há espaço para lembrar o segundo centenário da criação de Frankenstein por Mary Shelley.

Passámos o cartaz a pente fino e encontrámos uns quantos filmes a não perder.

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1

The Nun – A Freira Maldita (2018)

Com mais este episódio, a saga The Conjuring – A Evocação prossegue a sua vontade de constantemente desafiar a fé dos protagonistas, agora, depois de Annabelle, com um segundo desenvolvimento do caminho inicial da série dirigida por James Wan, aqui creditado como argumentista e produtor, sendo a realização de Corin Hardy (o mesmo que apresentou no festival The Hallow, em 2016). Desta vez, uma jovem freira numa abadia isolada na Roménia suicida-se e um padre com um passado assombrado e uma noviça à beira dos seus votos finais são enviados pelo Vaticano para investigarem. E logo descobrem o segredo profano da ordem. Pondo em risco vidas, fé e almas, os protagonistas (Taissa Farmiga, Demián Bichir) confrontam a força maléfica que assumiu a forma da freira demoníaca de The Conjuring 2 – A Evocação, fazendo da abadia um campo de batalha entre os vivos e os malditos.

2

Morto Não Fala (2018)

Para início de conversa, Stênio (Daniel Oliveira) trabalha na morgue de uma grande e violenta cidade e logo no turno da noite. O que não é um problema – o trabalho e o horário – em si, pois o homem possui dom que lhe permite comunicar com os mortos. E tudo vai bem, neste filme do realizador brasileiro Dennison Ramalho, até os confidentes do outro lado darem em revelar segredos da sua própria vida. Disso Stênio não gosta. E por caminhos que não desejava acaba desencadeando uma maldição que o põe e à família em perigo de morte.

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3

Ghost Stories (2017)

Phillip Goodman, professor, psicólogo, céptico por natureza, testa a sua racionalidade ao cruzar-se com uns ficheiros, perdidos, recheados de detalhes sobre três assombrações. Impressionado pelo que leu, Goodman, em filme escrito e dirigido por Jeremy Dyson e Andy Nyman (que ainda interpreta o protagonista), parte em missão para encontrar explicações lógicas para ambos os casos. À medida que se debruça sobre eles, porém, pondo em causa as suas convicções, o professor céptico é levado à revelação de um segredo que irá virar o seu mundo ao contrário.

4

Ghostland (2018)

A tia morre, Colleen e as filhas herdam a casa, e logo na primeira noite passada no novo lar bandidos entram por ali adentro e a mãe faz o que tem a fazer e luta pelas vidas das suas filhas. Com essa noite, muda tudo na vida familiar. Passados uns anos, nesta película do realizador francês Pascal Laugier, com Crystal Reed, Anastasia Philips, Emilia Jones, Taylor Hickson, Kevin Power, Rob Archer e Mylène Farmer, a filha mais velha, Beth, torna-se uma consagrada autora de literatura de terror, e a irmã, Vera, está a caminho de perder a sanidade vivendo em modo de constante paranóia. No entrementes, mãe e filhas reúnem-se na casa onde Colleen e Vera continuam a viver, e incidentes estranhos acontecem.

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5

Aterrados (2018)

Pessoas que desaparecem sem deixar rasto, mortos que regressam dos túmulos, vozes que se ouvem através das canalizações, entes invisíveis que matam, objectos que se movem sem explicação. Perante isto o comissário Funes não tem outro remédio e pede a ajuda a três especialistas no sobrenatural, Albreck, Jano e Rosentok, que irão colocar a vida em perigo ao investigarem os aterradores fenómenos paranormais, que se parecem concentrar num bairro de Buenos Aires, engendrados pelo argumento e pela realização de Demián Rugna, com Maxi Ghione, Norberto Amadeo Gonzalo e Elvira Onetto.

6

Brothers’ Nest (2018)

Manhã fria, no estado de Victoria, na Austrália, e dois irmãos vão direitos à casa de família para matar nem mais nem menos que Roger, seu padrasto, no processo evitando as alterações que a sua doente mãe pretende fazer ao testamento. A ideia, no argumento de Jaime Browne que Clayton  Jacobson dirige e interpreta, é simular um suicídio, preparado com precisão, mas que obriga os manos a passarem um dia inteiro juntos. O que se revela um problema maior que a execução da conjura nesta comédia negra sobre lealdade familiar.

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7

Cutterhead (2017)

Rie, uma coordenadora de relações públicas, visita as obras de construção do metro de Copenhaga. Mas a intenção de promover a imagem da obra como símbolo da cooperação europeia é, por assim dizer, sabotada por um acidente, que obriga a mulher a refugiar-se num compartimento pressurizado com Ivo e Bharan, trabalhadores vindos respectivamente da Croácia e da Eritreia para labutarem no metro. Candidato ao filme “mais claustrofóbico de sempre”, Cutterhead é a estreia na longa-metragem de Rasmus Kloster Bro (com Christine Sønderris, Samson Semere Russom e Kresimir Mikic), realizador que afirmou a propósito pretender transmitir ao público a sensação de “ser devorado pelo subsolo.”

8

Aparelho Voador a Baixa Altitude (2002)

A secção Quarto Perdido mostra, às vezes desvenda, o que se fez no cinema de terror português, e desta vez é inteiramente dedicada à cineasta sueca, mas geralmente trabalhando em Portugal, Solveig Nordlund. É dela a adaptação do romance de J.G. Ballard, interpretada por Margarida Marinho, Miguel Guilherme e Rui Morisson, que deu no filme Aparelho Voador a Baixa Altitude, onde se mostra um futuro em que os humanos estão no caminho da extinção, tanto que nem as mulheres já engravidam. Para completar a homenagem, há ainda tempo para a exibição do thriller psicológico A Filha, que Nordlund dirigiu em 2003, com Nuno Melo, Joana Bárcia e, mais uma vez, Margarida Marinho.

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9

The Ranger (2018)

Chelsea e os amigos metem-se em sarilhos com a polícia, abandonam a cidade e põem-se em fuga sob o efeito de uma droga alucinogénica chamada Echo. No argumento que o realizador Jenn Wexler escreveu com Giaco  Furino, o grupo refugia-se numa casa nos bosques pertencente à família de Chelsea, menina que vê a coisa com reserva pois é suposto a casa guardar uns segredos de família assim para o sobrenatural. Sempre a tripar na tal Echo, o que os delinquentes juvenis não contavam era com a intromissão de um guarda-florestal misterioso e dado ao zelo no exercício da profissão.

10

Frankenstein aos 200 Anos

Dois séculos depois ainda ser uma força viva da cultura popular é obra e valor acrescentado. Obra nascida do romance gótico escrito por Mary Shelley, Frankenstein: Ou O Moderno Prometeu, tinha a autora 19 anos e sem anúncio de autoria indicado na primeira edição publicada em 1818; autoria que só foi assumida em 1831, por altura da terceira edição deste marco tão relevante que o cinema dele se apropriou pouco tempo depois de os irmãos Lumière inventarem a máquina de filmar.

Por conta deste bicentenário, o MOTELX e a Cinemateca reúnem forças e, durante todo o mês de Setembro, a esplanada do Museu do Cinema recebe uma programação que inclui os clássicos com Boris Karloff (Frankenstein, o Homem que Criou o Monstro) e Christopher Lee (A Máscara de Frankenstein), assim como variações sobre o género, como a biografia dedicada ao realizador James Whale, criador da icónica imagem mais popular do monstro, Deuses e Monstros, de Bill Condon, ou o filme de culto Os Caça-Monstros, de Fred Dekker em versões de 35 mm.

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