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Filme, Cinema, Mudo, A Quimera do Ouro (1925)
©Kino International A Quimera do Ouro de Charles Chaplin

O esplendor do cinema mudo no YouTube

Encontram-se muitos filmes mudos no YouTube. Vasculhámos o catálogo e escolhemos sete que podem ser vistos gratuitamente

Por Eurico de Barros
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Há todo um tesouro de filmes mudos cujos direitos caducaram e que podem ser descobertos ou revistos no YouTube. Estes são apenas sete, de centenas que podem ser lá encontrados e apreciados sem gastar nem um tostão, desde clássicos dessa era de ouro do cinema silencioso, de inícios do século XX, até títulos menos vistosos e pouco conhecidos, mas igualmente plenos de interesse. Nomes como Clarence Brown, Douglas Fairbanks, Alfred Hitchcock, Buster Keaton ou Charles Chaplin sobressaem nesta selecção.

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O esplendor do cinema mudo no YouTube

1. O Mundo Perdido

De Harry O. Hoyt, 1925, 106 min.

Esta é a primeira adaptação ao cinema do livro de aventuras homónimo de Sir Arthur Conan Doyle, sobre um grupo de exploradores liderados pelo Professor Challenger (Wallace Beery), que descobre uma região povoada por criaturas pré-históricas no alto de uma montanha da América do Sul. Os deliciosos efeitos especiais são da autoria de um dos seus pioneiros, Willis O’Brien, que, anos mais tarde, trabalharia em King Kong. Estes soberbos dinossauros de O Mundo Perdido entraram para a história do cinema.

2. Kiki

De Clarence Brown, 1926,108 min.

Um dos realizadores que fez bem a transição do cinema mudo para o sonoro foi Clarence Brown, um dos nomes mais prestigiados de Hollywood entre as décadas de 20 e de 40. Kiki é uma comédia romântica em que Norma Talmadge interpreta a personagem do título, uma rapariga pobre mas muito alegre que vende jornais nas ruas de Paris e consegue ir cantar e dançar para um teatro, apaixonando-se pelo encenador do espectáculo em que está a participar. Este é personificado por Ronald Colman, um dos mais destacados galãs da altura.

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3. O Pirata Negro

De Albert Parker, 1926, 88 min.

Antes de Errol Flynn, o grande herói aventureiro do cinema, foi o atlético e sorridente Douglas Fairbanks, casado com Mary Pickford, outra das maiores estrelas desta era, a protagonizar esta fita de piratas que se tornou num clássico deste género do tempo do mudo. Além de interpretar o papel principal, o de um nobre que se torna pirata para vingar a morte do pai, assassinado por um destes, Fairbanks também participou na escrita do argumento, com o pseudónimo de Elton Thomas, e assumiu os deveres de produção da fita.

4. O Médico e o Monstro

De John S. Robertson, 1920, 82 min.

Eis a primeira de muitas adaptações ao cinema do livro de Robert Louis Stevenson, com o grande John Barrymore no duplo papel do cientista Dr. Henry Jekyll e do seu outro eu maligno, Edward Hyde, em que se transforma após uma experiência falhada com uma fórmula bebível que concebeu. Como os efeitos especiais na altura não eram muito sofisticados, Barrymore confiou apenas na maquilhagem e nos seus dotes de actor para compor a personagem de Hyde e conferir-lhe toda a sua carga perversa e maléfica.

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5. The Pleasure Garden

De Alfred Hitchcock, 1925, 75 min.

A primeira longa-metragem realizada por Alfred Hitchcock não podia estar mais longe dos filmes policiais, de espionagem e de suspense pelos quais se celebrizaria mais tarde. Co-produzido por Inglaterra e pela Alemanha, sob a égide de Michael Balcon e Erich Pommer, The Pleasure Garden é um drama romântico passado em Londres, no teatro que dá título ao filme, pondo em cena dois jovens casais cujas histórias de amor se vão cruzar. A fita teve a participação de actores americanos, britânicos e germânicos.

6. Pamplinas Maquinista

De Buster Keaton e Clyde Bruckman, 1926, 67 min.

Um dos mais fabulosos filmes cómicos de Buster Keaton, que em Portugal era conhecido como Pamplinas. Keaton, que além de realizar o filme com Clyde Bruckman também o escreveu com este, passeia aqui o seu génio cómico, no papel de um maquinista que, durante a Guerra Civil americana, vê a sua locomotiva ser roubada por espiões do Norte, que também lhe raptam a namorada. É então que vai no seu encalce para as recuperar, mesmo que isso implique entrar nas linhas do inimigo. Um festival de gags brilhantes e de sequências espantosas.

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7. A Quimera do Ouro

De Charles Chaplin, 1925, 95 min.

Charlot vai em busca de ouro para as vastidões geladas do Klondike, neste filme que era o favorito do seu realizador, argumentista e principal intérprete. De entre as várias sequências de A Quimera do Ouro que ficaram para a história do cinema, contam-se a da dança dos pãezinhos, a da cabana à beira do abismo ou aquela em que Charlot e outro prospector, ambos cheios de fome e sem nada para trincar, comem uma bota (feita de alcaçuz). É um dos cinco filmes mais lucrativos da história do cinema mudo.

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