O melhor de James Franco

Ele é actor em tudo e mais alguma coisa, produtor, argumentista, realizador. A bem dizer, James Franco está em todas. Depois da série "The Deuce", ele está de volta com "Um Desastre de Artista".

James Franco

Já participou em mais de 130 filmes e séries, três dezenas dos quais dirigiu, mais de 20 escreveu e em mais de 60 foi produtor. James Franco é o principal candidato a substituir Kevin Bacon como o homem mais trabalhador do cinema. Aqui ficam oito exemplos mesmo a tempo da estreia de Um Desastre de Artista (que realiza e protagoniza).

Um Desastre de Artista estreia quinta-feira, dia 4 de Janeiro.

O melhor de James Franco em sete filmes

Good Time Max (2007)

No terceiro filme que dirigiu, aliás bastante bem recebido, Franco, também autor do argumento (com Merriwether Williams), conta a história de dois irmãos super-inteligentes, geniais, mesmo. Pessoal que se separa porque separados já estão pela determinação de um em prosseguir os seus objectivos e tornar-se médico bem sucedido, e a falta de ambição do outro, que o leva a uma vida de, por assim dizer, sexo e drogas e rock’n’roll.

Alta Pedrada (2008)

Não é a primeira vez nem será a última que o actor faz de traficante de droga, como nesta película de David Gordon Green, escrita pelo compincha Seth Rogen, e com ele interpretada. Testemunharem um assassinato durante uma transa não tem nada de conveniente, mas pior decerto se torna a situação quando cliente e vendedor deixam no local do crime pistas capazes de os incriminarem. A partir daqui é uma hilariante corrida pela vida com traficantes e polícias à perna. Além de um êxito de bilheteira, James Franco foi nomeado para um Globo de Ouro pela sua interpretação.

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Milk (2008)

É um papel relativamente pequeno, mas de grande importância neste filme maior de Gus Van Sant sobre o activista gay Harvey Milk (Sean Penn), que, com a sua candidatura à autarquia local, desencadeia em São Francisco um movimento que bem pode chamar-se de libertação. No filme, inspirado no romance de Dustin Lance Black, Franco, no seu mais importante papel dramático até então (um par de anos depois de receber um Globo de Ouro pela sua interpretação num filme para televisão sobre James Dean), é Scott Smith, o namorado de Milk. A sua interpretação é imaculada e, mesmo sem ser premiada, como merecia, tornou claro como o actor é mais versátil do que parecia.

127 Hours (2010)

Tirando os Homem-Aranha em que fez uma perninha, esta película de Danny Boyle é decerto a mais bem sucedida comercialmente e também aquela em que o actor mostrou definitivamente a sua qualidade no drama. Interpretando a história real do montanhista e aventureiro Aron Ralston, e o realíssimo acidente em que esteve envolvido que o obrigou a amputar a mão, aparentemente a única maneira de se libertar da armadilha natural em que caiu, Franco viu a sua representação devidamente apreciada, incluindo com uma nomeação para o Óscar de Melhor Interpretação.

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Spring Breakers: Viagem de Finalistas (2012)

A prestação do actor no filme do realizador rebelde Harmony Korine, onde contracenou com Vanessa Hudgens, Selena Gomez e Ashley Benson, está longe de recolher aplauso consensual, mas, é verdade, o pior que dela disseram foi ser “mais bizarra do que as suas interpretações habituais.” E, não há dúvida, é. Mas Alien, traficante e rapper carregado de filosofia de pacotilha, traduzida em frases dignas de serem impressas em postais, senhor do mundo na sua própria opinião, é um papel que apenas mostra aos incréus as suas qualidades na assunção realista de uma personagem, mesmo que extravagante. A Academia não lhe ligou, mas ainda assim foi nomeado para um ror de prémios – que também não ganhou, se exceptuarmos o entregue pela Associação de Críticos de Cinema do Ohio Central.

Uma Entrevista de Loucos (2014)

A culpa é de Kim Jong-un. Isso, é certo. Não fora o ditador da Coreia do Norte ter uma completa falta de sentido de humor, o pavio curto e a mania megalómana de que há-de dirigir o mundo, e o mais certo era esta paródia sobre o mais isolado país da Terra passar despercebida. Na verdade, o filme de Evan Goldberg e Seth Rogen, o qual, mais uma vez, colabora com James Franco, não é nada de especial. Embora seja boa a ideia, essa de mandar uns repórteres sensacionalistas tentarem assassinar o tirano a pretexto de uma entrevista, o resultado é uma comédia estarola e inconsequente (apesar de proporcionar uns pares de boas gargalhadas). A culpa é, portanto, de Kim Jong-un, que além de protestos (quer dizer: ameaças) diplomáticos, alegadamente patrocinou o ciber-ataque à Sony como retaliação pela produção da película.

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O Meu Nome é Michael (2015)

Em Milk era o namorado do activista, aqui, neste filme de Justin Kelly, é ele, James Franco, ou melhor, Michael Glatze, o militante gay. Um militante peculiar, que renunciou à sua homossexualidade quando conheceu e se converteu ao cristianismo. Tudo porque uma deficiência cardíaca lhe põe a vida em perigo e o aproxima de Deus, com a consequência de passar a pregar pela oposição – o que, mais uma vez, mostrou a sua capacidade quase camaleónica de interpretação.

The Deuce (2017)

Nesta série da HBO, James Franco é o barman Vincent, que tem um irmão gémeo viciado em jogo. Ao tentar pagar a dívida do irmão, cruza-se com as prostitutas Candy e Ashley e os proxenetas C. C. , Larry e Rodney. Com um elenco de luxo, The Deuce está nomeado para três Globos de Ouro (incluindo melhor actriz para Maggie Gyllenhaal). 

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