Tom Hanks em dez grandes papéis

Estreia-se esta semana 'O Círculo', o novo filme de Tom Hanks. É uma boa ocasião para recordarmos a carreira deste actor quintessencialmente americano, através de dez papéis celebrados ou menos conhecidos
Sully
Por Eurico de Barros |
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Uma dezena de filmes com Tom Hanks, que, em conjunto, ilustram as qualidades deste actor com enorme apelo popular, à-vontade na comédia como no o drama e que se tem passeado por muitos géneros e por obras de dimensões muito díspares.

Tom Hanks em dez grandes papéis

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‘Splash, a Sereia’, de Ron Howard (1984)

Esta original e encantadora fantasia sobre o romance entre uma sereia (Daryl Hannah) e um comerciante de frutas e legumes de Nova Iorque foi o primeiro filme em que Tom Hanks deu nas vistas (e era apenas a sua segunda longa-metragem). E também aquele em que o actor começou a mostrar o seu talento natural para a comédia e a construir a imagem de “homem comum” que o tornaria num dos actores mais populares do cinema americano, e aquele com que o espectador médio mais se identifica.

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‘Big’, de Penny Marshall (1987)

Um adolescente de 13 anos expressa o desejo de se tornar crescido a uma máquina de um parque de diversões, e no dia seguinte acorda no corpo de um adulto, interpretado por Tom Hanks. O enredo desta comédia fantástica não é particularmente original, mas Hanks

consegue convencer-nos de que é um miúdo metido no corpo de um homem feito (tinha então 32 anos, mas ar de mais novo), ao agir exactamente como um rapaz de 13 anos agiria ao ser confrontado com o mundo dos mais crescidos - incluindo no que ao sexo diz respeito.

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‘O Ponto Final’, de David Seltzer (1988)

Tom Hanks tem aqui um dos melhores, embora menos conhecidos, papéis da sua carreira, porque o filme foi um fracasso de bilheteira. O actor faz um estudante de medicina que abandonou a universidade para se tornar cómico de stand-up, e conhece uma dona de casa (Sally Field) com a mesma ambição que ele, mas com pouca prática e material cómico muito mau. Decide então ensinar-lhe o que sabe. A personagem de Hanks é muito realista e humana nas suas qualidades mas também nos seus defeitos, o que a torna muito próxima de nós.

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‘Sintonia de Amor’, de Nora Ephron (1993)

Um homem que enviuvou muda-se de Chicago para Seattle. O filho de oito anos, vendo o desgosto do pai, convence-o a ligar para um programa de rádio e falar sobre o casamento maravilhoso que tinha e como sente a falta da mulher, atraindo a atenção de uma jornalista (Meg Ryan). Esta comédia romântica podia ter redundado numa pieguice chapada, não fosse a capacidade de Hanks para dar credibilidade a personagens como esta, que o tornaram no galã da sua geração. Um galã descontraído e “quotidiano” no aspecto e no modo de ser.

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‘Apollo 13’, de Ron Howard (1995)

Tom Hanks personifica aqui Jim Lovell, um dos três astronautas da Apolo 13, que devia ter ido à lua em 1970 mas sofreu problemas técnicos inesperados, levado ao anulamento da missão já no espaço sideral e pondo o trio de tripulantes da cápsula em perigo de vida. Muito bem acompanhado por Kevin Bacon e Bill Paxton, Hanks tem uma belíssima interpretação em “Apollo 13”, destacando a personalidade forte de Lovell e as suas qualidades naturais de liderança sem cair em overacting nem “abafar” os outros actores.

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‘O Resgate do Soldado Ryan’, de Steven Spielberg (1998)

Esta superprodução passada na II Guerra Mundial, durante o desembarque dos Aliados na Normandia, em 1944 permitiu a Tom Hanks mostrar mais uma vez as suas competências dramáticas, ao compôr a personagem do capitão Miller, um oficial enviado com os seus homens numa operação muito perigosa, com cambiantes emocionais e psicológicos que a distanciam dos estereótipos ambulantes que encontramos nas fitas de guerra. A sua humanidade nunca é subalternizada pela espectacularidade do enredo

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‘Caminho para Perdição’, de Sam Mendes (2002)

Os actores com o estatuto e a popularidade de Tom Hanks raramente interpretam personagens parcial ou totalmente negativas. Mas Hanks arriscou contrariar essa regra e aceitar um papel atípico nesta fita de Sam Mendes, passada no início dos anos 30. A sua personagem é um assassino contratado que, acompanhado do filho (que não sabia o que pai fazia para prover à família), foge de outro assassino, enviado para o matar. Melhor que o filme, Hanks consegue ser ameaçador e ao mesmo tempo convencer como pai desvelado.

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‘Capitão Phillips’, de Paul Greengrass (2013)

Os melhores papéis recentes de Tom Hanks não são de personagens de ficção, mas sim de pessoas reais que estiveram envolvidas em situações fora do comum. É o caso do capitão Richard Phillips nesta fita que recria o sequestro, em 2009, do cargueiro que comandava, por piratas somalis. É uma interpretação excepcional, onde Hanks transmite as emoções, os temores e os estados de espírito de um homem comum, que não tem a menor vocação para herói, mas que se vê metido numa situação tão inacreditável quanto perigosa.

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‘A Ponte dos Espiões’, de Steven Spielberg (2015)

Um excelente thriller de espionagem passado na Guerra Fria. Tom Hanks personifica o advogado James B. Donovan, a quem o governo dos EUA pediu, nos anos 60, que fosse a Berlim Leste negociar a libertação de Gary Powers, o piloto americano abatido quando cumpria uma missão aos comandos de um avião-espião U2. As sequências entre Donovan e o espião do KGB Rudolf Abel (Mark Rylance) são os pontos altos do filme, e Hanks sai-se honrosamente do seu confronto com o britânico Rylance, um actor de formação clássica.

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‘Milagre no Rio Hudson’, de Clint Eastwood (2016)

Clint Eastwood celebra neste filme um herói americano, o comandante Chesley “Sully” Sullenberger, que na manhã de 15 de Janeiro de 2009, conseguiu pousar o Airbus que pilotava nas águas do rio Hudson, depois de, ao descolar, um bando de pássaros ter colidido com o avião e inutilizado dois dos seus motores. E quem melhor do que Tom Hanks para interpretar este herói modesto, bom marido e pai de família, com mais de 40 anos de experiência como piloto? É um dos mais emblemáticos papéis da carreira do actor.

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