Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os melhores filmes de Diane Keaton

Os melhores filmes de Diane Keaton

Com quase 50 anos de carreira, Diane Keaton é uma das actrizes de referência do cinema americano. Ei-la em oito interpretações indispensáveis

Annie Hall
©DR Annie Hall de Woody Allen
Por Eurico de Barros |
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Woody Allen trouxe-a do palco para o cinema em 1972, na comédia O Grande Conquistador, e fez dela a sua primeira musa, dirigindo-a numa série de filmes onde se destaca, obviamente, Annie Hall, que deu a Diane Keaton o Óscar de Melhor Actriz em 1978. Mas se Keaton é uma consumada actriz cómica, não se limita nem se contenta com esse registo, tendo-se mostrado também uma soberba actriz dramática, como se pode ver, por exemplo, na trilogia O Padrinho, de Francis Ford Coppola, ou num dos filmes mais singulares da sua carreira, À Procura de um Homem. Relembramos os melhores filmes de Diane Keaton.

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Diane Keaton em oito filmes fundamentais

‘O Grande Conquistador’, de Woody Allen (1972)

Diane Keaton saltou do teatro para o cinema pela mão de Woody Allen, nesta adaptação da divertidíssima (e já então muito neura) peça do realizador para o palco, mostrando já as qualidades cómicas que haveria de desenvolver e consolidar nos filmes seguintes. Nomeadamente, numa série de fitas de Allen ao longo da década de 70, com o qual tinha uma relação na altura.

‘O Padrinho’, de Francis Ford Coppola (1972)

No mesmo ano de O Grande Conquistador, Francis Ford Coppola deu a Keaton o papel de Kay Adams, a sofredora mulher do Michael Corleone de Al Pacino. É uma interpretação nos antípodas da da fita de Allen, revelando que ela era também uma actriz dramática com quem se podia contar. Diane Keaton apareceria também nas partes II e III de O Padrinho.
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‘À Procura dum Homem’, de Richard Brooks (1977)

Mudança radical de registo para a actriz nesta fita, onde personifica Theresa, uma dedicada professora de crianças surdas-mudas de uma escola católica. Sexualmente reprimida, Theresa vai todas a noites à caça de homens e em busca de sexo violento em bares e ambientes pouco recomendáveis ou mesmo perigosos. O papel valeu-lhe uma nomeação para um Globo de Ouro.

‘Annie Hall’, de Woody Allen (1977)

Escrita propositadamente para ela por Woody Allen (o seu apelido é Hall e a sua alcunha Annie), esta comédia urbana novaiorquina deu a Diane Keaton uma personagem emblemática, que lançou uma moda com o seu guarda-roupa e transformou os maneirismos e a maneira de falar ("Lahhh-deee-dah") de Annie Hall num fenómeno social. E ganhou o Óscar de Melhor actriz com todo o merecimento. Se ha um filme representativo da sua longa colaboração com Woody Allen, é este (sem demérito para todos os outros).
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‘Depois do Amor’, de Alan Parker (1982)

Um regresso triunfal ao drama para Diane Keaton neste filme de Alan Parker, um dos melhores feitos sobre famílias em crise na década de 80. Keaton e Albert Finney interpretam um casal cujo matrimónio se desfaz ao fim de 15 anos, deixando-os, a eles e aos quatro filhos, completamente devastados emocional e psicologicamente. Keaton tem uma interpretação memorável, indo da contenção à explosão.

‘A Rapariga do Tambor’, de George Roy Hill (1984)

Diane Keaton mergulhou no universo da espionagem de John Le Carré com esta fita adaptada do livro homónimo do escritor inglês, em que personifica Charlie, uma actriz americana recrutada e manipulada pela Mossad israelita, para se infiltrar na guerrilha palestiniana e cumprir uma perigosa missão. Keaton é brilhante a interpretar uma mulher que tem que se servir dos seus dotes de actriz na vida real para conseguir sobreviver entre cão e lobo.
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‘Duas Irmãs’, de Jerry Zaks (1996)

Um melodrama menor tornado maior pela presença de duas actrizes que fazem toda a diferença: Diane Keaton e Meryl Streep (com a primeira a ser nomeada ao Óscar de Melhor Actriz, quando ambas o mereciam). Elas são irmãs que não se vêem há quase 20 anos, e que voltam a encontrar-se quando a personagem de Keaton descobre que tem uma leucemia e precisa de um transplante de medula. Muitas lágrimas, mas plenamente justificadas pelo enredo.

‘Alguém Tem que Ceder’, de Nancy Meyers (2003)

A alta comédia romântica é um género quase extinto, e este Alguém Tem Que Ceder ajuda muito a que ele dê sinais de vida. Jack Nicholson é um playboy e executivo da indústria discográfica que gosta de mulheres mais novas, mas que se apaixona pela mãe (Diane Keaton) da rapariga com que anda. É um prazer raro ver Nicholson e Keaton esgrimir sentimentos e comédia, e meterem-se ambos em partes gagas.

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Photograph: Courtesy Justin Stephens
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