Os melhores papéis de Frances McDormand

Vencedora de um Óscar com 'Fargo', a actriz ganhou agora o Globo de Ouro por 'Três Cartazes à Beira da Estrada' e aspira à segunda estatueta. Eis os melhores papéis de Frances McDormand
Frances McDormand in mississipi burning
Por Eurico de Barros |
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Frances McDormand sente-se em casa em todos os géneros. A prova é esta lista das suas interpretações mais aplaudidas.

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Os melhores papéis de Frances McDormand

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‘Sangue por Sangue’, de Joel e Ethan Coen (1984)

A actriz casou-se com Joel Coen no mesmo ano em que se estreava no cinema, no primeiro filme realizado pelo marido e pelo cunhado. McDormand interpreta a adúltera Abby, que engana o marido (Dan Hedaya) com outro homem (John Getz), sendo ambos vigiados por um detective (M. Emmett Walsh). E já mostrava aqui o seu gosto por personagens femininas que fogem à norma.

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'Mississipi em Chamas’, de Alan Parker (1988)

Frances McDormand teve a sua primeira de três nomeações para o Óscar de Melhor Actriz Secundária neste filme passado no sul dos EUA, em 1964. Ela personifica a mulher submissa do brutal xerife de uma localidade onde desapareceram três activistas dos direitos civis, e protagoniza uma sequência memorável com Gene Hackman, este no papel de um agente do FBI que está a investigar o caso.

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‘Fargo’, de Joel Coen (1996)

A agente Marge Gunderson da polícia de Minneapolis, terra-a-terra, diligentíssima, calmíssima, corajosa e já em fim de gravidez, é uma das personagens maiores e mais bem-amadas do excêntrico universo cinematográfico dos irmãos Coen, bem como uma das mais originais e simpáticas heroínas do cinema americano recente. Foi com ela que Frances McDormand ganhou o seu Óscar de Melhor Actriz em 1997, que não podia ter sido melhor entregue. O papel de uma vida, simplesmente brilhante.

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‘A Estrada do Paraíso’, de Bruce Beresford (1997)

Glenn Close, Pauline Collins e Cate Blanchett são algumas das actrizes deste filme (baseado em factos reais) sobre um grupo de mulheres de várias nacionalidades, idades e origens sociais, detidas num campo de concentração japonês em Sumatra, durante a II Guerra Mundial. Mas Frances McDormand destaca-se delas todas, no papel de uma impetuosa médica holandesa que recusa deixar-se intimidar pelos seus carcereiros.

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‘Quase Famosos’, de Cameron Crowe (2000)

Poucos anos depois de ter ganho o Óscar de Melhor Actriz por Fargo, Frances McDormand teve a segunda nomeação para a estatueta de Actriz Secundária, graças ao seu papel da zelosa e constantemente preocupada mãe da personagem de Patrick Fugit, o jovem repórter da revista Rolling Stone, que anda na estrada a seguir uma banda, exposto aos perigos do rock, do sexo e das drogas. Outra das melhores interpretações da actriz.

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‘Atracção Acidental’, de Lisa Cholodenko (2002)

A personagem de Frances McDormand neste filme está nos antípodas da de Quase Famosos. Ela incerna uma produtora de discos de Los Angeles com um estilo de vida caótico, já pouco adequado a uma mulher da sua idade, que choca com o do filho e da mulher deste recém-casados e muito certinhos, e que vão viver para casa dela. A fita foi um fracasso, mas a interpretação de McDormand é uma das suas melhores.

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‘Terra Fria’, de Niki Caro (2005)

Charlize Theron é a vedeta desta fita sobre um célebre caso de assédio sexual ocorrido numa mina nos EUA, nos anos 80, o primeiro do género ganho por uma mulher em tribunal. Mas Frances McDormand não deixa os seus créditos por mãos alheias, no papel de uma sofrida colega de trabalho e amiga da protagonista. Theron foi nomeada para o Óscar de Melhor Actriz e McDormand para o de Actriz Secundária pela terceira vez, mas nenhuma delas ganhou.

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