Óscares: Oito filmes adaptados de livros

Mais de dois terços dos vencedores dos Óscares nasceram de um livro. Grandes, médias e pequenas obras de literatura que deram grandes, médios e pequenos filmes. Alguns oscarizados. Como estes
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring, best fantasy movies
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring
Por Rui Monteiro |
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Assim, por alto, desde que existem Óscares, isto é, desde 1928, mais de 60 filmes adaptados de livros, sejam romances, contos, peças de teatro ou biografias, venceram o prémio de Melhor Filme. Há de tudo. Mas para esta lista só foram seleccionados grandes livros que se tornaram grandes filmes.

 

 

Óscares: Oito filmes adaptados de livros

Camera

A Oeste Nada de Novo (1930)

Erich Maria Remarque esperou dez anos, até 1928, para publicar A Oeste Nada de Novo, onde, através do olhar de um soldado, mostra a violência da guerra com tal crueza que conceitos como “inimigo”, “bem" e "mal” são sujeitos a eloquente e duro escrutínio. Contudo, bastaram apenas mais dois anos para ser adaptado ao cinema pelo realizador Lewis Milestone e recolher um par de Óscares.

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As Vinhas da Ira (1940)

Assim que foi publicado, em 1939, o romance de John Steinbeck sobre uma família pobre, expulsa da terra e obrigada a emigrar para a Califórnia durante a Grande Depressão, recebeu o Prémio Nacional do Livro e o Pulitzer para ficção, sendo ainda As Vinhas da Ira fartamente referido quando o autor recebeu o prémio Nobel, em 1962. Aparentemente John Ford reconheceu de pronto as qualidades cinematográficas do romance e, com Henry Fonda, Jane Darwell e John Carradine, criou uma película notável e, dos dois Óscares que ganhou, para si guardou o de Melhor Realização. 

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West Side Story – Amor Sem Barreiras (1961)

Se soubesse, William Shakespeare não teria decerto razão de queixa do cinema norte-americano, tantas foram, são (e decerto ainda serão) as suas peças que, quando não foram directamente adaptadas, inspiraram argumentistas, realizadores e até músicos, como acontece com esta versão muito livre de Romeu e Julieta. Séculos depois e sem creditar o autor, a peça transformou-se em West Side Story, que começou por ser um musical, produzido na Broadway, em 1957, com libreto de Arthur Laurents, música de Leonard Bernstein e letras de Stephen Sondheim. Quando se tornou filme, dirigido por Jerome Robbins, antes responsável pela versão teatral, e Robert Wise, com Natalie Wood, George Chakiris, Richard Beymer e Rita Moreno, arrebatou nada menos que 10 Óscares. 

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O Padrinho (1972)

Uma saga baseada na obra de Mario Puzo, lançada em 1969, com direito a lugar cativo na lista dos melhores filmes de sempre. Um clã italo-americano liderado por Don Vito Corleone (Marlon Brando) e um ciclo de crime e violência para a posteridade. 

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Amadeus (1984)

Outra peça de teatro adaptada com muito êxito por Hollywood foi Amadeus, a fantasia biográfica de Peter Shaffer sobre a vida de Wolfgang Amadeus Mozart e as cogitações conspirativas do compositor da corte, e evidentemente rival, Antonio Salieri. Foi tão fartamente premiado no Reino Unido e nos Estados Unidos que Shaffer aceitou fazer a adaptação ao cinema. Coisa que lhe valeu de imediato um Óscar para Melhor Argumento Adaptado, apenas um dos oito para o qual estava nomeado, entre eles os cobiçados Melhor Filme e, para Milos Forman, Melhor Realização. 

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A Lista de Schindler (1993)

Ao princípio chamava-se A Arca de Schindler, o romance do escritor australiano Thomas Keneally a quem, ainda antes de vencer o prémio Booker com esta ficção histórica, Steven Spielberg comprou os direitos de adaptação cinematográfica. E foi com esta narrativa inspirada no envolvimento de um militante nazi, Oskar Schindler, no salvamento de centenas de prisioneiros judeus dos campos de concentração, que o realizador viu a sua consagração concretizar-se em sete Óscares e ainda uma mão cheia de nomeações, para nem falar da quantidade de prémios recolhidos em todo o mundo. 

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O Senhor dos Anéis (2001)

Por conta da sua dimensão, J.R.R. Tolkien aceitou as razões comerciais do editor e publicou a sua obra-prima em três volumes, postos à venda entre Julho de 1954 e Outubro do ano seguinte. Apesar do êxito, das permanentes novas edições e das traduções em muitas línguas, levou décadas a ser adaptado ao cinema. Mas quando chegou à tela o primeiro volume, realizado por Peter Jackson (quase duas décadas depois da primeira e frustrada versão de Ralph Bakshi, em 1978), A Irmandade do Anel foi um êxito retumbante, repetido, aliás, por As Duas Torres, em 2002, e O Regresso do Rei, um ano depois. Por junto, a trilogia valeu 17 Óscares, com o capítulo final a arrebatar 11 estatuetas, tornando-se no segundo filme a ultrapassar os mil milhões de dólares de receita e aquele que, com Ben-Hur e Titanic, mais prémios da Academia abarbatou. 

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Este País Não É Para Velhos (2007)

Quando contou, em Este País Não É Para Velhos, esta história de fronteira animada por uma transa de drogas que deu para o torto, em 2005, Cormac McCarthy era um escritor reconhecido como um dos mais criativos e crus da América do Norte, já com uma mão-cheia de prémios literários e de filmes adaptados da sua obra. Porém, nenhum antes (nem depois, aliás, apesar do burburinho acerca de A Estrada) teve o êxito cinematográfico deste romance, assim como nenhum antes fora dirigido pelos irmãos Joel e Ethan Cohen, cuja visão da narrativa foi decisiva para a atribuição de quatro Óscares e o reconhecimento internacional do excepcional talento de Javier Bardem, que voltou para Espanha com o Óscar de Melhor Actor Secundário.

A caminho dos Óscares

Filmes

Óscares: dez discursos polémicos

O escândalo rebentou, as denúncias multiplicaram-se e a onda de contestação e apoio assaltou Hollywood com a hashtag #metoo à cabeça. Nos Globos de Ouro já se ouviram discursos fortes, como o de Oprah, e a passadeira vermelha fez-se em tons de negro como forma de protesto. É por isso de esperar discursos controversos na cerimónia dos Óscares deste ano, que acontece a 4 de Março. O que, a bem dizer, até já começa a ser uma tradição. Se nas últimas edições tem sido vulgar, certo é a coisa ter começado há décadas, como vemos nestes dez exemplos.

Filmes

Filmes na Netflix que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Todos os filmes desta lista ganharam o Óscar de Melhor Filme. Estão na Netflix e são bons à primeira, à segunda e à terceira. Não se esqueça que o catálogo do serviço de streaming vai sofrendo alterações e por isso alguns filmes desaparecem ao fim de algum tempo. Aproveite para rever agora estes que lhe sugerimos.

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Filmes, Animação

Filmes de animação que ganharam um Óscar

Tem até ao dia 4 de Março, data da 90ª cerimónia dos Óscares, para sentar a família toda no sofá e fazer uma maratona pelos filmes de animação que ganharam a estatueta dourada nos últimos 16 anos. Comédia, suspense, drama, musical, western – vale tudo, desde que meta desenhos animados. Recomendado: Os filmes mais esperados até aos Óscares

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