Óscares: sete bandas sonoras invulgares

O Óscar para Melhor Banda Sonora Original só surgiu na sétima cerimónia, em 1935, e nem sequer se chamava assim. Não importa, porque o que importa é a música que tornou alguns filmes melhores
Breakfast at Tiffany's (1961)
Breakfast at Tiffany's (1961)
Por Rui Monteiro |
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Alguns, como John Williams, alinham Óscares uns atrás dos outros com grandiloquência. Outros, como Nino Rota ou Henri Mancini, são mais discretos. E Ryuchi Sakamoto, então, cria ambientes como poucos, ou talvez só como Max Steiner outrora o fez. Sete exemplos excepcionais e bastante distintos seguem já a seguir. São bandas sonoras inesquecíveis – e premiadas pela Academia de Hollywood com o Óscar. 

Óscares: Sete bandas sonoras invulgares

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O Denunciante (1936)

Max Steiner já fora batido no ano anterior na corrida ao Óscar, mas, aqui, neste filme brilhante de John Ford sobre a rebelião irlandesa, o compositor ultrapassou toda a concorrência, principalmente a do lendário e por ele muito reverenciado maestro Erich Korngold. 

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O Feiticeiro de Oz (1939)

Como se sabe Dorothy (que é Judy Garland) é arrebatada por um tornado e vai parar a Oz neste filme de Victor Fleming, que soube entregar a Herbert Stothart a autoria da partitura e, assim, juntar mais uma estatueta à colecção recolhida pela película. O compositor não se fez rogado. E da sua extraordinária banda sonora sobra para sempre a beleza enternecedora de Somewhere Over the Rainbow.    

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Os Sapatos Vermelhos (1949)

Foi logo à primeira que Brian Easdale arrecadou Óscar. Para isso contou com a confiança dos génios esquecidos (ou pelo menos pouco lembrados) de Michael Powell e Emeric Pressburger, que o contrataram, e com a solidez de um argumento que lhe permitiu toda a fantasia que o mundo do bailado permite a compositor destinado a ilustrar a ascensão e queda de uma primeira bailarina. 

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Boneca de Luxo (1962)

Breakfast at Tiffany's (que é o título original e aquele que todos recordam quando se lembram de Audrey Hepburn, muito mais do que de Truman Capote, autor do romance em que o filme se baseia, ou do realizador, Blake Edwards) tornou Henry Mancini definitivamente famoso com esta banda sonora jazzística e sofisticadamente elaborada, bastante distante, por exemplo, da tonitruância de El Cid e Os Canhões de Navarone, os seus outros dois óscares na mesma categoria. 

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O Padrinho, Parte II (1975)

Não fora alguém ter reparado que Nino Rota usara umas partes de outra banda sonora e o Óscar chegaria uns três anos antes e graças ao primeiro filme da série dirigida por Francis Ford Coppola. Assim, não foi no primeiro, foi no segundo O Padrinho que a sua música foi reconhecida, no processo derrotando Jerry Goldsmith (Chinatown) e John Williams (A Torre do Inferno), grande favorito nesse ano. 

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O Expresso da Meia-Noite (1979)

Giorgio Moroder teve um papel demasiado importante na popularização do disco sound para poder ser considerado (pelo menos pelos puristas pop-rock) um compositor sério, ou pelo menos mais sério que Nils Rodgers ou os irmãos Gibb. Mas, verdade, verdadinha, neste filme de Alan Parker (com argumento de Oliver Stone), sobre um rapaz apanhado a traficar pó na Turquia e respectiva via-sacra prisional, Moroder cria, através de um uso basto criativo da electrónica então disponível, uma música completamente adequada às necessidades narrativas da película. 

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O Último Imperador (1988)

Quando é preciso criar um ambiente, seja para o que for, o melhor é chamar Ryuichi Sakamoto, como fez Bernardo Bertolucci (que ainda juntou temas de David Byrne e Cong Su) em O Último Imperador. O compositor japonês recusou tudo o que até aí era considerado obrigatório a uma banda sonora de qualidade, e criou um mundo novo onde antes predominava um sinfonismo barroco e provinciano, tornando o pastelão do realizador italiano suportável. 

A caminho dos Óscares

Filmes

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