Oito filmes que ganharam o Óscar de Melhor Guarda-roupa

Foram precisas 20 cerimónias de entrega de prémios para alguém se lembrar de criar o Óscar de Melhor Guarda-roupa. Foi só em 1949, e havia uma estatueta para filmes a preto e branco e outra para filmes a cores. Oito exemplos

Marie Antoinette

Chegados aos Óscares 2018, retomamos alguns filmes mais bem-vestidos de sempre e confirmamos a tendência: nada como um enredo de época para conquistar quem tem a palavra final. 

Oito filmes que ganharam o Óscar de Melhor Guarda-Roupa

Eva (1950)

Entre os seis óscares para o filme de Joseph L. Mankiewicz, com Bette Davis e Anne Baxter, mais Marilyn Monroe num pequeno papel, estava o de melhor Guarda-roupa, na categoria de preto e branco, entregue à recordista absoluta de nomeações e mais oscarizada das estilistas de Hollywood. Edith Head, falecida em 1981, foi nomeada 35 vezes e ganhou oito Óscares, começando, logo em 1949, com A Herdeira, para só terminar em 1973, com A Golpada.

Um Americano em Paris (1951)

Por junto, os vencedores do Óscar para o Melhor Guarda-roupa de 1951, Orry-Kelly, Walter Plunkett e Irene Sharaff, têm 29 nomeações e oito Óscares, sendo que a conta de Sharaff contribui com, nada mais nada menos, do que 15 nomeações e cinco estatuetas, entre elas as merecidas pelo seu trabalho em Quem tem Medo de Virginia Woolf?, Funny Girl e Porgy e Bess, além deste Um Americano em Paris, de Vincente Minnelli, com Gene Kelly e Leslie Caron.

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A Doce Vida (1960)

A história cinematográfica do estilista Piero Gherardi é curta, mas ainda assim com uma elevada taxa de concretização, pois valeu-lhe duas estatuetas nas três vezes que foi nomeado. Ao lado de Federico Fellini, começou com esta película onde Marcello Mastroianni encontra Anita Ekberg e Anouk Aimée. Prosseguiu, três anos depois, com Fellini 8½; a nomeação por Julieta dos Espíritos, em 1965, concluiu a relação com o realizador e com os prémios.

Fanny e Alexander (1983)

Este drama de época escrito e dirigido por Ingmar Bergman valeu a Marik Vos o seu único Óscar, apesar de três vezes ter saboreado o prazer da nomeação. E difícil seria de outra maneira, pois na filmografia da estilista apenas se encontram cinco películas, todas do realizador sueco, sendo que os seus outros guarda-roupas nomeados foram A Fonte da Virgem (1960) e Lágrimas e Suspiros (1972). 

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Drácula de Bram Stoker (1992)

E continuamos com filmes de época, desta vez da facção terror, para chegar ao Óscar de Eiko Ishioka nesta filme em que Francis Ford Coppola, com Gary Oldman, Winona Ryder, Anthony Hopkins e Keanu Reeves, adapta um dos principais clássicos da literatura fantástica e de terror. A estilista japonesa teve uma carreira cinematográfica diminuta, mas, apesar de trabalhar em pouco mais de uma dezena de películas, ainda conseguiu outra nomeação, em 1972, a título póstumo, pela sua colaboração com Tarsem Singh em Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Gira do Que Eu?

Priscilla, a Rainha do Deserto (1994)

A tragicomédia realizada por Stephan Elliott é, com Viagens com a Minha Tia, de George Cukor, um dos únicos filmes contemporâneos a vencer a categoria de Melhor Guarda-roupa desde a fusão dos prémios para cor e preto e branco, em 1967. O enredo conta a história da viagem de dois artistas de travesti, interpretados por Hugo Weaving e Guy Pearce, e uma transexual, magnificamente criada por Terence Stamp, através da Austrália, num velho autocarro. E foi, na época, um surpreendente êxito entre crítica e público. Com o guarda-roupa luminoso e extravagante que criaram, Tim Chappel e Lizzy Gardiner arrebataram a estatueta e deram o seu contributo para uma outra visão da comunidade gay. 

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Maria Antonieta (2006)

A estilista italiana Milena Canonero, que nasceu em 1946 e divide o seu trabalho entre o cinema e o teatro, não era nenhuma estranha no palco da cerimónia quando recebeu o seu Óscar pelo trabalho no filme de Sofia Coppola em que a rainha da França cogita porque não há-de o povo comer brioches se não tem pão. Entre as suas oito nomeações, antes, Canonero já recebera estatuetas por Barry Lyndon, em 1975, e, em 1981, por Momentos de Glória, vindo a receber ainda, em 2015, mais uma pelo guarda-roupa de Grand Budapest Hotel

Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los (2016)

O livro de J. K. Rowling dá o mote para esta acção, situada em 1926, ano em que Newt Scamander (o premiado Eddie Redmayne) termina uma viagem à volta do mundo para encontrar e documentar um conjunto extraordinário de criaturas mágicas. O filme de fantasia foi dirigido por David Yates. A sequela do título ficou prometida para o final de 2018. 

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