Sete monstros de culto do cinema fantástico e de ficção científica

Na semana da estreia de 'A Forma da Água', de Guillermo del Toro, nomeado para 13 Óscares e com um ser anfíbio como herói, escolhemos sete monstros clássicos do cinema para o acompanhar

O Monstro da Lagoa Negra, o Blob que veio do espaço, o gigantesco Rodan ou o demoníaco Creeper são algumas das atracções desta selecção de horrores cinematográficos inesquecíveis, que lembramos na semana em que chega às salas de cinema portuguesas A Forma da Água, candidato a 13 Óscares.  Descubra sete monstros de culto do cinema fantástico e de ficção científica.

Sete monstros de culto do cinema fantástico e de ficção científica

O Monstro dos Tempos Perdidos (1953)

Vagamente baseado num conto de Ray Bradbury, o filme homónimo de Eugene Lourié (no original, The Beast From 20.000 Fathoms) reflecte o medo colectivo que se vivia na chamada “era atómica”, como aliás muitos outros filmes fantásticos e de ficção científica dessa altura. O monstro do título é um dinossauro gigante fictício, o Rhedosauro, despertado do seu sono milenar nos gelos árticos por um teste de uma bomba atómica levado a cabo pelos EUA. A criatura acorda (justificadamente) muito zangada, cheia de vontade destruir Nova Iorque e deglutir os seus habitantes. Mestre Ray Harryhausen foi encarregue de dar vida ao monstro através dos pouco sofisticados efeitos especiais disponíveis à época, e saiu-se bem.

O Monstro da Lagoa Negra (1954)

Também conhecida por Homem-Guelra, eis uma das mais bem-amadas criaturas da história do cinema fantástico, um ser aquático descoberto na Amazónia por um grupo de cientistas nesta fita rodada em 3D por Jack Arnold. O monstro é capturado mas consegue fugir, só que volta porque se apaixonou pela noiva de um dos membros da expedição. Ben Chapman vestiu o fato da criatura nas sequências rodadas em terra firme, cabendo a Ricou Browning, actor, duplo e nadador e mergulhador profissional, substitui-lo nas sequências aquáticas. O sucesso da fita foi tal que o Homem-Guelra voltou em duas continuações, em 1955 e 1956, transformando-se num dos monstros clássicos da Universal.

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Rodan (1956)

Criado pelos estúdios japoneses da Toho na sequência do grande sucesso de Godzila, em 1954, Rodan é uma espécie de pterodáctilo gigante mutante, que voa a uma velocidade supersónica e foi, também ele, despertado por testes atómicos, passando a espalhar o terror pelo Japão. Ishirô Honda, realizador do primeiro Godzila, assina esta estreia da temível criatura aérea no ciclo de filmes de monstros japoneses. Rodan é também o primeiro título deste popularíssimo género rodado a cores. Aqui, ele está acompanhado por um parceiro da sua espécie e ainda por uma série de insectos pré-históricos igualmente matulões, que também dão cabo de tudo à sua volta e gostam de mastigar humanos.

Blob (1958)

Um dos poucos monstros informes da história do cinema fantástico e de ficção científica, o Blob dá o seu nome ao filme de Irvin S. Yeaworth Jr., realizado em 1958, onde um jovem Steve McQueen tem o papel principal e que em Portugal levou o título de Fluido Mortal. E o que é afinal o Blob? Uma entidade alienígena gelatinosa e vermelha, que chegou à Terra dentro de um meteoro, e que vai crescendo e tornando-se mais poderosa e agressiva à medida que absorve e dissolve pessoas, acabando por se transformar numa massa gigantesca. O filme teve um remake em 1988, Blob – Outra Forma de Terror, com efeitos especiais bastante melhores do que os do original e um Blob mais convincente que o seu predecessor.

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A Serpente Alada (1982)

Larry Cohen, um dos maiores representantes do cinema de série B, é o responsável pela aparição, em plena Nova Iorque dos anos 80, da serpente alada Quetzalcoatl da mitologia azteca em Terror Sobre a Cidade, certamente um dos mais delirantes monster movies de todos os tempos. E onde é que o bicharoco se refugia? Nada mais, nada menos do que no emblemático Edifício Chrysler, de onde faz raides aéreos para comer incautos nova-iorquinos e onde pôs um enorme ovo, para assegurar a descendência. David Carradine e Richard Roundtree interpretam os detectives que andam à caça do monstro, e Michael Moriarty é o vilão que sabe onde ele se esconde e quer ficar rico à sua custa.

O Monstro do Pântano (1982)

Criação original dos comics da DC nos anos 70, o Monstro do Pântano, ou Swamp Thing, passou para o cinema em 1982, pela mão de Wes Craven, no filme homónimo com Ray Wise, Louis Jourdan e Adrienne Barbeau. A criatura começou por ter forma humana. Era um cientista, o Dr. Alec Holland (Wise), que sofreu um horrível acidente quando tentava criar uma nova espécie, uma combinação de animal e planta com grande capacidade de resistência e de adaptação a qualquer ambiente. Holland ficou então transformado num ser disforme, parte humanóide, parte planta, condenado a viver nos pântanos. O filme teve uma continuação em 1989 e foi transposto para uma série de televisão em 1990.

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Creeper (2001)

Uma ancestral e maléfica criatura que acorda a cada 23 anos, numa zona rural da Florida, sempre pela Primavera, e passa 23 dias a comer humanos, incorporando partes dos corpos das suas vítimas no seu próprio corpo. Eis o Creeper, o monstro de serviço em Jeepers Creepers, de Victor Salva, produzido por Francis Ford Coppola, no qual dois irmãos, um rapaz e uma rapariga que viajam de carro rumo à costa para gozar férias escolares, tornam-se no alvo do horrendo ser. O Creeper tem forma humana e conduz uma carrinha de aspecto sinistro, mas a sua aparência é enganadora, já que pode também voar graças a um par de asas de recorte demoníaco. A fita teve duas continuações, em 2003 e 2017.

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