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Pride Lisboa
Ricardo Lopes

Dez ideias para aproveitar o mês Pride

Junho é mês de hastear a bandeira arco-íris. Temos dez sugestões coloridas.

Escrito por Patrícia Domingues
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O mês Pride tem diferentes significados para diferentes pessoas e há mais do que uma razão por trás das demonstrações de Junho, das cores, das marchas, do barulho. É simultaneamente um protesto e uma celebração que, segundo a activista trans Marsha P. Johnson, só deveria resultar em orgulho no momento em que houvesse a libertação de todos. Ainda vai levar tempo até as bandeiras serem arrumadas. Até lá temos muito para celebrar, entre festas, marchas, exposições e arraiais. Desejamos a todos os homofóbicos um mês super-desconfortável.

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Dez ideias para aproveitar o mês Pride

  • Coisas para fazer
  • Santa Maria Maior

No ano em que se celebram os 40 anos da descriminalização da homossexualidade e quatro desde a consagração legal da autodeterminação de género, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade continua a talhar o caminho pela dignidade da pessoa humana com a estreia da exposição que aborda as dinâmicas e tensões entre a repressão e as resistências de diversidade sexual e de género durante a ditadura e após a revolução. Revelar, nomear, reconhecer, representar e visibilizar é destruir preconceitos, combater violências e educar para os direitos humanos, escrevem em comunicado. Lançada a 28 de Junho, contará com programação paralela, de ciclo de conversas a cinema, performances e visitas orientadas.

  • Noite
  • Princípe Real

Há projectos que pareciam estar só à espera de acontecer. Palco das noites mais animadas de Lisboa, o Trumps não é só morada permanente dos hits de Britney Spears, mas também de uma comunidade de artistas que o frequentam e lá trabalham. Numa noite como tantas outras, Ary Zara, funcionário há 12 anos e hoje director criativo do Queer Art Lab, viu para além do óbvio: “A ficha caiu quando tivemos a banda do António Variações a tocar lá... Quer dizer, o António Variações esteve neste palco, cantores da Eurovisão estiveram neste palco e não estamos a puxar por isto como podemos. Eu e o Marco Mercier (sócio gerente) pensámos: está aqui um palco que as pessoas podem usar.” 

O primeiro projecto a arrancar pós-eureka foi a transformação da escadaria que leva às pistas pela artista Tamara Alves, que voltou recentemente a assumir o leme com a primeira residência de 5 artistas QAL. O desafio era fazer coincidir os murais do espaço com seu novo slogan – de “the best gay club” o Trumps passou a “the best queer club da cidade”. 

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  • Noite
  • Chiado/Cais do Sodré

“Para nós o Pride é o ano todo”, ri Fernando Santos, anfitrião do Finalmente enquanto Deborah Kristal, nome maior do transformismo em Portugal nas últimas quatro décadas. Este ano celebra a data redonda num espectáculo que acontece no Coliseu de Lisboa em Outubro, um palco bem mais composto do que o estrado de madeira que se tirava e punha nos idos anos 80. 

No número 38 da Rua da Palmeira, no Príncipe Real, o cenário continua sem o glamour que os reality shows nos foram fazendo associar ao drag, mas o lema é o mesmo: “the show must go on”. Fernando vive para manter as memórias dos “anos de ouro” do transformismo em Portugal vivas, sacudindo o pó às divas do passado nas suas escolhas performativas e personificando aquilo que já descreveram como a “autenticidade de uma fadista’. “Se quer ir ver um desfile de beleza, vão ver a Miss Universo”, brinca. “O espectáculo travesti tem de ser mais do que uma mulher bonita. Mensagens de afecto, de amor, de carência, de coisas que as pessoas vêm à procura e que chegam aqui e encontram numa frase, numa expressão, numa atitude.” Para muitas, é esse abraço de plumas que as faz voltar, outras encontram ali um sítio para se divertirem sem restrições. Aos turistas, conta Fernando, atrai-os este tipo de espectáculo, que comparam a musicais ou revistas, como já não se faz nos dias de hoje. “O cuidado que tem de se ter para não ser chato ou enfadonho...”, diz, com o peso da responsabilidade na voz. As noites de Junho contam, tal como nos restantes meses, com três espectáculos por noite, dando oportunidade a novos e velhos artistas de receberem a mentoria de Deborah e ver o seu brilho de Kristal. “O Finalmente persiste e continua melhor do que nunca.”

LGBTQIA+

  • Gay
  • LGBT

A maioria dos países da Europa está a tornar-se num lugar muito mais seguro e acolhedor para as pessoas LGBTQ+. De uma forma geral (mas, infelizmente, não em todos os lugares), países de todo o continente parecem hoje proporcionar às pessoas queer mais direitos e liberdades.

E é precisamente a confirmação dessa tendência que foi demonstrada pelo mais recente estudo da Rainbow Europe. E no topo do ranking em 2022 está... Malta. 

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